Portugal

‘Quando Thiago Silva chegou, parecia que eu era o novato. Fiquei muito nervoso’

Ex-Grêmio detalha impacto imediato do brasileiro no vestiário, exalta liderança e revela como a presença do ídolo elevou o nível de ambição do elenco

A trajetória de Thiago Silva falou alto em sua chegada ao Porto. Campeão por onde passou, referência técnica e emocional, o zagueiro brasileiro carrega um peso simbólico que transforma qualquer ambiente — e foi isso que ressaltou Pepê sobre o novo companheiro.

Em entrevista à “Betano”, o atacante ex-Grêmio revelou como a chegada do defensor em janeiro mexeu com o vestiário dos Dragões e consigo mesmo.

A impactante chegada de Thiago Silva ao Porto

Contratado como uma das grandes apostas da temporada, Thiago desembarcou em Portugal cercado de expectativa. Mas, para quem divide o dia a dia com ele, o impacto vai além do que se vê nos jogos.

Segundo Pepê, a simples presença do zagueiro já funciona como combustível extra para um elenco que busca manter o clube competitivo em todas as frentes.

“A chegada do Thiago foi algo incrível. Conhecemos a carreira dele, tudo o que ele já conquistou. É um jogador de nível mundial, que ganhou praticamente tudo no futebol. Tê-lo com a gente mexeu bastante conosco, nos deu uma motivação extra”, afirmou.

O ponta contou que o primeiro contato foi marcado por um nervosismo incomum, quase como se os papéis tivessem se invertido.

— Quando ele chegou, parecia que eu é que estava chegando ao Porto. Fiquei muito nervoso por poder estar ao lado de um jogador como o Thiago Silva — confessou.

Thiago Silva foi apresentado no Porto
Thiago Silva foi apresentado no Porto (Foto: Divulgação)

Mais do que um reforço de peso, o camisa 3 se tornou rapidamente uma referência interna. Pepê destacou a mentalidade vencedora do compatriota e a forma como isso reverbera dentro do grupo.

“Ele é um vencedor, quer estar sempre no topo, sempre ganhando. Isso faz a gente querer mais, ambicionar coisas maiores. É um espelho não só para mim, mas para muitos, pela longevidade e pela carreira brilhante. Ter o Thiago ao nosso lado é fantástico.”

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Geração que encanta e um Porto cada vez mais brasileiro

Se a experiência de Thiago Silva eleva o patamar competitivo, a juventude de Rodrigo Mora e William Gomes simboliza o futuro que começa a ganhar espaço no Dragão. Pepê não economizou elogios aos dois, apontando-os como jogadores capazes de encantar tanto nos treinos quanto nos jogos.

“O William e o Mora são dois garotos que têm essa característica de encantar. Nos treinos, então, isso fica ainda mais evidente. São dois meninos com um potencial enorme para chegar ao topo do futebol mundial.”

Com William, o vínculo é ainda mais próximo. Fora de campo, Pepê se define como reservado, mas encontrou no compatriota uma amizade que extrapola o futebol e se reflete dentro das quatro linhas.

“Ele está sempre comigo. Tento ajudá-lo ao máximo para que possa evoluir ainda mais. Sei do potencial que ele tem. Nossa amizade é fantástica, tem me ajudado muito, e acredito que eu também o ajude.”

Vivendo uma fase madura no Porto, o atacante também celebrou a marca de 200 partidas com a camisa azul e branca, classificando o feito como algo que jamais imaginou alcançar: “Nem nos meus melhores sonhos pensei que chegaria a isso”.

Pepê ainda reforçou o desejo de voltar à Seleção Brasileira, deixando claro que o Porto tem papel central nessa ambição. Para ele, o alto nível de exigência diária e a vitrine do futebol português são fundamentais para permanecer no radar — além de terminar a entrevista mostrando idolatria a Neymar.

“Sonho muito em voltar (à Seleção), porque foi um sonho que se realizou e quero realizar ainda mais vestindo a camisa da Seleção. Para mim, o Neymar, desde que comecei a entender de futebol, sempre foi uma referência para mim dentro de campo; um ídolo em quem sempre me espelhei para poder seguir o mesmo caminho dele”, finalizou.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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