PSG e Luis Enrique recebem lição importante pré-Data Fifa em vitória sobre Marseille
Em clássico com Olympique pela Ligue 1, equipe de Paris vence mesmo desperdiçando batalhão de chances de gol
O PSG tem tido um início truncado na Ligue 1, mas ao menos conseguiu vencer neste domingo (20). No difícil clássico contra o Olympique de Marseille, em pleno Vélodrome, o gigante da capital francesa lutou para sair com 2 a 1 a favor pela quinta rodada do campeonato local. Apenas a segunda vitória da equipe de Luis Enrique, que voltou a receber lições do campo.
O Paris, dominante no quesito posse de bola — como sempre –, lutou para movimentar o placar. Só conseguiu no segundo tempo, graças ao banco de reservas. Em jogada mano a mano de Désiré Doué na ponta esquerda, o cruzamento do jovem na primeira trave encontrou a cabeça de Ferran Torres, que cravou seu sétimo gol pelo time.
O brasileiro Marquinhos acabou como o herói do dia, pois, depois de Angel Gomes empatar em belo gol, surgiu na área para, em duas tentativas, concluir levantamento de Nuno Mendes.
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Luis Enrique precisa mudar ainda mais
Para tirar seu time da zona de conforto após dois títulos seguidos da Champions League, Luis Enrique tem tido desde a pré-temporada que não existem titulares ou reservas. Todo mundo está dentro da rotação do elenco para começar ou sair do banco.
Isso realmente tem acontecido. Dembélé, Kvicha Kvaratskhelia e Doué foram alguns dos pilares que foram substituídos no intervalo de jogos recentes — inclusive, os dois primeiros chegaram a discutir com o técnico espanhol. Marquinhos e João Neves foram outros que chegaram a começar como reservas.
Ainda, porém, o comandante do PSG aprecia muito a base do time que foi bicampeão europeu basicamente com os mesmos titulares. Contra o Marseille, teve no ataque e meio-campo seus nomes ideais. Mas o momento deles não é o ideal.
Dembélé segue mostrando desatenção. Além de uma sequência de gols perdidos, “desligou” e foi facilmente desarmado no gol de empate, que poderia ter custado a vitória. Willian Pacho, driblado como uma criança por Gomes, é outro. Doué, até a assistência vinha abaixo — até era falado na mídia francesa como um possível reserva, mas rapidamente retomou seu status sem apresentar em campo.
Fabián Ruiz, João Neves (outro que desperdiçou muitas chances) e Vitinha também não estão na melhor fase. Ainda não seria o caso de trocar todos os seis jogadores. Mas concretizar aqueles que pedem passagem. Principalmente Ferran Torres, que, mesmo que seja tecnicamente abaixo de todos os atacantes, tem estado em fase de graça.
Mika Godts e Maghnes Akliouche ainda precisam de adaptação, mas uma sequência no 11 inicial pode ser a oportunidade que falta. Com a pausa de três semanas da Data Fifa, Luis Enrique tem tempo para refletir e pensar em possíveis mudanças.
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PSG luta, mas não encontra espaços no 1º tempo
Os números da etapa inicial, com amplo domínio do visitante (59% de posse de bola, 12 finalizações, duas grandes chances e 0.93 gol esperado), só contam uma parte da etapa inicial. Claro, o bicampeão europeu teve a bola, as principais oportunidades de gols e a presença constante no território.
O time de Marselha, porém, não foi só um coadjuvante. Se o PSG teve dificuldades para criar, muito foi por sua dedicação e capacidade de fechar os espaços. Com a bola, teve inteligência em retê-la em vez de tentar acelerar, o que poderia devolver rapidamente a um adversário superior. Poderia até ter aberto o placar: Neal Maupay, sozinho na área, chutou mal uma chance de frente para o gol.
A equipe de Paris também teve uma oportunidade clara desperdiçada. Dembélé, com o gol aberto após cruzamento rumo à segunda trave, passou da linha da bola e seu toque foi como um passe, não uma finalização. Ilustração das falhas ofensivas do visitante.
Olympique de Marseille decepciona na etapa final
O golaço de Angel Gomes que empatou a partida foi um oásis em uma segunda parte bem menos competitiva do mandante. Dessa vez, o PSG ditou absolutamente o ritmo e não deu margem para a concorrência. Ainda assim, Maupay novamente furou uma oportunidade na área que fez falta. Nos segundos finais, Nayef Aguerd cabeceou para fora na pequena área.
A equipe visitante teve um batalhão de chances, ampliado após a expulsão de Timothy Weah. Novamente, pecou na conclusão das jogadas. Nem o banco de reservas, com Godts, Akliouche e Lucas Beraldo, conseguiu mudar essa moral nas finalizações. Foram 19 chutes do Paris e mais de 3.50 gols esperados acumulados.