Wenger diz que está pronto para voltar a ser técnico em janeiro
Arsène Wenger, 68 anos, disse que está pronto para voltar a trabalhar como técnico. Segundo o ex-treinador do Arsenal, ele tem recebido consultas “de todos lugares do mundo” e ainda não sabe se trabalhará em um clube ou uma seleção. O francês deixou aberta a possibilidade de voltar a trabalhar no Japão, onde esteve em 1996, antes de ir para o Arsenal.
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Entrevistado pelo jornal alemão Sport Bild se pensava em voltar a trabalhar como treinador, ele respondeu: “Sim, parece que sim”. O treinador disse que já quer voltar a trabalhar no início de 2019. “Eu acredito que começarei novamente no dia 1º de janeiro. Eu não sei ainda onde. Eu estou descansado, estou pronto para trabalhar de novo”.
Quando perguntado se iria trabalhar em clubes ou seleções, ele manteve as portas abertas para ambos. “Há federações, seleções nacionais; também pode ser no Japão”, disse, referindo-se ao país onde trabalhou pelo Nagoya Grampus. “Graças aos meus 22 anos no Arsenal, eu tenho grande experiência em diferentes níveis. Há consultas em todo o mundo”.
O treinador comentou também sobre a mudança de cultura entre os jogadores. “Os jogadores atuavam por seu clube 20 anos atrás”, afirmou Wenger. “Atualmente, os clubes fazem tudo pelos jogadores. No passado, um jogador se sentia mal quando não jogava bem. Agora, os clubes se sentem culpados em relação aos seus jogadores e se perguntam o que mais podem fazer por eles”.
“Os torcedores se tornaram mais internacionais. Os torcedores locais vão continuar torcedores locais, e aqueles vivendo, digamos, em Dortmund e nas imediações sempre serão torcedores do Dortmund. Mas se Ronaldo deixa o Real Madrid pela Juventus, os torcedores irão acompanha-lo para a Juventus. A base internacional está mais interessada em jogadores que clubes. Isso dá muito poder aos jogadores. Neymar tem cerca de 170 milhões de seguidores. Ele, sozinho, é mais forte que a liga”, analisou Wenger.
O técnico francês foi além e disse que logo os torcedores passarão a ter ainda mais poder. “Nos próximos cinco anos, pode acontecer que as redes sociais substituam os jogadores durante o jogo”, afirmou Wenger. “Eles terão um encontro no intervalo e determinarão quais jogadores serão substituídos e quem será colocado em campo no segundo tempo. Isso vai acontecer. O poder dos clubes só cai. É por isso que os chefes nos clubes precisam ficarem mais fortes. É preciso intensificar a luta contra a influência externa”.
Quem fica com Wenger? Veremos quem irá contratar o treinador. O Japão parece mesmo um destino interessante para ele, que certamente possui experiência e confiabilidade para atuar em uma liga que mudou muito nesses 22 jogos que ele esteve no Arsenal.



