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Lucy Bronze: não vou me aposentar até conquistar um grande título com a seleção

A melhor jogadora do mundo está empolgada com as chances da seleção britânica em Tóquio 2020

A lateral inglesa Lucy Bronze foi eleita a melhor jogadora do mundo em 2020. Além do prêmio individual, seu armário conta medalhas de três títulos da Champions League e seis de ligas nacionais, mais algumas copas, mas a jogadora de 29 anos afirmou que não ficará satisfeita enquanto não levantar um troféu de grande importância pela sua seleção.

A Inglaterra de Bronze chegou às semifinais das últimas duas Copas do Mundo e da Eurocopa de 2017. Divergências entre as nações britânicas – Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte – impediram o Reino Unido de enviar uma equipe à Olimpíada de 2016, mas Bronze terá a chance de brigar por medalhas em Tóquio 2020, a partir desta quarta-feira quando a seleção britânica, formada majoritariamente de jogadoras inglesas, estreia contra o Chile, no primeiro jogo da fase de grupos do torneio olímpico de futebol feminino.

“Perguntam muito: o que a motiva agora que você venceu tudo? Mas eu ainda não venci tudo. Eu ainda não tenho uma medalha de ouro ou a Copa do Mundo ou a Euro. Eu não vejo a hora de colocar minhas mãos em um título internacional no nível mais alto e não vou me aposentar até fazer isso – a menos que meu corpo desista de mim. Sempre disse que quero ganhar um troféu ou uma medalha de ouro com a seleção, e a do Reino Unido é uma oportunidade perfeita para fazer isso”, afirmou.

Após montar uma seleção britânica para a Olimpíada de 2012, em Londres, as nações do Reino Unido não chegaram a um acordo para os Jogos do Rio, quatro anos depois. Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte se opuseram porque embora façam parte do mesmo país, cada uma tem a sua seleção e temeram abrir um precedente que pudesse complicar sua independência futebolística no futuro – tomando os Jogos de Londres como exceção por terem sido sediados na Inglaterra.

Isso mudou para Tóquio 2020, e o quarto lugar da Inglaterra na Copa do Mundo da França, entre as três melhores seleções europeias, garantiu a equipe britânica na Olimpíada deste ano. Quinze das 18 atletas são inglesas. As escocesas Kim Little e Caroline Weir e a galesa Sophie Ingle completam a convocação. A equipe seria treinada por Phil Neville, técnico da seleção inglesa, mas sua saída antecipada do cargo abriu caminho para a interina Hege Riise. Sarina Wiegman, ex-treinador da Holanda, assumirá a Inglaterra em definitivo após os Jogos.

Bronze brincou que o Reino Unido é o único time do torneio que não perde um jogo de Olimpíada há nove anos, mas os resultados recentes da Inglaterra, espinha dorsal da seleção, são menos engraçados, com nove derrotas e um empate nas últimas 14 partidas. Nada disso desanima a jogadora do Manchester City, que acreditar ser capaz de ajudar a levar a medalha de ouro de volta ao Reino Unido – que a venceu duas vezes no masculino no começo do século 20.

“Muitos dos outros times podem dizer que não tivemos muito tempo para nos preparar, mas a equipe que temos na seleção britânica é muito boa e as jogadoras atuaram em grandes ligas e por grandes times, incluindo finais de Champions League. Então a reunião tem sido muito fácil. A pressão virá de nós mesmas. Temos a expectativa de chegar ao pódio e vencer o ouro porque temos jogadoras e qualidade para fazer isso, independente do que Inglaterra, Escócia ou Gales tenham feito”, disse.

“Ano passado, eu estava super animada por causa das jogadores que poderíamos escolher. Estava pensando ‘esta medalha de ouro voltará para o Reino Unido’ e minha mentalidade não mudou nem um pouco, mesmo tendo que esperar mais 12 meses. Pelo talento que temos, não há motivo para não vencermos qualquer equipe por ai”, completou.

Além do Chile, o Reino Unido enfrentará Canadá e o anfitrião Japão na fase de grupos.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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