Manchester City perde e tem duas deficiências expostas por sensação da Premier League
Brighton vence em pleno Etihad Stadium por 1 a 0 em dois tempos distintos
Pelo segundo jogo seguido, Manchester City e Brighton se enfrentaram no Etihad Stadium. No primeiro, na última quarta-feira (28), o mandante avançou nos pênaltis na Copa da Liga Inglesa. Já neste sábado (31), pela nona rodada da Premier League, foi a vez dos Seagulls vencerem, por 1 a 0, ilustrando duas deficiências do adversário.
O gol solitário do dia veio com apenas 10 minutos de jogo. Em falta lançada do meio-campo para a ponta direita, um cruzamento rasteiro atravessou a área. Matheus Nunes falhou feio ao não conseguir tocar, e a bola bateu em Maxim De Cuyper antes de Yasin Ayari completar para o gol.
O lateral luso-brasileiro é justamente um ponto de atenção nos Citizens. Meio-campista de origem, estabeleceu-se na função pelo lado da defesa com Pep Guardiola, mas nem sempre entregou defensivamente como é necessário para a função. O clube decidiu não contratar jogador para a posição e iniciou a temporada com Nunes como o titular absoluto para a função.
Hoje, pagou o preço por essa escolha e poderia até ter sofrido um segundo gol, em lance na etapa final que De Cuyper subiu sobre o meia improvisado e só não marcou porque Gianluigi Donnarumma salvou.
Mas essa não foi a única falha do City que o Brighton expôs na enorme vitória.
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Manchester City mostra dependência de Rayan Cherki
Decisivo na vitória nos pênaltis no meio de semana, Rayan Cherki começou no banco de reservas neste sábado. Durante os 50 minutos sem o camisa 10, o City foi um time absolutamente previsível, muito vertical, pouco paciente e abusando de jogadas pelo lado do campo, onde normalmente terminava com um cruzamento sem direção.
Muito disso foi forçado pelo Brighton, que montava uma linha de cinco defensores com o recuo de De Cuyper e tinha três zagueiros e dois volantes protegendo o centro.
O meia francês, ao entrar aos 10 da etapa final no lugar de Ayyoub Bouaddi, deu outra dinâmica ao meio-campo. A todo tempo se apresentou no setor da bola, se movimentava nas costas dos volantes adversários e procurava tirar o protagonismo do jogo lateralizado.
A entrada de Cherki deu muito certo, só faltou o gol. Em segundos, ele encontrou Enzo Fernández na área, onde o argentino chutou cruzado para fora. Depois, ao recuar próximo dos zagueiros, enfiou para Nunes sair na cara do gol, e a rede só não balançou porque Verbruggen brilhou.
A melhora foi evidente, tanto que o mandante saiu de sete finalizações — só uma no gol — e 0.62 gol esperado no primeiro tempo para 14 chutes (cinco defendidos por Bart Verbruggen) e 1.32 gol esperado.
Mesmo com o retorno de Erling Haaland, o City mostrou que depende mais de Cherki. O jovem é muito criativo e cada vez mais tem sua posição de protagonista reiterada.
Brighton sai na frente no 1º tempo e se segura no 2º
O visitante foi perfeito em defender a meta de Verbruggen, que só precisou trabalhar uma vez, em chute central de Iliman Ndiaye, defendido em dois tempos. No restante, os defensores foram perfeitos em fechar os espaços e bloquear os chutes. O melhor exemplo veio na grande chance citizen, aos 41 minutos, quando Erling Haaland saiu na cara do gol e Lewis Dunk se jogou para evitar que a finalização fosse para o gol.
Os Seagulls forçaram um jogo muito lateral do Manchester, que, mesmo que vencesse os embates individuais com Jérémy Doku e Ndiaye, tinha sempre alguém na cobertura para evitar algo além.
Perfeito na defesa, efetivo no ataque. O Brighton só finalizou três vezes na primeira parte. O chute inaugural, aos 10, abriu o placar. Em outro lançamento e jogada rápida, Diego Gómez ficou na cara de Gianluigi Donnarumma e chutou em cima do arqueiro
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Para a parte final, o City ativou o modo rolo compressor. Apesar do susto logo aos dois minutos, com De Cuyper isolando rápido ataque na área, a equipe de Enzo Maresca passou a acumular finalizações e exigir defesas de Verbruggen. Ndiaye obrigou o goleiro a afastar uma bola para a trave, Nunes mandou outra bomba para defesa do arqueiro e, Haaland só não marcou porque Luka Vuskovic deu um carrinho na medida.
Isso tudo até os 16 minutos. Os Citizens baixaram o ritmo, mas voltaram com tudo novamente para a reta final. Ndiaye carimbou a trave em cruzamento na segunda trave e Doku, já nos segundos finais, finalizou em cima do goleiro depois de jogadaça individual.
O Brighton, que poderia muito bem ter ampliado com cabeçada de De Cuyper defendida por Donnarumma e cavadinha de Jack Hinshelwood para a fora, foi guerreiro e segurou mais um jogo sem sofrer gol.