A caixa de Pandora da Fifa

A Suíça é acusada desde a segunda guerra por favorecer poderosos. Se recusaram a fornecer informações sobre supostos nazistas fugitivos, que mantinham contas no país. Durante a 2ª Guerra Mundial, foram acusados de ser sede do dinheiro nazista. Receberam bloqueio econômico durante a guerra. Depois, se beneficiaram da precária situação europeia para financiar o plano Marshall e enriquecer mais o país. Ainda assim, é acusada de ser um paraíso fiscal, usada por corruptos. Parece que muitos suíços não querem mais isso, a começar com a justiça.
Nesta terça-feira a Suprema Corte da Suíça obrigou a Fifa a mostrar os arquivos do escândalo da ISL, que teria envolvido diversos subornos a pessoas do alto escalão da Fifa. Duas delas seriam Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e João Havelange, então presidente da Fifa. A razão dos supostos subornos? Privilegiar a ISL em negócios com a entidade. O que aconteceu. A empresa suíça ficou com os direitos de transmissão da Copa do Mundo. Segundo o programa Panorama, da BBC, os dois teriam aceitado devolver o dinheiro frente à justiça suíça, onde responderam pelo processo, em troca de terem seus nomes mantidos em sigilo.
Só que com a liberações dos arquivos, uma revolução pode começar. Não só na CBF, que pode ver seu mandatário envolvido em um esquema de corrupção, como o futebol mundial, com a Fifa envolvida até o pescoço. A cúpula da Fifa pode ter mais atingidos e a entidade pode ter sua imagem, já bastante desgastada pelos escândalos, ainda mais manchada. O difícil é acreditar que isso, de fato, é possível. Será que dessa vez a caixa de pandora será aberta? E mais do que isso: o que há nessa caixa? Assim como na mitologia, esperamos que a única coisa que sobre na caixa seja a esperança. A esperança de um futebol sem essa corja que o comanda atualmente.



