O Brasil terminou a fase de grupos da Copa de 1994 com uma das melhores campanhas. Ao lado da também alvejada Alemanha, foi uma das únicas equipes a somar pelo menos sete pontos. Isso, entretanto, não poupava o time de Carlos Alberto Parreira das críticas. E a atuação murcha no empate contra a Suécia, a pior até então, gerou vaias nas arquibancadas do Pontiac Silverdome. As mudanças ocorreriam a partir daquele momento, já sabendo que a seleção americana seria a adversária nas oitavas. Além disso, no outro jogo do fechamento do Grupo B, uma ocasião histórica. O Rússia 6×1 Camarões serviu “somente” para quebrar recordes, seja pelos cinco tentos de Oleg Salenko, seja pela longevidade de Roger Milla. Também naquela data, o Grupo E encerrou suas atividades com um empate quádruplo, que quase deixou a Itália em maus lençóis.

Até 17 de julho, resgataremos aqui na Trivela os jogos, as histórias e os personagens da Copa do Mundo de 1994, 25 anos depois. Confira o diário deste 28 de junho, baseado principalmente nos relatos da imprensa brasileira da época:

Parreira e seus gigantes

Uma das preocupações da seleção brasileira antes do embate contra a Suécia estava na altura dos jogadores. Kennet Andersson, de 1,93 m, era o ponto de referência no ataque escandinavo. Assim, Márcio Santos e Aldair tinham um bom teste para o confronto. A única dúvida na escalação era Mauro Silva, que poderia ser poupado pelo acúmulo de cartões. Já no meio-campo, Raí e Zinho precisavam mostrar serviço, diante das críticas sofridas pelas atuações ruins de ambos nas duas primeiras vitórias.

Os trabalhadores da Suécia

Ainda que o profissionalismo tenha sido adotado no futebol sueco em 1967, as condições do campeonato local eram modestas em 1994. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, dez jogadores do elenco de Tommy Svensson acumulavam outras profissões. Thomas Ravelli, ídolo do IFK Göteborg, dividia seu tempo com a venda de motores eletrônicos a grandes empresas. Já o zagueiro Mikael Nilsson trabalhava em uma tabacaria.

Olho nos dreads

A novidade da Suécia para encarar o Brasil era Henrik Larsson. O atacante do Feyenoord ganhava uma chance diante da suspensão de Martin Dahlin, autor de três gols nas duas primeiras rodadas. Aos 23 anos, o craque já demonstrava sua personalidade. “Os jogadores brasileiros são excelentes, mas não os considero lendas. Eles ainda estão vivos, não estão?”, comentou. “Ninguém gosta de ficar na reserva. Vim para jogar e, se tiver uma chance, vou saber aproveitar. Tenho certeza de que será um grande jogo”.

Brasil 1×1 Suécia: Liderança sob vaias

O Brasil não tinha necessidade de vencer a Suécia, já classificado aos mata-matas e praticamente garantido na primeira colocação do Grupo B. Mas também não precisava fazer uma partida tão ruim. Lento, o time de Carlos Alberto Parreira passou sufoco em Detroit. Sofreu com as bolas longas dos escandinavos, que buscavam Kennet Andersson e Thomas Brolin. Resultado: os oponentes terminaram o primeiro tempo em vantagem e Romário precisou sair ao resgate na segunda etapa. O empate por 1 a 1 gerou vaias nas arquibancadas do Pontiac Silverdome e não poupou críticas a certos jogadores da Seleção. Raí e Zinho eram os mais questionados, por aquilo que claramente não funcionava na equipe. Também surgiram pedidos de Ronaldo no estádio, enquanto gritos de “burro” ecoaram quando Paulo Sérgio entrou no lugar de Raí durante os minutos finais.

Mesmo com o time mantido, o Brasil viu a Suécia levar mais perigo durante o primeiro tempo. Roger Ljung assustou em chute que passou por cima do gol. Já aos 23 minutos, Kennet Andersson abriu o placar com uma pintura. Thomas Brolin inverteu o jogo ao centroavante, que matou no peito e deu um chute de muita categoria para encobrir Taffarel. O Brasil tinha dificuldades na criação e Romário precisava buscar o jogo fora da área, escapando da forte marcação sueca. No máximo, a Canarinho levava perigo nos chutes de longe. A única chance dentro da área veio, como de praxe, em cruzamento de Jorginho. Raí estava na pequena área, mas não conseguiu cabecear. Apesar disso, parecia mais provável que os escandinavos ampliassem. Henrik Larsson chegou a carimbar Taffarel e Patrik Andersson furou livre no segundo pau, após cobrança de escanteio.

