O Dia de São João em 1994 teve um festejo particular na Califórnia. O Brasil entrou em campo naquele 24 de junho e derrotou Camarões em seu segundo compromisso pela Copa do Mundo, garantindo a classificação antecipada aos mata-matas. Romário anotou mais um gol e deixou a Seleção em vantagem, no que era uma atuação fraca até aquele momento. Além dele, Dunga e Bebeto também foram fundamentais ao resultado, que referendava a equipe de Carlos Alberto Parreira entre os favoritos à taça. Na mesma data, Martin Dahlin e Luis García fizeram partidas destrutivas para garantir vitórias importantes a Suécia e México, respectivamente.

Até 17 de julho, resgataremos aqui na Trivela os jogos, as histórias e os personagens da Copa do Mundo de 1994, 25 anos depois. Confira o diário deste 24 de junho, baseado nos relatos da imprensa brasileira da época:

Uma nova dupla de zaga

A única mudança do Brasil em relação à estreia na Copa do Mundo acontecia na zaga. Aldair não estava 100% fisicamente, mas acabou escolhido para substituir Ricardo Rocha, que sofrera uma lesão muscular durante a vitória sobre a Rússia. Existia uma certa preocupação sobre o entrosamento do novo titular com Márcio Santos. Ambos só haviam atuado juntos em treinamentos, e ainda por cima na equipe reserva. Parreira, entretanto, afirmava confiar na qualidade técnica de ambos. Além disso, a segura exibição do meio-campo no primeiro jogo dava garantias ao treinador. Mauro Silva tinha sido um dos melhores em campo e oferecia enorme proteção na cabeça de área, além de conduzir bem a saída de bola.

Quem também ganhava as atenções era Bebeto. O atacante prometia melhorar sua pontaria, diante dos gols perdidos no segundo tempo contra a Rússia. “Não posso passar dois jogos sem marcar. Vou começar contra Camarões a luta para ser um dos artilheiros da Copa. Estou mais seguro e não acredito que sofrerei uma marcação tão dura como foi a do jogo de estreia”, declarou, ao Jornal do Brasil. O atacante ainda tentava superar o trauma da Copa de 90. Quando estava prestes a entrar no time, machucou o joelho durante um treinamento e acabou descartado: “Foi uma decepção muito grande. Sonhava em entrar no time e não sair mais, me consagrar com gols, ganhar prestígio. De repente, o joelho inchou e tudo acabou. Nunca atravessei uma fase de tantas decepções. Agora, ao contrário, estou otimista”.

Romário e os seus pitacos sobre a Copa

Ao Jornal do Brasil, Romário falou sobre alguns resultados prévios da competição: “Nesse Mundial, ninguém tem condição de se achar melhor do que ninguém. Tem que entrar em campo e jogar futebol. O problema é que os colombianos entraram cheios de marra, achando que eram os melhores, e agora estão ameaçados”. O atacante costumava apostar os placares com Leonardo e, àquela altura, já tinha perdido US$1,2 mil ao companheiro. Inclusive, errando ao torcer contra a Itália na partida diante da Noruega. “Essa Itália, também, vou te contar… Os caras têm muita sorte”, resmungou. Além disso, o Baixinho lamentava a derrota da Bulgária para a Nigéria. Antes do jogo, chegou a telefonar ao amigo Hristo Stoichkov e também tentou reanimá-lo depois do revés. “Ele não jogou nada. Ele não, o time todo. Mas se a Bulgária vencer o próximo jogo, volta a ter chance. Não há com o que se preocupar. Eles vão se classificar”.

A rebelião de Camarões

Camarões já não era aquele time que encantou o mundo na Copa de 1990. O elenco estava envelhecido, embora alguns bons jogadores se mantivessem em forma. A briga com a federação por premiações atrasadas, que fez os Leões Indomáveis ameaçarem até um boicote à partida contra o Brasil, também afetou a preparação. E os atletas ainda se rebelaram contra o técnico Henri Michel, conforme a Folha de S. Paulo. O francês havia cedido aos pedidos de dirigentes que gostariam de barrar o goleiro Joseph-Antoine Bell. Durante a manhã do jogo, o treinador avisou Thomas N’Kono que ele seria escalado. Então, os jogadores se ausentaram da preleção e se reuniram sem o comandante, decidindo que a escalação do confronto com a Suécia se repetiria. Impuseram o 11 inicial, deixando Michel sem outra opção.

