Até 17 de julho, resgataremos aqui na Trivela os jogos, as histórias e os personagens da Copa do Mundo de 1994. Confira o diário de 9 de julho, com as duas primeiras partidas das quartas de final, baseado principalmente nos relatos da imprensa brasileira da época:

O Brasil do tetra se firmava ali

Pela primeira vez na Copa do Mundo, Carlos Alberto Parreira utilizou a formação da Seleção que se consagrou nos Estados Unidos. Branco entrou na lateral esquerda por causa das circunstâncias, após a cotovelada de Leonardo em Tab Ramos. Não apenas cumpriu bem o seu papel, como terminou como um dos melhores em campo e anotou o gol da classificação. Enquanto isso, o meio-campo se encaixava. Mazinho finalmente teria uma sequência maior na meia direita, oferecendo dinamismo e velocidade pelo setor. Já pela esquerda, Zinho recebeu uma nova chance e demonstrou a sua melhor forma, se combinando bem com Branco. O funcionamento do coletivo de aprimorava.

Uma Holanda ascendente

A Holanda encarou diversos entraves durante aquela Copa. Dick Advocaat deveria ser o técnico apenas durante as Eliminatórias, mas uma picuinha interna impediu que Johan Cruyff assumisse conforme o planejado. Advocaat entrou em rota de colisão com Ruud Gullit, o que tirou o craque da competição. Além do mais, o desempenho era sofrível, com uma fase de grupos pouco convincente. A Oranje não desfrutava de muita confiança da torcida local. Conseguiu se azeitar justamente a partir das oitavas, quando derrotou a Irlanda com segurança. Contra o Brasil, seria um time que sinalizava a evolução.

O inferno de Dallas não era tão quente

A previsão do tempo em Dallas dizia que a temperatura do jogo poderia chegar a 35°C. Temia-se que o calor forte atrapalhasse principalmente Branco, já na casa dos 30 anos, que precisava marcar o embalado Marc Overmars. Ao final, o tempo deu uma ajudinha. O termômetro sinalizou 27°C, em “frio” que beneficiou a qualidade do jogo – assim como deu seu empurrãozinho a Branco no duelo particular com o ponta.

Brasil 3×2 Holanda: O melhor jogo da Copa

Intensidade de ambos os lados, chances de gols aos montes, reviravoltas no placar. O Cotton Bowl abrigou uma partida com todos os elementos possíveis para se tornar memorável. Mais do que isso, ganhou lances e personagens que se imortalizaram. O tapa de Romário no primeiro gol é uma dessas cenas. O “embala nenê” de Bebeto no segundo tento, outra. Mas nada superaria o verdadeiro clímax, depois que a Holanda igualou o placar e ameaçou uma inimaginável virada. Foi quando surgiu Branco e o petardo que, mesmo repetido incansavelmente ao longo destes 25 anos, não titubeia em sua trajetória perfeita rumo às redes de Ed de Goey, determinando a vitória por 3 a 2. A Oranje não foi o melhor adversário que os brasileiros enfrentaram em 1994, mas proporcionou a melhor atuação do tetra.

Desde a semana de preparação, Parreira já falava como a ocasião em Dallas seria importante. O Brasil teria, enfim, a chance de enfrentar um adversário que não ficaria enclausurado na defesa desde os primeiros minutos. Entretanto, mais valiosa que os espaços dados pela Holanda, seria a postura adotada pela própria Seleção. Marcava forte a saída de bola dos oponentes e os sufocava sem correr perigos. Mauro Silva e Dunga fizeram uma partida enorme na contenção, assim como Mazinho. Até o criticado Zinho se saía bem. Enquanto isso, Branco roubava a cena pela inteligência. Mais do que segurar Overmars, ele aproveitou para tomar à frente do jovem e cavar diversas faltas, irritando o ponta adversário.

O Brasil fez um primeiro tempo maiúsculo, mesmo sem balançar as redes. Dominou a Holanda e criou mais lances de perigo, apesar da imprecisão nas conclusões. As principais jogadas vinham em chutes de longe e bolas alçadas na área, especialmente nos 15 minutos anteriores ao intervalo. Mauro Silva chegou a tirar tinta do travessão, em pancada de fora, pouco antes de Márcio Santos também assustar em cabeçada. Faltava um pouco mais de penetração e, quando a tabela saiu, o chute de Aldair foi travado. A Oranje, do outro lado, se limitava às bolas paradas.