O Brasil mudou para o segundo tempo. E melhorou. O pendurado Mauro Silva deu lugar a Mazinho, que ofereceu mais mobilidade ao meio-campo. Além disso, sempre é possível esperar algo a mais de um time que conta com Romário. O Baixinho empatou no primeiro minuto. Recebeu na intermediária, disparou entre dois marcadores e, mesmo acompanhado de perto, deu um chute de bico na entrada da grande área. Ravelli não alcançou. O camisa 11 travou uma batalha particular com o goleiro, que faria duas boas defesas contra o centroavante na sequência da partida. Quando Bebeto tentou, em cobrança de falta, Ravelli também salvou. Do outro lado, a Suécia foi menos efetiva. Håkan Mild bateu com perigo, após sair do banco, enquanto Dunga quase fez contra. De qualquer maneira, o empate prevaleceu. Mesmo com a liderança, os problemas da Seleção estavam claros, na pior das três apresentações do time na fase de grupos.

Com a palavra, Parreira

“Os torcedores podem ser irracionais, porque o objetivo deles é só torcer. Não sou burro para botar mais um atacante e perder nas cabeçadas contra a defesa sueca. Sou racional. Por isso, monto a equipe como quero e não como pedem. Não vou mudar nada no modo de jogar contra os Estados Unidos. Nosso estilo será o mesmo. Qual a razão para mexer agora no time? A partida contra a Suécia foi como um amistoso, só valia para ver quem seria o primeiro colocado do Grupo B”.

Com a palavra, Romário

“Com Mazinho, a bola chegou mais vezes aos atacantes. Jogamos um futebol mais feio do que nos outros dois jogos. Peço aos torcedores brasileiros para, pelo amor de Deus, não acharem que vai ser barbada vencer os Estados Unidos na segunda fase”.

Com a palavra, Zinho

“Taticamente, acho até que tenho ido muito bem. A entrada de Mazinho me ajudou, no segundo tempo eu pude criar mais jogadas de gol, como a que originou o gol de Romário. Nossos atacantes puxaram os meias adversários para a defesa e isso abriu mais espaços”.

Com a palavra, Raí

“Passei o tempo todo correndo de um setor para o outro. Bem que a gente procurava uma melhor forma de invadir, mas estava difícil. Acho que, contra os Estados Unidos, volto a ser o mesmo da estreia. Se tendo Bebeto e Romário a torcida pede Ronaldo, um jovem de 17 anos, também pode reclamar de Raí. Sou um homem frio. Cumpro a minha obrigação. Apenas procuro trabalhar mais para justificar no campo a minha vaga”.

Branco, um ex-intocável com Parreira

Branco tinha moral com Parreira. Mesmo enfrentando problemas físicos, contou com a paciência do treinador. Antes da Copa, até discutia-se a possibilidade de entrar no time quando voltasse à melhor forma. Porém, o ótimo momento de Leonardo fazia o veterano se conformar. “Continuo pensando em jogar, é claro, mas Leonardo entrou muito bem. Vamos ver, né, se ainda dá para mim. Tomara”, declarou ao Jornal do Brasil.

A análise de Tostão

“O maior problema da seleção continua sendo a lentidão do meio-campo, que atrasa a passagem da defesa para o ataque. Não adianta tomar a bola do adversário e dar tempo para a defesa adversária se recompor. Isso sem falar nas substituições. A insistência com Paulo Sérgio é inexplicável”.

O adeus de Bell

Joseph-Antoine Bell se despediu do futebol de maneira melancólica. O goleiro de Camarões chegou aos Estados Unidos com 39 anos, para disputar o seu terceiro Mundial, o primeiro como titular. Falhou na estreia contra a Suécia e o técnico Henri Michel recebeu ordens superiores para que ele fosse barrado. Os jogadores fizeram um motim para mantê-lo contra o Brasil e o veterano não teve muita culpa nos gols, realizando boas defesas. Ainda assim, pediu para não jogar mais, naquela que seria a última competição profissional de sua carreira. “Tendo em vista os problemas que atravessa nossa seleção e como todos parecem se concentrar em minha pessoa, prefiro não continuar na equipe e dar por encerrada minha carreira”, declarou.

