Otávio deixou o Athletico Paranaense e rumou à Europa em 2017, quando assinou com o Bordeaux, da França, por quatro anos. Bem adaptado ao futebol francês, é titular absoluto de um time hoje de meio de tabela, mas que busca alçar voos mais altos e próximos aos de temporadas como 2008/09, quando foi campeão da Ligue 1.

Deixar seu país pode ser um desafio grande para muitos atletas, mas o calor bordelais, ainda que limitado a parte do ano, ajudou o maceioense a se sentir confortável desde seu início no clube. A ligação com o time é grande e pode ser vista até mesmo no Bordeaux FUT7, time de futebol de 7 criado por Otávio (e por ele apoiado financeiramente) com seus amigos de Maceió e que recentemente garantiu o acesso à Série A do Campeonato Alagoano da categoria.

Em entrevista exclusiva à Trivela, Otávio, que se destacou como o jogador com mais desarmes na temporada 2018/19 da Ligue 1, falou sobre sua adaptação na França, o ambiente, as torcidas e os grandes times do Campeonato Francês, seus planos para o futuro e também sobre questões extracampo, mas que transbordam para o gramado, como o racismo e a homofobia no futebol.

A França tem visto uma onda de partidas paralisadas temporariamente por causa de gritos homofóbicos, e o jogador discorda que deva haver a interrupção, mas defende, sim, rigor na punição.

Sob novo proprietário, o Bordeaux sabe que não poderá concorrer com uma equipe apoiada financeiramente por um estado, como é o caso do PSG. Mas deseja ao menos atingir o patamar de seu adversário deste fim de semana, por exemplo. A equipe visita o Lyon neste sábado, em partida pela 4ª rodada da Ligue 1.

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Você chegou ao Bordeaux duas temporadas atrás. Como foi essa chegada e a adaptação?

Cheguei muito bem, na janela de verão, senti pouco o clima. Com a língua, é claro, você tem um pouco de dificuldade no começo, até se adaptar à cultura do país, mas os seis primeiros meses foram bons pra mim. Agora os outros seis meses, que foi a segunda parte do campeonato, a época em que começa o inverno, eu senti bastante. Mesmo que Curitiba seja uma cidade bastante fria no inverno, em que chove bastante também, aqui eu senti por conta do clima. As pessoas também nos jogos são um pouco mais frias.

No Athletico tinha tudo, o clube dava oportunidade dos profissionais trabalharem junto com você, para vê-lo evoluir, crescer. Aqui, os profissionais têm mudado agora, mas na época em que eu cheguei eles te deixavam bem à vontade. Você que tinha que se policiar, tinha que ser profissional, tinha que fazer a diferença. E isso, no começo de adaptação, a gente sente bastante, juntando com clima, com outras coisas.

Pelo menos eu e minha família não temos do que reclamar sobre a cidade. Foi aquele período de adaptação, e a gente graças a Deus já passou por isso. Estamos felizes aqui em Bordeaux. A cidade é aconchegante, não tão grande, mas bem aconchegante mesmo. No verão, aproveitamos ao máximo. Eu sou de Maceió, uma cidade quente, só que aqui são só dois ou três meses de calor, e logo chega o inverno, e nos adaptamos ao inverno também. Gostamos de ir aos parques, às praias, ao centro. Aproveitamos bastante os momentos, tanto de verão quanto do inverno. Graças a Deus, estamos bem felizes aqui, bem adaptados, e não temos do que reclamar.

Otávio liderou estatísticas de desarmes na Ligue 1 em 2018/19 (Divulgação)

Você teve um bom desempenho na temporada passada, liderando em desarmes na Ligue 1. Com isso, você teve sondagens de outros clubes?