Brasil 3×0 Camarões: Menos fácil do que parece

Diante de tantos problemas em Camarões, era esperado que o Brasil vencesse o jogo no Stanford Stadium. E os 3 a 0 no placar garantiram um triunfo elástico. No entanto, o time de Carlos Alberto Parreira não teve uma atuação tão boa assim. Encontrou dificuldades para encaixar os seus ataques no primeiro tempo e dependeu mais uma vez de Romário, além de Dunga e Bebeto. Já na etapa final, uma expulsão do lado camaronês abriu o caminho para a diferença ser construída. Os brasileiros mantinham os 100% de aproveitamento e ampliavam o favoritismo. Mas ficava claro que a equipe dependia de acertos.

O primeiro tempo desagradou os espectadores. O Brasil tinha dificuldades para furar a defesa de Camarões e o jogo ficava muito preso na intermediária, sem criatividade no meio-campo. Ao longo da meia hora inicial, o melhor momento da Seleção veio em pênalti sobre Zinho não marcado pelo árbitro. A sorte dos brasileiros é que o ataque camaronês também vivia uma jornada pouquíssimo iluminada, contido pela segurança de Aldair e Márcio Santos. A chave para a vitória da Canarinho foi Dunga. Os lançamentos em profundidade do volante tornaram-se o caminho para ameaçar a meta dos Leões Indomáveis. O gol saiu assim, aos 38 minutos. Dunga roubou a bola no meio e esbanjou qualidade, ao fazer uma enfiada perfeita de trivela para Romário. O Baixinho dominou já botando na corrida, ajeitou e deu um sutil toque de bico para vencer o goleiro Bell.

O gol tranquilizou o Brasil, que jogou melhor no segundo tempo, aproveitando a movimentação de Bebeto pela direita e as subidas dos laterais. Aos 18 minutos, a situação ficou ainda mais favorável quando Rigobert Song foi expulso. O zagueiro, então com 17 anos, recebeu o vermelho direto ao dar um carrinho por trás em Bebeto. Logo no minuto seguinte, veio o segundo gol. Dunga recebeu o lateral de Jorginho e devolveu com um tapa sem olhar. O camisa 2 executou um cruzamento perfeito, na cabeça de Márcio Santos, que estava livre na área. A partir de então, a goleada se tornou possível. Camarões tentou dar uma nova atitude ao seu ataque, com a entrada de Roger Milla. Naquele instante, aos 42 anos, o veterano quebrava o recorde como mais velho a entrar em campo em Mundiais. Veria de camarote o show de Bebeto e Romário.

Após tomar uma pancada no primeiro tempo, Romário quase foi substituído. Não estava em seu melhor e perdeu alguns gols feitos. Bebeto chegou a dar um passe perfeito ao camisa 11, livre na linha da grande área, e ele errou como não costumava fazer. Bell também pararia Bebeto, que quase marcou em um cobrança de falta inteligentemente ensaiada. O terceiro tento, de qualquer maneira, não tardaria. Aos 28, Romário saiu em velocidade e o goleiro caiu em seus pés. A bola sobrou no canto da grande área e, mesmo com pouco ângulo, Bebeto chegou batendo. O chute passou rente à trave e entrou. O camisa 7 inaugurava sua contagem no Mundial. O que pouca gente se lembra é que, naquela comemoração, já aconteceu o “embala nenê”. Bebeto homenageava o filho recém-nascido de Leonardo, bem como seu filho que nasceria em alguns dias.

No único chute certo de Camarões durante a partida, com Roger Milla, Taffarel não teve qualquer problema para fazer a defesa em dois tempos. O quarto gol do Brasil parecia bem mais possível. Romário tentaria mais uma e de novo Bell conseguiu brecá-lo. Além disso, Paulo Sérgio arriscaria um tiro de fora da área que o arqueiro segurou. O camisa 18, substituindo Zinho (que sentiu dores na coxa), jogou nos 15 minutos finais. A outra troca de Parreira veio pouco depois, com a entrada de Müller no lugar do apagado Raí. Consumada a vitória, a Seleção confirmou sua classificação às oitavas de final.