Os problemas de Bell iam além do círculo da seleção. O goleiro era uma das lideranças do elenco e, na Copa de 1990, comprou briga com o governo camaronês, após promessas não cumpridas sobre as premiações aos jogadores. Não era bem-vindo, segundo suas próprias palavras. Já em 1994, o veterano se queixou publicamente de que havia “muita interferência externa” na seleção, uma referência direta ao ditador Paul Biya. Presidente do país desde 1982 (e ainda hoje no cargo), Biya teria sido o responsável por pedir a saída de Bell após o empate com a Suécia.

Rússia 6×1 Camarões: O jogo dos recordes

A partida entre Rússia e Camarões não teria grandes influências nos rumos da Copa de 1994. A vitória russa por 6 a 1 levou os dois times a morrerem abraçados. No entanto, seria uma célebre tarde à história dos Mundiais. Oleg Salenko balançou as redes cinco vezes, feito ainda hoje único na história do torneio, que também garantiu sua Chuteira de Ouro ao término daquela edição. Enquanto isso, Roger Milla fez o tento de honra dos Leões Indomáveis e, aos 42 anos, se tornou o mais velho a marcar em uma Copa.

A Rússia entrou em campo com seis jogadores diferentes em relação à derrota para a Suécia. E logo passou a dominar a partida contra Camarões. Salenko anotou o seu primeiro gol aos 15 minutos. A bagunçada defesa camaronesa travou o chute no primeiro momento, mas a sobra ficou limpa para o centroavante fuzilar, vencendo o goleiro Jacques Songo’o – o substituto de Bell. Os russos continuaram pressionando e ampliaram aos 41, numa cobrança de falta rápida, em que Igor Korneev rolou para Salenko bater à meta vazia. Três minutos depois, o camisa 9 completou sua tripleta, cobrando pênalti.

Camarões prometia partir ao ataque no segundo tempo. E as esperanças da equipe se reavivaram com Roger Milla, que acabara de sair do banco. O craque aproveitou o erro da zaga para invadir a área e, mesmo contestado, tocar na saída do goleiro Stanislav Cherchesov. Só que a reação não passou disso. Um passe para trás permitiu a Salenko fazer o quarto, aos 27. Já o quinto aconteceu aos 30, em enfiada de bola para o artilheiro tocar por cima de Songo’o. Salenko, além de tudo, não foi egoísta. Os russos fecharam a contagem aos 36, com assistência do centroavante, ajeitando de cabeça para Dmitri Radchenko arrematar.

O reconhecimento a Salenko

A cena mais legal do Rússia 6×1 Camarões aconteceu já depois do apito final. O recorde de Salenko foi anunciado pela Fifa nos alto-falantes do Estádio de Stanford. Os 74 mil presentes passaram um minuto aplaudindo o camisa 9. “Não consigo ainda ter a exata dimensão do que aconteceu. Mas quero deixar bem claro que hoje é o dia mais feliz da minha vida. Só fiz tantos gols numa mesma partida jogando futebol na escola, quando era menino”, afirmou o goleador. O detalhe é que o anúncio da Fifa continha um erro: equiparava a façanha de Salenko a supostos cinco gols de Juan Alberto Schiaffino contra a Bolívia na Copa de 1950. O próprio uruguaio desmentiu a entidade, já que só balançara as redes duas vezes na ocasião.

Destaque nas seleções soviéticas de base, Salenko havia sido artilheiro do Mundial Sub-20 de 1989. No entanto, com origem ucraniana, o jogador nascido em São Petersburgo chegou a defender a seleção da Ucrânia em jogo não reconhecido pela Fifa. Optou pela Rússia em 1993 e disputou cinco partidas antes de estourar na Copa do Mundo. E seria só isso. Vendido ao Valencia antes mesmo do Mundial, não emplacou no Mestalla e sequer voltou a entrar em campo pela seleção russa. Mas já estava na história.