O segundo tempo mudou a situação do jogo. E reservou, principalmente, um embate franco, repleto de gols. Até por conta do desgaste, o Brasil recuou e buscou mais os contra-ataques. Foi quando conseguiu encaixar seus dois primeiros tentos. O primeiro gol é uma obra de arte completa. Aldair intercepta o passe e realiza um lançamento soberbo rumo ao ataque, encontrando Bebeto na ponta esquerda. O camisa 7 avança e cruza para o meio da área. Conecta com Romário, em tento de técnica refinada. Ainda na passada da arrancada, o craque prepara o pé e só deixa a bola bater. Desfere um chute fatal, sem qualquer chance a Ed de Goey.

Logo depois, Bebeto quase ampliou. Disparou pela direita e chutou cruzado, em tiro que triscou a trave. Romário também tentaria, em corte seco no marcador, antes de arrematar em De Goey. O segundo tento, ainda assim, não tardaria. Num lance no qual Romário foi genial ao perceber sua posição de impedimento e se transformar em transeunte bem no meio do campo, deixando a bola passar, Bebeto foi com tudo para fuzilar. O primeiro marcador ficou no chão, enquanto De Goey não teve como parar o atacante. Após driblar o goleiro, o camisa 7 ficou com a meta a seu prazer e tranquilamente concluiu às redes escancaradas, aos 18. Na comemoração, embalou imaginariamente seu filho Mattheus, nascido dois dias antes. Mazinho e Romário o acompanharam. Vale lembrar que o gesto não tinha sido inédito naquele Mundial – Bebeto já o fizera contra Camarões, para celebrar o nascimento do filho de Leonardo.

O Brasil relaxou depois dos gols. Duas falhas defensivas permitiram que a Holanda empatasse. O primeiro tento veio quase que instantaneamente, aos 19. Uma cobrança de lateral longa serviu como lançamento a Dennis Bergkamp, até então apagado. O atacante invadiu a área, ganhou de Márcio Santos e bateu na saída de Taffarel, que demorou a fechar o ângulo. Desorientada, a Seleção tomava sufoco e Taffarel precisou trabalhar em chute de longe de Aron Winter. Mas a persistência garantiu a igualdade aos 31. A partir de um escanteio da esquerda, Winter subiu livre na pequena área e fuzilou de cabeça, em outro lance no qual Taffarel não tomou a decisão correta na hora de intervir.

Precisando se sacudir, o Brasil redescobriu Branco. O primeiro aviso aconteceu em uma cobrança de longe, que tinha endereço, mas De Goey espalmou para fora. Até que o raio caísse no Cotton Bowl aos 36. O chute potente passou ao lado da barreira, contou com um movimento “à Matrix” de Romário para evitar o desvio e morreu preciso, como uma flechada no alvo, ao beijar o pé da trave antes de entrar. Um senhor golaço, catarse a todo turbilhão que Branco vivia até aquele instante. No fim, apesar dos dez minutos restantes, os holandeses não conseguiram reagir. A Seleção sairia mais forte daquela contenda,  naquele que foi seu principal triunfo no Mundial.

O Gol Cala a Boca

Branco tirou um peso das costas graças à atuação decisiva contra a Holanda. A convocação do lateral esteve entre as mais criticadas, com o veterano fora da melhor forma com o Fluminense. Chegou à preparação precisando correr contra o tempo para melhorar suas condições e, diante da suspensão de Leonardo, não decepcionou. Teve grande papel defensivo e anotou um gol memorável. Acabaria batizando o famoso tento: “Essa partida serviu para mostrar que eu estava recuperado. Foi o ‘gol cala a boca'”.