A segunda temporada, para mim, foi uma temporada de confirmação. A primeira foi de chegada e adaptação ao clube. Eu considerei, apesar de tudo, um bom ano. Já a segunda foi muito positiva, pude me firmar bem no clube. E tenho certeza de que, não só no individual, mas no coletivo também, essa terceira temporada será maravilhosa. Em termos de propostas, chegou, sim, principalmente de clubes da Europa, algumas do Brasil, mas sempre falo para os meus empresários que não gosto de ficar ouvindo coisas que são especulações, porque é chato para o atleta ficar ouvindo coisas em que não há certeza. Prefiro ser informado mais pra frente, quando for algo mais concreto. Especulações temos em tudo quanto é lugar, então não gosto nem que fique espalhando, soltando para a mídia, porque são coisas que não agregam em nada ao atleta dentro de campo. Mas tenho certeza de que esse ano será maravilhoso, de conquistas, e de concretizações por tudo que temos trabalhado e buscado diariamente.

O Bordeaux deve entender que é um clube intermediário, para onde os jogadores vão para ganhar projeção e talvez uma transferência maior. Este é o seu desejo? E você voltaria ao Brasil se tivesse uma proposta boa?

Com certeza, não só nós, mas o próprio clube sabe que hoje está em um nível ainda em projeção. Tem um projeto muito grande para no futuro estar entre as principais equipes da Europa, mas no momento ainda não está. E os atletas que vêm para cá vêm com o pensamento de aparecer na Europa, fazer uma boa aparição no Bordeaux para que possam alçar voos mais altos. O meu objetivo não foi diferente, vim para cá buscando ter um grande tempo aqui no clube e, em um futuro próximo, ser vendido para um grande clube, disputar Champions League, disputar títulos a nível europeu.

Hoje, não tenho pensamento de voltar para o Brasil. Claro que não sabemos o dia de amanhã. Podem aparecer coisas que não dá para recusar, e eu acabar voltando ao Brasil. Mas o pensamento é continuar na Europa, ter uma carreira com um pouco mais de tempo aqui, aprender mais, para que eu possa, dentro de uns anos, voltar ao Brasil bem, mas com mais bagagem.

Na temporada passada, o empresário norte-americano Joe DaGrosa comprou o Bordeaux e assumiu a administração. Você sente que o clube está indo em uma boa direção?

Depois da chegada dele, todo o pensamento mudou. Acho que não só ele, os funcionários que chegaram ao clube, todo o estafe, toda a diretoria, todas as pessoas. Trabalham para que nós, dentro de campo, possamos desenvolver o melhor futebol. Eles vieram com um pensamento de time vencedor, campeão, com projetos para que possamos no futuro bem próximo disputar entre as grandes equipes, podendo elevar o Bordeaux a um patamar mais alto. Então, acho que está no caminho certo. A gente não tem muita conversa com ele, mas percebemos, com todas as condições de trabalho e o estafe que o clube vem nos dando, tudo o que vem melhorando para nós, para que a gente possa exercer o nosso melhor dentro de campo. A cada dia eles vêm melhorando, a cada dia evoluindo em todas as áreas, todos os setores do clube, com muitas mudanças e melhorias. Tenho certeza que estamos indo no caminho certo, e logo vamos colher os frutos que estamos plantando agora.

Joe DaGrosa, proprietário do Bordeaux (Divulgação)

O técnico Gustavo Poyet perdeu o emprego em 2018 depois de criticar a diretoria por vender Gaëtan Laborde. Ele fez falta? Depois Ricardo Gomes veio e ficou pouco tempo também. Agora chegou Paulo Sousa no comando. Isso atrapalha?

Com certeza o Poyet fez falta. Nos primeiros jogos, logo após ele deixar o clube, com certeza ele fez falta. Porque é um projeto, né? A gente está em um estilo de jogo, trabalhando há algum tempo, mas logo depois o Ricardo chegou e colocou o seu estilo de trabalho, seus pensamentos, agregou com bastante coisa positiva, e a gente se reencontrou de novo, seguindo o trabalho. Logo depois, teve outra mudança, e fomos nos adaptando. O que é a vida do futebol, né? Vai e vem de técnicos.