Milla, o interminável

A convocação de Roger Milla para a Copa do Mundo de 1990 já havia sido polêmica. O atacante tinha se aposentado da seleção meses antes, com direito a jogo de despedida. Terminou convocado pelo ditador Paul Biya, seu amigo, e fez o que fez na Itália. Situação parecida aconteceu em 1994. O veterano estava afastado dos Leões Indomáveis durante todo este tempo e, de novo, o presidente impôs a convocação. O chamado de Milla causou protestos nas ruas do Camarões, com manifestações dos torcedores. Ele seria apenas reserva ao longo do Mundial, também envolvido nos imbróglios dos camaroneses por conta dos prêmios oferecidos pela federação. Mas, saindo do banco, ampliou sua lenda na competição.

Como ficou o Grupo B

O Brasil consolidou a liderança com sete pontos. Invicta, a Suécia terminou com cinco. A Rússia tinha três e precisava torcer muito para acabar entre os melhores terceiros colocados, o que não se concretizou. Já Camarões fez um fraquíssimo torneio, só garantindo o ponto da estreia.

Estrangeiros da Serie A em risco?

Quando a Itália caiu vergonhosamente para a Coreia do Norte na Copa de 1966, decidiu fechar seu campeonato a jogadores estrangeiros a partir de então. A proibição durou até os anos 1980, mas o assunto voltou à tona em 1994. “Se os clubes italianos há alguns anos dominam as copas continentais, existe entre os tifosi, cada vez mais forte, a ideia de que essa supremacia se deve à presença dos estrangeiros. Com isso, crescem os rumores de que o futebol nacional precisa restringir outra vez o acesso dos estrangeiros para se reerguer. Os radicais defendem a proibição total das importações para permitir o crescimento de uma nova geração de jogadores para a Azzurra. […] Se a Itália não conseguir a vaga nos mata-matas, os portos podem ser mais uma vez fechados. Os jogadores que enfrentarão o México estarão jogando parte do futuro daquele que ainda é o mais milionário campeonato nacional disputado na Europa”, reportava o Jornal do Brasil. No fim das contas, tudo não passou de mera especulação, às portas da Lei Bosman.

Maldini também lutava contra o próprio corpo

A Itália tinha sérios problemas para encarar o México. Gianluca Pagliuca estava suspenso, enquanto Franco Baresi operou o joelho após romper o menisco contra a Noruega. E o time ainda corria o risco de perder Paolo Maldini, que torceu o tornozelo na partida anterior, mas seguiu firme em campo para ajudar na vitória. Pior, as chances de eliminação pressionavam bastante o treinador Arrigo Sacchi naquele momento.

Itália 1×1 México: A empolgação mexicana em Washington

Paolo Maldini não apenas enfrentou o México, como também usou a braçadeira de capitão. Além disso, Roberto Baggio se mantinha na equipe titular, mesmo depois de escancarar sua insatisfação ao ser substituído no primeiro tempo contra a Noruega. O time de Arrigo Sacchi, outra vez, não fez uma boa apresentação. Mas já se valeria do empate contra o México. O placar de 1 a 1 foi suficiente para as duas seleções avançarem no Grupo E, ainda que a liderança fosse de El Tri e a Azzurra ficasse apenas com a terceira colocação, separados pelo número de gols marcados.

O Estádio RFK recebeu um jogo morno no primeiro tempo. Foram poucas chances de gol. Por mais que a Itália dominasse a posse de bola, não criou muitos lances de perigo, travada no meio-campo. A melhor chance veio aos 26 minutos. Giuseppe Signori tentou um arrojado voleio e Jorge Campos defendeu. Alberto García Aspe buscou responder depois, mas o goleiro Luca Marchegiani botou para escanteio. E quanto Pierluigi Casiraghi ia saindo livre na área, Jorge Campos salvou El Tri mais uma vez, se antecipando. Para o segundo tempo, Sacchi trocou Casiraghi por Daniele Massaro. Uma mudança vital, que deu mais presença de área à Azzurra.

O centroavante precisou de três minutos para mostrar que poderia fazer a diferença. O gol da Itália teve a assinatura do Milan. Demetrio Albertini lançou e Massaro matou no peito, antes de arrematar no canto. Massaro quase fez o segundo de cabeça, mas o México arrancou o empate aos 12. Marcelino Bernal recebeu na esquerda, limpou a marcação e desferiu o chute cruzado, tirando do alcance de Marchegiani. El Tri seguiu dominando a posse de bola e empolgou os 30 mil nas arquibancadas, que chegaram a gritar “olé” para os líderes. Já os italianos, finalizando mais, pecavam pela falta de pontaria. Passariam às oitavas, mas sob desnecessários riscos.

