2014 fica mais longe para Mano Menezes

Mano Menezes sofreu um duro revés em sua luta para manter-se à frente da seleção brasileira até o final da Copa de 2014. Ele foi pego em um blitz da Lei Seca na madrugada de quarta-feira no Rio. Recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Estava sem a carteira de habilitação. Foi multado em R$ 957,70 e recebeu sete pontos na carteira.


Aqui, vamos fazer uma pausa. Não se trata de julgar o ato e sim suas conseqüências para a seleção. Quanto ao ato, é preocupante. Dirigir alcoolizado é o mesmo que colocar a vida alheia e a sua própria em risco. Grave, mas vamos falar de futebol.

O trabalho de Mano não agrada à maioria. Andrés Sanches, que o indiciou para o cargo, após a recusa de Muricy, já disse que “nem o próprio Mano está gostando de seu trabalho”. Traduzindo: “o Teixeira saiu, há uma transição e eu quero é garantir o meu cargo e não o seu. Não vou bancar quem pode me atrapalhar”.

É o mesmo que Mano fez com André Santos e Douglas, por exemplo. Jogadores limitados que bancou por um bom tempo ( o lateral) e por pouco tempo ( o meia). Quando André fez uma péssima Copa América e quando Douglas permitiu que Messi derrotasse o Brasil, Mano os abandonou. Estava certo.

Como o trabalho é fraco, o treinador perde essa muleta. Ninguém vai dizer obviedades do tipo “por mim, ele pode beber um barril, o que interessa é que a seleção goleou todo mundo na Copa América, ganhou da Alemanha, da Holanda, da França e ainda por cima acabou com a Argentina com Messi e tudo”.

O mais provável é que ressurja o mortal sarcasmo brasileiro. “Mano está bebendo para esquecer o futebolzinho da seleção”. “Agora entendi porque ele convoca o R10. Precisa beber com alguém” etc etc.

Com um currículo fraco para chegar à seleção, seguidor de um futebol equilibrado, sem muito brilho, e com resultados fracos, fiador de um Ronaldinho Gaúcho que mostra a cada domingo que é sombra do que foi, Mano agora corre o risco de virar galhofa. Se não reagir, fica pelo caminho. Londres está ai. E 2014 está lá longe. Para chegar lá, há um grande caminho a percorrer. Com bebida, ele fica bem mais longe.
 

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Equipe Trivela

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