Não digo que o técnico é bom ou ruim, mas, quando o trabalho não vem sendo traduzido dentro de campo com vitórias, coloca dúvida em todos, e as mudanças acabam acontecendo. Mas creio que faremos um ano com vitórias, positivo, para que não aconteçam mudanças, o que não é normal no futebol. As pessoas começaram a colocar que mudança de técnico é normal, mas não é. O normal é ganhar e, com mais vitórias, não tem por que ficar mudando de técnico toda hora. Porque muda técnico, muda projeto, e o clube acaba ficando sem uma identidade, sem uma cara. Cada técnico tem uma maneira, um estilo, e isso só traz coisas ruins para o clube.

Como é o trabalho de Paulo Sousa? Como ele se diferencia dos anteriores? Qual a direção que o clube está tomando com ele? Ele conversa com você sobre contar com seu futebol para o longo prazo?

São características diferentes. São todos eles técnicos sábios, com experiência no futebol, técnicos que nos agregam bastante dentro de campo, e fora também aprendemos muito com eles. O Paulo tem um estilo mais agressivo, uma forma de cobrar bastante. Ele é perfeccionista, nos trabalhos diários ele cobra muito não só de passe, mas posicionamento de corpo, acreditar nas jogadas, acreditar no companheiro, para que possamos estar sempre ativos, e não reativos, esperando algo para que aí façamos as coisas.

Ele é perfeccionista em tudo, estuda bastante e está sempre passando, diariamente, coisas novas para evoluirmos. Ele conta com todos, eu creio. Faz o melhor para que todos possam se sentir bem, dentro do grupo, úteis, para que ele possa ter o elenco em suas mãos e nós conquistemos, juntos, os nossos objetivos. O fato de ele ser português ajuda bastante. Ajuda também que ele foi muito respeitado como jogador, como técnico também. Uma carreira mais curta, mas como técnico tem um respeito muito grande. Tenho certeza que ele vai crescer muito ainda, vai demonstrar toda a sua qualidade. Tudo o que a gente vem aprendendo com ele diariamente é incrível.

Como o grupo recebeu a chegada do Koscielny? Que diferença faz ter um companheiro com tamanha experiência de seleção e em um campeonato como a Premier League?

A gente sempre teve uma defesa sólida, mas neste ano tenho certeza que estará bem mais forte, bem mais sólida, com a chegada não só do Laurent, mas do (Edson) Mexer também. O Laurent tem muitos anos de Premier League, jogando no Arsenal, muitos anos de seleção francesa, e isso nos agrega bastante dentro de campo. Toda a sua experiência, tudo que ele tem passado para nós, toda a confiança, junto com o Mexer e com o Pablo, que é um excelente defensor também. A gente vem muito forte nesse setor defensivo e tenho certeza, dentro dos jogos e da competição, cada vez jogando mais junto, pegando os conceitos que o Paulo tem passado para nós, que vamos demonstrar uma evolução dentro de campo.

Koscielny deixou o Arsenal pelo Bordeaux (Divulgação)

Você também joga com um meia promissor, Yacine Adli, exaltado por especialistas em futebol de base. Você enxerga algo de diferente nele nos treinamentos, algo que indica que será mesmo um grande jogador? Como você descreveria o jogo dele?

É um jogador de extrema qualidade, um jogador jovem, que está evoluindo bastante. Tem muita qualidade técnica e com certeza vai agregar muito valor ao Bordeaux. E tenho certeza que, quando ele estiver 100%, já que teve algumas lesões musculares e está voltando agora, vai evoluir muito e demonstrar toda a qualidade técnica que vemos diariamente nos treinos. É um jogador de muito bom passe. Tenho certeza que ele será ainda um grande jogador aqui na França.

Na temporada passada, vocês seguraram um empate por 2 a 2 contra o PSG, que vinha de vitórias em todas as partidas na Ligue 1 até ali. Como foi jogar aquela partida e como estava o clima naquele dia?