Jack Charlton pagou pelo descontrole

A Irlanda tinha desfalques importantes para o jogo contra a Noruega. Denis Irwin e Terry Phelan estavam suspensos, mas não só eles. O técnico Jack Charlton também pegou um gancho por sua indisciplina. Revoltado com a arbitragem no compromisso com o México, o veterano soltou o verbo e jogou até água no quarto árbitro. Seria suspenso por uma partida e também receberia uma multa de US$15 mil da Fifa, precisando transmitir suas instruções via rádio ao assistente Maurice Setters.

Irlanda 0x0 Noruega: Um empate de vida e morte

O empate em Nova York poderia ajudar Irlanda e Noruega. As duas seleções tinham três pontos e praticamente garantiriam a classificação com a igualdade, caso houvesse um vencedor no embate entre Itália e México. Justamente aí morava o perigo. E, no duelo entre duas equipes bastante defensivas, o 0 a 0 beneficiou apenas os irlandeses. Com o empate quádruplo no total de pontos entre os concorrentes do Grupo E, o time de Jack Charlton se deu melhor justamente pelo número de gols marcados. Os escandinavos se despediam precocemente, apesar de algumas boas impressões deixadas nos Estados Unidos.

A partida foi amarrada desde os primeiros minutos. A Irlanda atacou mais durante o primeiro tempo, o que não significa que tenha feito muita coisa. O time exibia uma dificuldade imensa para finalizar. Já no segundo tempo, o duelo se tornou mais aberto e a Noruega reagiu. Pat Bonner faria as primeiras defesas, mas com enorme segurança, sem correr riscos. Aos 29 minutos, em uma bola que pipocou na área, Gøran Sørloth teve a melhor oportunidade da tarde. O chute prensado na pequena área, porém, triscou o travessão. E os irlandeses poderiam ter confirmado o resultado no final, mas John Sheridan não acertou sua tentativa de encobrir o goleiro. No fim das contas, o placar zerado já era de ótimo tamanho à Irlanda.

“Estou desapontado. Nós trabalhamos duro para chegar até aqui. Precisávamos de um gol no segundo tempo, mas não chegamos lá”, afirmou o técnico Egil Olsen. Após uma boa campanha nas Eliminatórias e uma estreia positiva contra o México, a Noruega não aproveitou as outras oportunidades para confirmar sua força. Apesar das boas atuações de alguns jogadores, como o goleiro Erik Thorstvedt, os noruegueses ficaram devendo pela falta de criatividade no ataque.

Como ficou o Grupo E

Os quatro times somaram rigorosamente quatro pontos, em quádruplo empate. Além disso, todos tinham saldo zero. O México ficou na liderança por ter anotado três gols. Irlanda e Itália tinham dois gols anotados, mas os irlandeses se davam melhor no confronto direto. Assim, os italianos precisaram torcer para entrar entre os melhores terceiros colocados, em classificação confirmada ao final daquele dia, com a derrota de Camarões. Já a Noruega lamentava, com somente um gol assinalado.

É mesmo, Mister Blatter?

Nota do Jornal do Brasil: “A ideia de dividir a Copa do Mundo de 2002 em duas sedes, lançada por Colômbia e Equador, foi rechaçada pelo secretário-geral da Fifa, Joseph Blatter. ‘Não temos condições de aceitar uma candidatura deste tipo’, disse. Em seguida, surgiu a notícia de que a entidade vetou a sugestão porque já está comprometida com o Japão”. O final dessa história vocês já sabem qual foi.

Effenberg vai para casa mais cedo

O técnico Berti Vögts decidiu afastar o meio-campista Stefan Effenberg ao final da fase de grupos. Durante a atuação ruim dos alemães contra a Coreia do Sul, apesar da vitória por 3 a 2, o esquentadinho resolveu responder aos críticos: mostrou o dedo do meio aos torcedores que o vaiavam. “A atitude é inadmissível. Estamos todos representando o nosso país”, afirmou Vogts.

Maradona, de volta ao Napoli?

A boa fase de Maradona gerava especulações ao redor de seu nome. E o Napoli reabria as portas ao ídolo. Diretor de futebol dos celestes, Nicola Rivelli declarou que iria até Boston para tentar contratar Diego. O dirigente afirmava também que a dívida do craque com o fisco italiano não seria problema. O descoberta do doping do argentino, todavia, frustraria as intenções.