“Venho sofrendo desde que cheguei à Seleção. Recebi críticas por ser velho e por estar fora de forma. O Branco está vivo e feliz por ajudar. Cadê o ponta de que tanto falavam? Vou dormir como uma criança, de cabeça fresquinha”, complementou, emocionado nos vestiários. “Andei assistindo a vários jogos da Copa e sempre os árbitros puniam com falta os lances desleais. Por isso, tomei duas providências em campo: não fazer falta no Overmars e, se houvesse uma falta a favor do Brasil, ser o cobrador. Quando eles empataram, achei que era a hora de valer a experiência. Tinha que fazer um gol. O jogo tinha que ser nosso. Foi nosso. É o jogo da minha vida”.

Com a palavra, Parreira

“Branco suportou todas as críticas que recebeu desde a convocação e voltou ao time após ficar parado por mais de um mês. Foi excepcional. Além de ter marcado e anulado o principal jogador holandês, ainda fez o gol decisivo. Foi um retorno auspicioso. Lembro também que fui muito atacado por querê-lo na equipe. Mas ele mostrou a importância da experiência, da vontade. Provou que é macho”.

“A seleção apresentou de novo uma qualidade decisiva: a capacidade de recuperação. Se fosse outro time, teria baixado a cabeça depois de estar ganhando por 2 a 0 e ceder o empate. Nós, não. Fomos para cima. Vencemos uma das melhores equipes do Mundial e agora iremos mais longe. Falei aqui antes da partida que seria um jogo bonito. E talvez tenha sido mesmo um dos melhores”.

Com a palavra, Romário

“Não foi apenas a melhor atuação do Brasil até agora, mas a maior atuação de um time nesta Copa. Para melhorar, só atingindo a perfeição. Branco entrou para mostrar que, para chegar ao gol, a seleção brasileira não tem apenas Romário e Bebeto. E não acho que o campeão surgiu agora. Já saímos do Brasil com cara de campeões”.

Com a palavra, Bebeto

“O gol é um presente para meu filho Mattheus. A comemoração foi para ele. Não poderia ter sido de outra forma. Foi um gol muito bonito. Driblei o zagueiro e o goleiro para quase entrar com bola e tudo. E eu não estava impedido. Quem estava era o Romário, mas ele percebeu e daí ficou caminhando, apenas. Sobrou para mim. Temos agora que manter a humildade. Falta ainda muita coisa”.

Com a palavra, Mauro Silva

“Quando eles marcaram o segundo gol eu internamente não me abalei. Mas morri de medo pelos demais. O jogo estava muito tenso ali e eu tenho plena certeza de que, se fôssemos para a prorrogação, a Holanda sairia de campo classificada. Foi a partida mais dramática desta Copa. Divido a partida entre antes e depois dos 30 minutos do primeiro tempo. Até esse momento, não saímos, estávamos estudando. A partir dali, já sabíamos os pontos fracos deles e fomos buscar a vitória”.

Com a palavra, Dick Advocaat

“Estou muito satisfeito com o time e acho que poderíamos ter ganhado a partida. O árbitro não marcou um impedimento no segundo gol do Brasil, enquanto o terceiro foi resultado de uma falha de De Goey. O terceiro gol do Brasil matou minha equipe. Não havia mais tempo para irmos em busca do empate. O time brasileiro está de parabéns. Foi um grande jogo, com todos os ingredientes de uma final”.

“Só faltam dois”

Foi justamente contra a Holanda que Zagallo criou uma de suas clássicas frases: “Só faltam mais dois”, diria, em alusão à quantidade de jogos restantes ao tetracampeonato. O coordenador técnico, aliás, saiu com a bola do jogo escondida debaixo de seu agasalho. “Peguei a bola para mim. Que se dane o juiz. Essa vitória me fez esquecer a eliminação para a mesma Holanda na Copa de 74”, respondeu.

A Itália se levanta

A Itália encarava a Espanha precisando lidar com as desconfianças e com as limitações. O calendário da Copa ofereceu três dias a menos de descanso à Azzurra em relação à Fúria, sua adversária em Foxborough. Além do mais, Arrigo Sacchi tinha que se adaptar aos problemas físicos e ao mau desempenho de alguns atletas. Mauro Tassotti, Antonio Conte e Roberto Donadoni ganharam a posição para aquele compromisso, assim como Dino Baggio e Gianluca Pagliuca retomavam seus postos. Ao menos o ataque começava a desabrochar. Daniele Massaro ganhou a posição de vez, enquanto Roberto Baggio, sem as melhores condições físicas, passou a definir os mata-matas.

