Özil reage a exclusão de lista do Arsenal para a Premier League: “É difícil encontrar lealdade hoje em dia”

Fora da lista do Arsenal para a Liga Europa, Mesut Özil viu suas chances de voltar a jogar pelos Gunners ainda mais reduzidas na terça-feira (20), ao ficar de fora da relação de inscritos do clube também para a Premier League 2020/21. No ano final de seu vínculo com os londrinos, o meia justificadamente ficou bastante frustrado pela decisão do clube, falou em falta de lealdade, mas se comprometeu a seguir lutando para mudar a própria sorte e ter uma capítulo final mais positivo em Londres.

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Em mensagem publicada em seu Instagram nesta quarta-feira (21), Özil não escondeu o choque com a exclusão da lista de inscritos para a Premier League. “Profundamente decepcionado, acusou falta de lealdade do clube. “Quando assinei meu novo contrato em 2018, prometi minha lealdade e fidelidade ao clube que amo, o Arsenal, e me entristece que não tenha sido recíproco. Como acabo de descobrir, lealdade é difícil de encontrar hoje em dia”, desabafou.

O meia via os Gunners no caminho certo na reestruturação sob Mikel Arteta e esperava ansiosamente por sua chance de ganhar um espaço na equipe. Para ele, seu desempenho vinha sendo positivo quando tinha chances de mostrar seu futebol.

“Sempre tentei permanecer positivo a cada semana, esperando talvez uma chance de voltar ao elenco em breve. É por isso que fiquei em silêncio até agora. Antes da pausa devido ao Coronavírus, eu estava realmente feliz com o desenvolvimento com o nosso novo técnico, Mikel Arteta – temos estado em um caminho positivo, e eu diria que meu desempenho estava em um nível muito bom.”

Porém, como ele mesmo pontua, “as coisas mudaram novamente”. “Não me permitiram mais jogar futebol pelo Arsenal.”

“O que mais posso dizer? Ainda sinto que Londres é minha casa, ainda tenho vários bons amigos neste time e ainda sinto uma conexão forte com os torcedores deste clube”, comentou, apelando pela simpatia da massa.

Nem tudo está perdido para o alemão, particularmente. O meia se comprometeu a seguir lutando para recuperar espaço na equipe e ter minutos por copas como a FA Cup e a Copa da Liga Inglesa – e, quem sabe, na próxima fase de inscrição de jogadores, no mercado de inverno, voltar ao grupo na Premier League.

“Independentemente de tudo, continuarei lutando por minha chance e não deixarei minha 8ª temporada pelo Arsenal terminar assim. Posso prometer a vocês que esta dura decisão não mudará em nada minha mentalidade.”

Özil foi contratado pelo Arsenal em 2013, por € 50 milhões, à época a contratação recorde do clube. Ao longo desses mais de sete anos, fez 254 partidas, com 44 gols marcados e 77 assistências. Para garantir que seu histórico pelo clube não estacione nestes números, sabe que tem apenas uma alternativa.

“Continuarei treinando da melhor maneira possível e, quando puder, continuarei usando minha voz contra a desumanidade e a injustiça”, encerrou o jogador, fazendo referência a seu posicionamento contra o tratamento da China aos uigures, uma minoria étnica muçulmana com mais de um milhão de pessoas atualmente mantidas em “campos de reeducação”, um eufemismo chinês à detenção destas pessoas, que acusam o estado de interrogação e agressão por conta de sua religião. À época, o Arsenal, com parceiros comerciais chineses, decidiu se distanciar das declarações de seu jogador e se limitou a dizer que “não se envolve em política”.

Se aquilo teve ou não alguma influência no resfriamento da relação entre Arsenal e Özil, isso pouco importa ao jogador agora. Com tão pouco tempo restante em seu contrato, sua única chance de retomar espaço no grupo é se destacando nos treinos e tornando sua presença indispensável no grupo. Para conseguir isso, precisará mostrar com constância o futebol de alto nível que lhe rendeu o status de um dos melhores jogadores do mundo no passado.