Conseguir um empate contra um adversário como o PSG, mesmo jogando em casa, é um resultado positivo, porque eles estão sempre liderando e tem um poder aquisitivo maior do que todas as outras equipes, com investimento para disputar a Champions League. Então, quando jogamos com esses adversários, é muito motivador, contagiante. E, em uma fase na qual eles vinham de uma sequência de vitórias, conseguimos ser a primeira equipe a tirar pontos deles na temporada, é mais empolgante ainda. Espero que, neste ano, possamos surpreendê-los não só com o empate, mas com a vitória. É um objetivo do clube vencer essas grandes equipes.

Tirando o PSG, nesse tempo que você está aí, qual time traz o maior desafio de se enfrentar?

Sempre bato na tecla de que o Campeonato Francês é bastante competitivo. Claro que tem as equipes com poder aquisitivo maior, com mais condição financeira e que investem mais, equipes mais qualificadas tecnicamente. Mas é um campeonato muito disputado, em termos de agressividade, de disputa em toda parte do terreno. Do primeiro ao último minuto as equipes acreditam. Até aquelas inferiores tecnicamente têm o algo a mais fisicamente, que deixa um pouco mais igualado. Principalmente quando o placar está baixo, elas buscam muito o resultado. Vou te falar que, óbvio, as equipes com mais qualidade técnica são mais difíceis, mas todos os jogos são extremamente difíceis, a gente tem dificuldade em todos e entramos focados, tentando vencer. O próximo jogo é sempre o mais difícil.

Otávio marcando Neymar (Divulgação)

Falando em próximo jogo sendo o mais difícil, este contra o Lyon será bem duro. Como que está a preparação, a sua expectativa para essa partida, e o que você tem pensado deste novo momento do Lyon, com Juninho de volta, Sylvinho começando como técnico?

A equipe do Lyon é bastante qualificada, vem com algumas novidades e alguns pontos que os deixam ainda mais motivados, como a chegada de um novo técnico, o Sylvinho, e do Juninho, um ídolo do clube, o que dá uma empolgada nos atletas. Também têm algumas contratações para reforçar o elenco, que já é bastante qualificado. E apesar de virem de uma derrota para o Montpellier, eles estão em uma crescente muito grande. Iniciaram esta temporada com belas vitórias, demonstrando muita força. É sempre difícil jogar contra a equipe do Lyon no estádio deles. Sabemos que será um jogo bastante difícil, mas treinamos bem nesta semana, estamos focados na partida. Estudamos os pontos em que podemos tirar proveito deles e trabalhamos em cima daquilo que podemos desempenhar melhor em nosso futebol, para que possamos sair com um resultado positivo de Lyon.

Por falar em estádio, tem algum  que você considere mais intimidador de se enfrentar, por causa da pressão da torcida?

Eu gosto bastante de jogar em estádio cheio. Aqui, na maioria dos jogos, o estádio está cheio, com bom público, e isso deixa o futebol mais alegre e contagiante, empolga os atletas. Os estádio que eu posso dizer que são gostosos de jogar – além do nosso, em jogo grande, quando a torcida lota – são o do Olympique de Marseille, do Lyon, do Paris Saint-Germain também. O do Lille, do Saint-Étienne. Tem alguns estádios também que, apesar de pequenos, te dão uma motivação maior pelo barulho, pelo eco.

Isso me leva a uma outra pergunta: o público em geral na França é meio calado, mas os ultras, atrás dos gols, são bastante fanáticos. Existe alguma torcida lá que se assemelha mais às brasileiras, pelo que você observou?

Eu tinha comentado com uns amigos que o público em si, o geral, é um público mais de idade, não é tão jovem como no Brasil. E ele se torna, então, um pouco mais frio. Mas as torcidas organizadas agitam bastante, durante todo o jogo. Todas as torcidas têm as organizadas, normalmente atrás dos gols, e eles estão gritando jogando, vibrando o jogo inteiro, parecido com o Brasil. A diferença é que no Brasil costuma ser mais no estádio inteiro, mas aqui são mais as organizadas.