A Espanha usa as suas armas

A Espanha, por sua vez, não se limitava em suas escalações. Javier Clemente utilizava suas peças conforme a ocasião. Para encarar a Itália, Fernando Hierro e Pep Guardiola seriam deixados no banco. Em compensação, a Fúria contou com o retorno de José Luis Caminero, que jogou o fino durante a fase de grupos da competição. Luis Enrique era outro que vinha em alta, aparecendo como referência no ataque e dando muita movimentação à linha de frente espanhola. Enquanto os nomes mais tarimbados não corresponderam, o jovem 24 anos cumpriu bem sua função.

Itália 2×1 Espanha: Baggio, novamente ele

Faltavam pernas e faltava encaixe à Itália àquela altura da Copa do Mundo. Sobrava insistência. E, sobretudo, sobrava um tal de Roberto Baggio, mais uma vez responsável por liderar a classificação da Azzurra nos mata-matas do Mundial, na melhor atuação do time até então. O duelo travado em alta intensidade viu o time de Arrigo Sacchi correr seus riscos. Porém, assim como ocorrera contra a Nigéria, o camisa 10 surgiu como salvador nos minutos finais. Seu gol aos 43 do segundo tempo se tornou determinante no triunfo por 2 a 1. Apesar da campanha turbulenta, os tricampeões do mundo seguiam firmes em busca do tetra.

Diante de uma Espanha recuada, a Itália começou bem o primeiro tempo. Aproveitava a mobilidade de seu setor ofensivo e tentava criar espaços. Não era um jogo de chances tão claras, até que o gol saísse aos 25 minutos. Donadoni recebeu pela esquerda, gingou diante da marcação e rolou a Dino Baggio na intermediária. O volante resolveu arriscar o chute de longe e mandou no alto, sem que Andoni Zubizarreta chegasse a tempo. Os espanhóis mal incomodavam Pagliuca, mas reclamariam da arbitragem, por um pênalti não assinalado.

O início do segundo tempo guardou mais controvérsias sobre a arbitragem – comandada por Sándor Puhl, húngaro que seria responsável justamente pela final. Aos três minutos, Tassotti acertou uma cotovelada no nariz de Luis Enrique, que começou a sangrar bastante. O atacante espanhol ficou revoltado, querendo partir para cima do italiano. Contudo, o trio de arbitragem não viu o lance, sem anotar o pênalti ou mesmo dar o cartão ao lateral. Luis Enrique seguiu em campo. E não era que a Itália também passasse incólume. A bronca do outro lado foi sobre um penal em Massaro ignorado.

A Espanha saiu mais para o jogo na etapa complementar. Chegou ao gol de empate logo aos 13 minutos. A bola rolada da esquerda por Sergi encontrou Caminero livre na entrada da área. O meia finalizou, o chute desviou na marcação e superou Pagliuca. A Fúria parecia preparada à virada. Um chute de longe de Ion Andoni Goikoetxea exigiu excelente defesa de Pagliuca, assim como uma bomba de Fernando Hierro. Os italianos chegavam com menos ímpeto do outro lado, ainda que Zubizarreta tenha trabalhado. O grande lance, de qualquer maneira, foi espanhol. Aos 36 minutos, Julio Salinas (que viera do banco) saiu de frente para o gol. Era apenas ele e o goleiro. Errou miseravelmente, chutando em cima de Pagliuca, no que poderia selar a classificação dos ibéricos. A bola puniu.

O gol da classificação italiana saiu aos 43, com a participação de dois antigos titulares que vieram do banco. O lançamento foi realizado por Nicola Berti. Giuseppe Signori conseguiu brigar pela bola e deu um tapa para Baggio, que passava livre pela direita. O camisa 10 driblou Zubizarreta, antes de bater à meta aberta, com pouco ângulo. Abelardo ainda tentou salvar, mas não conseguiu. De novo, o craque não tinha sido exatamente desequilibrante durante todo o jogo. Mas apareceu para anotar o gol decisivo.