Com a palavra, Parreira

“Saboreamos camarões fritos e nos classificamos para a segunda fase. Evitamos a pressão na partida de terça-feira, contra a Suécia, e seremos primeiros do Grupo B de qualquer jeito. Há uma sutileza entre ser competente e brilhante. Para nós, basta ser competente. Como a marcação era forte, precisávamos ser pacientes para superar o bloqueio. Era preciso tocar a bola em vez de fazer lançamentos longos”.

Com a palavra, Bebeto

“Romário abriu o caminho. É um grande jogador, é fácil jogar com ele na frente. Ao longo de nossas carreiras, já fizemos grandes partidas juntos. Hoje foi só mais uma delas. Os camaroneses começaram batendo bem. Felizmente o árbitro coibiu. Depois, foi fundamental a participação do professor Parreira, me fazendo abrir bem pela ponta direita. Fugi da marcação mais imediata do miolo de zaga deles e ainda abri espaço para a entrada dos meias e até dos zagueiros”.

A avaliação de Telê

Em sua coluna na Folha de S. Paulo, Telê Santana analisou a partida do Brasil: “Foi uma boa vitória, mas poderia ter sido melhor. A seleção brasileira não rendeu tanto quanto no jogo de estreia contra a Rússia, quando o normal seria exatamente o contrário, pois nossos jogadores estavam livres do nervosismo da estreia. Vendo bem, Camarões não foi uma só vez à área brasileira em todo o primeiro tempo. E sua defesa não era exatamente sólida. Diante disso, por que tantos homens lá atrás? Por que Mauro Silva e Dunga de cabeças de área, Zinho e Raí embolados no meio-campo? Tínhamos pela frente um adversário que nos permitia soltar mais o Dunga e fazer com que Raí e Zinho se projetassem mais. Para mim, o melhor foi Leonardo. As jogadas de linha de fundo são o grande trunfo brasileiro nesta Copa. Leonardo e Jorginho têm presenças ofensivas mais constantes do que aqueles que deveriam estar obrigados a avançar, os quatro do meio-campo. Precisamos corrigir isso”.

Me engana que eu gosto

Então secretário-geral da Fifa, Joseph Blatter declarou que a entidade não havia se metido na confusão entre os jogadores de Camarões e a federação local. A Fifa não teria oferecido nenhum tipo de ajuda financeira para evitar o boicote prometido pelos Leões Indomáveis. O cartola afirmou que a confederação tomou as “medidas necessárias” para acabar com as pressões políticas e ameaçou uma exclusão do país na Copa seguinte, caso o imbróglio se estendesse – em palavra que, obviamente, não se cumpriu. Presidente da CAF já naquela época, Issa Hayatou foi enviado a Camarões para conversar com o governo. O primeiro-ministro camaronês enviou uma carta negando que houvesse qualquer pressão sobre o time.

A Suécia projetava seu caminho

Após empatar com Camarões na estreia, a Suécia planejava encaminhar a classificação na segunda rodada. O plano do técnico Tommy Svensson era garantir os três pontos contra a Rússia para não chegar com grandes obrigações na hora de encarar o Brasil: “O Brasil é muito forte, talvez seja seu melhor time desde a seleção de 70. Não convém decidir nosso futuro contra eles. Mas, se por acaso empatarmos com a Rússia, tenho certeza que poderemos nos classificar depois, mesmo enfrentando os brasileiros”. Já o atacante Martin Dahlin dizia que os brasileiros tinham a melhor equipe do Mundial: “É um time que evolui sempre, até durante a Copa. Tem grandes artilheiros, como Bebeto e Romário, que podem dar só dois toques na bola durante o jogo, mas um com certeza será gol”.

