2011

O que seria do mundo sem os sonhadores? Sem aquelas pessoas que insistem em tentar mudá-lo a cada dia, construí-lo de maneira mais digna e honesta. Estariamos fadados ao ceticismo, ao mero cumprimento das regras em vigência. Seríamos como marionetes de quem detém o poder. Nunca mudaríamos, a sociedade nunca mudaria.
Eu me considero um sonhador. Não que eu vá fazer uma revolução amanhã, erradicar a pobreza do planeta, terminar com as guerras e acabar com o desmatamento. Cada um tem seu papel na sociedade, e dentro desse roteiro temos que buscar o nosso melhor.
Por isso sonho que em 2011 veremos o Brasil ainda mais forte, crescendo economicamente e diminuindo as mazelas sociais. Acredito que vamos combater a corrupção, colocar os marginais atrás das grades e valorizar as pessoas de bem.
Vamos iniciar, pra valer, as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Sem dinheiro público, sem caixa 2, com os corruptos longe de tudo isso. As estradas ficarão melhores, o transporte público funcionará, os hospitais terão leitos suficientes e todas as crianças estarão nas escolas.
Não haverá mais violência entre torcidas. Quem ousar quebrar isso, será punido exemplarmente e aprenderá a lição, assim todos os outros. Ninguém mais matará alguém só porque ele veste uma camiseta diferente da sua. Ou porque gosta de outras coisas no mundo.
A imprensa cumprirá seu papel. Não encobrirá escândalos, não omitirá fatos. Falará somente a verdade. E fiscalizará quem precisa ser fiscalizado.
Se tudo isso acontecer, não precisaremos de muito mais. Porque aí a felicidade será consequência, e o que todos nós, jornalistas e leitores da Trivela, gostamos de fazer, que é viver o futebol, será a nossa diversão sem preocupação. Consequente.
Sonhar é vital, mas realizar é fundamental. Parafraseando Oswald de Andrade na Semana de Arte Moderna de 1922, talvez não saibamos muito bem o que queremos, mas sabemos muito bem o que não queremos. Que venha 2011.