Pagliuca salvador

A ausência em duas partidas não atrapalhou o ritmo de Gianluca Pagliuca, expulso por um toque de mão fora da área contra a Noruega. E, embora Luca Marchegiani tenha dado conta do recado nos compromissos anteriores, o arqueiro da Sampdoria mostrou por que era o titular. “Os meus rapazes são capazes de atuações superiores. De todo modo, a cada novo jogo nós superamos um trauma diferente. Contra a Espanha, erramos centenas de passes, inclusive na defesa. Felizmente, tivemos Pagliuca. Eu não me sentirei especialmente contente se continuarmos jogando mal e realizando nossos gols no fim das partidas”, analisou Sacchi.

Bulgária promete acelerar

Preparando-se ao jogo contra a Alemanha, o técnico Dimitar Penev garantia que a velocidade de seu ataque atormentaria a lenta defesa do Nationalelf: “A Alemanha deveria estar preocupada com nosso time nessa partida. A Bulgária vem crescendo a cada jogo nessa Copa e estamos completamente preparados para esse encontro. Conhecemos muito bem como eles jogam e estudamos todos os seus pontos fracos. Confio no meu ataque. Não trocaria Stoichkov e Kostadinov por nenhum atacante do mundo”. O treinador chegou a receber um telefonema do presidente da república, após a vitória sobre o México.

Sammer descartado

A Alemanha lamentava a lesão de Matthias Sammer antes do embate decisivo contra a Bulgária. O meio-campista sofreu um contusão muscular e estava descartado para as quartas de final. Com isso, o técnico Berti Vogts teria que mudar as características de seu time. Andreas Möller, Thomas Strunz e Maurizio Gaudino eram os candidatos a substituir o alemão-oriental, mas nenhum com as mesmas virtudes na condução da equipe na intermediária. Möller, mais ofensivo, deveria ganhar nova chance após ser criticado na fase de grupos.

Kennet Andersson, a arma sueca

Kennet Andersson ganhou moral na Suécia apenas durante a preparação à Copa. O centroavante impressionou o técnico Tommy Svensson nos treinamentos, a ponto de provocar mudanças táticas no time. Para encaixar o centroavante, Thomas Brolin foi recuado à armação. Uma opção que vinha dando certo. “Ele foi o que conseguiu melhor rendimento no trabalho de conscientização à Copa. O então titular era Henrik Larsson, mas Kennet foi tão mais eficiente que resolvi trabalhar com a ideia de transformá-lo em titular”, elogiava Svensson. Ao que Andersson respondia: “Tive sorte que o treinador permitiu que eu jogasse como gosto, mais à frente. Enquanto Dahlin tenta o drible, eu me preocupo em chutar mais rapidamente. Assim são duas opções de ataque”.

O planejamento dos escandinavos

Mais do que a aposta em peças específicas, a Suécia também realizou um planejamento amplo para mesclar talentos e ideias. Thomas Brolin explicou: “Começamos um trabalho de conscientização para a Copa em que os jogadores mais jovens conviveriam com os que atuam no exterior. A chance de dar certo era grande, porque foi a primeira vez que reunimos um grupo bom com uma tática de jogo que parecia favorável. Antigamente, nunca conseguimos reunir as duas condições favoráveis”. O conhecimento adquirido fora do país também contribuía, conforme Martin Dahlin: “A grande vantagem foi ter muitos jogadores atuando em outros países, que trouxeram sua experiência e sugestões”.

Hagi comenta a repercussão ao seu redor

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Gheorghe Hagi refletia sobre a empolgação ao redor de seu nome nos Estados Unidos: “Fiquei muito agradecido pelos elogios, principalmente os que vêm de meus colegas romenos – devo a eles boa parte dessa boa situação. Mas eu não me sinto pressionado. Acho que vivo um momento em que estou recebendo os frutos por todo o esforço que fiz para viver do futebol. É excitante ser destaque da Copa. Principalmente porque acho que isso vai atrair mais atenção ao futebol romeno”..