Suécia 3×1 Rússia: Dahlin assegura uma virada essencial

Já sabendo do resultado do Brasil contra Camarões, a Suécia poderia facilitar sua classificação no Pontiac Silverdome. O técnico Tommy Svensson trazia Kenneth Andersson como novidade ao seu ataque, se somando a Martin Dahlin e Thomas Brolin. Ganhava um jogador alto para tentar abrir espaços. A Rússia, por sua vez, vinha com quatro mudanças em relação à derrota na estreia, apesar de preservar sua formação retrancada. O líbero Viktor Onopko voltava de suspensão. Mais à frente, Aleksandr Mostovoi e Dmitri Popov davam outra cara ao meio, enquanto Oleg Salenko encabeçava o ataque ao lado de Dmitri Radchenko. Os russos até abriram o placar, mas cederam o empate no primeiro tempo e, com um a menos, permitiram a virada por 3 a 1. Um resultado ótimo aos escandinavos.

A Rússia abriu o placar logo aos quatro minutos. Pênalti, que Salenko converteu, anotando seu primeiro gol na Copa. A Suécia tinha a iniciativa, mas não conseguia superar a defesa russa e sofria a ameaça dos contragolpes. As melhores chances dos auriazuis vinham em chutes de fora da área, com Dahlin carimbando o travessão. A situação dos escandinavos melhorou apenas aos 39 minutos, em pênalti sofrido pelo próprio Dahlin. Brolin pegou a bola e converteu. Radchenko quase retomou a vantagem aos russos no início do segundo tempo, errando o alvo em lance no qual tinha total liberdade. E, logo depois, sua equipe lamentaria mais. Sergei Gorlukovich deu um desastrado pisão no calcanhar de Dahlin, em acidente que rendeu seu segundo cartão amarelo e a inevitável expulsão. A partir de então, os suecos arreganharam os dentes.

Dahlin teve papel fundamental na partida, pela maneira como se projetava ao ataque e aparecia na área para finalizar. Tornou-se decisivo. As chances iam aparecendo e a arbitragem até aliviou, em chute de Stefan Schwarz no rosto de Valeri Karpin que poderia ter rendido o vermelho direto. A virada se consumou aos 14, em cruzamento de Jonas Thern para Dahlin completar de peixinho. E o camisa 10 guardaria mais um. Kenneth Andersson puxou contra-ataque e cruzou na medida para o companheiro acertar uma bonita cabeçada. Com três tentos, Dahlin se igualava a Gabriel Batistuta na artilharia do Mundial. Porém, ao receber o segundo amarelo, seria desfalque contra o Brasil. A Rússia tentou reagir e teve um tento anulado, depois que Radchenko dominou com o braço. Ainda assim, quase os escandinavos marcaram o quarto, em chute sem ângulo de Brolin que Dmitri Kharine espalmou em cima da linha.

Dois estilos distintos na Flórida

Pelo Grupo E, Irlanda e México se enfrentavam em uma chave já bastante embolada. E as expectativas eram de que a força dos irlandeses no jogo aéreo ditasse o ritmo do embate. O técnico Miguel Mejía Barón dizia que os mexicanos deveriam jogar mais com a bola, abrindo espaços pelas pontas. Alberto García Aspe era um ótimo reforço a El Tri, após cumprir suspensão na derrota contra a Noruega. Já na frente, a posição de Hugo Sánchez estava ameaçada, por conta dos problemas físicos do veterano. Apesar da dúvida, o craque falava da importância do resultado para as chances do time na competição: “Sabemos muito bem que teremos que ganhar da Irlanda, porque depois teremos que pegar a Itália. E faremos tudo para alcançar este resultado”.

México 2×1 Irlanda: Luis García deixa o Grupo E rigorosamente equilibrado

Hugo Sánchez, de fato, seria barrado por Mejía Barón. Carlos Hermosillo se tornou a novidade no ataque, enquanto García Aspe dava mais consistência no meio-campo. As mudanças surtiram efeito. O México rompeu a defesa da Irlanda durante o primeiro tempo, ampliou a vantagem no segundo e conteve a pressão nos minutos finais. A vitória por 2 a 1 dava sobrevida a El Tri, assim como preocupava o Eire. Em fase excelente pela seleção naqueles anos e então defendendo o Atlético de Madrid, o meia Luis García foi o nome do jogo. Destaque ainda à festa da torcida mexicana em Orlando, mesmo com o pontapé inicial acontecendo às 12h30 no horário local.