Você jogou com o Malcom. Eu queria saber se você acompanhou o caso recente de racismo de que ele foi alvo, se você conversou com ele sobre isso. Já se deparou com isso no futebol francês?

É triste saber que ainda existem essas coisas no futebol. Cada vez mais vem diminuindo, se vê menos hoje em dia, principalmente aqui na Europa. Eu, graças a Deus, nunca passei por isso. Eu vi, de longe, que se passou com o Malcom. Vi de longe, não cheguei a conversar com ele. Mas espero que seja cada vez mais raro e que cheguemos a um tempo que não tenha mais isso no futebol. E que, se houver, que haja uma punição severa, para que não aconteça mais com nenhum atleta. Principalmente quando é atleta nosso (do Brasil), que a gente conhece, ficamos mais tristes e chateados ainda.

Malcom também teve o Bordeaux como sua primeira equipe na Europa (Divulgação)

Por falar em situações de discriminação, aí na França, recentemente, os árbitros começaram a interromper as partidas por causa de gritos homofóbicos. O que você acha disso? É um precedente legal que o futebol na França estabelece?

Eu obviamente sou contra homofobia, xingamentos homofóbicos, aquilo que venha a denegrir a imagem do ser humano. Mas é muito ruim você estar dentro de uma partida e ter que parar para fazer algo. Acho que, em alguns momentos na partida, uma equipe está melhor que a outra, e, quando para e volta, isso pode mudar. Mas, é claro, vai muito além do futebol. O ser humano vai além de qualquer outra coisa. Discordo de parar a partida, mas acho que deveria haver punições. Com tantas câmeras hoje, dá para punir a torcida, punir o clube. Infelizmente, o futebol perde, mas tem que haver punições para que esse tipo de coisa não aconteça mais.

Você ganhou projeção no Athletico Paranaense. Tem acompanhado o clube de longe? O que acha da nova direção tomada pelo clube, da nova identidade visual e tudo mais?

Sempre acompanhei o clube, tenho muitos amigos lá dentro ainda. Conheço diretoria, conheço todos e sempre acompanho, porque criei uma identidade, tenho um carinho enorme por eles. No começo, quando acontecem mudanças, ficamos nos perguntando se ficou bom ou não. Mas acabamos nos acostumando. Hoje parece que nunca tinha existido outro escudo, sempre foi esse. Você acaba se acostumando. E, com essa sequência de conquistas, acho muito importante para o crescimento do clube, para que a mídia nacional, em si, tire um pouco o foco apenas do eixo Rio-São Paulo. Fico muito contente, feliz com o crescimento do Athletico. E com toda a estrutura, investimento, qualidade dos profissionais lá dentro, isso é mais do que merecido. Tenho certeza que o clube continuará crescendo, aparecendo cada vez mais no cenário nacional, quem sabe estar disputando (constantemente) a nível continental.

Por fim, eu me deparei aqui com um tal Bordeaux de Futebol de 7, de Maceió. O que você pode falar disso?

É um projeto, uma equipe que botei para ajudar uns amigos meus de infância. Eles tinham um sonho, como eu tinha, de ser jogador de futebol. Graças a Deus, conquistei o meu, mas eles não conseguiram concretizar. E (o Bordeaux de Futebol de 7) é o momento que a gente tem de lazer, quando estou lá em Maceió, de férias. Brinco com eles também. Durante o ano, dou apoio para que eles possam estar brincando, sentindo, porque hoje em dia o futebol de 7 está crescendo cada vez mais, especialmente lá em Maceió.

Colocando minha imagem na equipe, isso chama uma atenção. Foi muito importante eu começar a dar um apoio, investir, para que eles possam fazer aquilo que amam. Ocupam espaço, Ocupam a mente com coisas boas. E também é importante para nos mantermos mais próximos, manter um contato. Obviamente, por eu estar aqui, colocamos esse nome de Bordeaux. Virou um pouco mais para a parte profissional, para que eles possam disputar alguma coisa.