O primeiro tempo apresentou um jogo morno. A Irlanda se resguardava na defesa, já contente com o empate, enquanto o México não conseguia encaixar os seus ataques. Os lances de perigo vinham apenas a partir de erros. Os irlandeses quase saíram em vantagem aos 37 minutos, em uma conclusão de Andy Townsend que bateu no braço do capitão e o árbitro não viu. Jorge Campos salvou. Já o primeiro gol ocorreu cinco minutos depois. Hermosillo ajeitou na entrada da área e aproveitou a aproximação de Luis García. O camisa 10 viu a bola pedindo para ser chutada e acertou um lindo arremate de primeira, no canto de Packie Bonner. Um tento que mudava completamente o cenário da partida para a etapa complementar.

Na volta do intervalo, a Irlanda já saiu para o ataque, mas também dava espaço aos contragolpes do México. Após algumas chances desperdiçadas, o segundo gol de El Tri aconteceu aos 20. Desta vez, quem apareceu como garçom foi García Aspe, para Luis García dominar e bater no canto. O meia, com boa movimentação, só não completou a tripleta porque Bonner realizou duas grandes defesas na sequência. A desvantagem afobou os irlandeses. Quando John Aldridge se preparava para reforçar a linha de frente, uma confusão se formou à beira do gramado. O atacante se revoltou com a demora da arbitragem para autorizar a substituição e Jack Charlton chegou a jogar água no quarto árbitro. O próprio camisa 9 seria o responsável por descontar a diferença, em cabeçada aos 39 minutos. Todavia, o abafa do Eire não passou por Jorge Campos. Com o resultado, todos os quatro times do Grupo E somavam três pontos após duas rodadas.

Maturana assume a culpa, Cruyff o apoia

A Colômbia estava praticamente eliminada da Copa do Mundo, depois de seus dois primeiros jogos. Perdeu para a Romênia na estreia e sofreu um baque ainda maior na derrota seguinte, contra os Estados Unidos. As críticas eram imensas sobre os Cafeteros, especialmente pelas expectativas quebradas após o desempenho excepcional nas Eliminatórias. O técnico Pacho Maturana, no entanto, preferia não culpar os seus jogadores. Chamava a responsabilidade para si. E preferia não alimentar esperanças de classificação: “Minha preocupação agora é entender por que estamos jogando tão mal e reorganizar o time. A responsabilidade é totalmente minha. Estamos tentando encontrar explicação para as derrotas, mas não encontramos. Futebolisticamente, parece não ter explicação”, afirmou, à Folha de S. Paulo.

Poucos bancavam a Colômbia neste momento. Um deles foi Johan Cruyff, em sua coluna diária à Folha: “Vou surpreender muita gente ao seguir defendendo a Colômbia. E pode parecer surpreendente, porque a equipe de Maturana não fez nada de importante nem contra a Romênia, muito menos contra os EUA. Mas tenho a obrigação de continuar reivindicando o futebol colombiano, porque acho que só a um time que joga bem pode acontecer um fiasco assim. […] A eliminação da Colômbia, caso se confirme, é uma má notícia para o futebol. Pior do que ver Irlanda, Noruega e Estados Unidos rumando para a segunda fase”.

Baresi, praticamente fora da Copa

O diagnóstico de Franco Baresi logo após a vitória da Itália sobre a Noruega não era nada bom. Os exames mostraram que o veterano rompeu o menisco. A expectativa naquele momento era de que sequer voltasse ao Mundial. O defensor chegou a ser operado nos Estados Unidos, deixando o centro médico de muletas. “Tecnicamente, é possível que ele volte, porque os ligamentos do joelho não foram afetados”, afirmava Andrea Ferretti, médico da seleção italiana. Arrigo Sacchi não era tão otimista assim: “A contusão é gravíssima sob todos os aspectos – humano, técnico e tático. Ela nos obrigará a realizar uma pequena revolução na defesa”.