Tim Roth finalmente explicou por que decidiu interpretar Blatter no péssimo filme da Fifa
A Fifa levou alguns no último mês de junho. O maior deles foi o início da operação do FBI que colocou vários de seus dirigentes atrás das grades. Um bem menor, mas altamente simbólico da megalomania que permeava a entidade, foi o lançamento do péssimo “United Passions”, um filme chapa-branca que glorifica a entidade e que arrecadou menos de mil dólares nos EUA, embora tenha custado US$ 17 milhões.
LEIA MAIS: Filme da Fifa estreou nos EUA com críticas maravilhosas: “Impossível de ser assistido”
O elenco não era exatamente um problema. Tinha, entre outros, Gerard Depardieu, Sam Neil e Tim Roth, atores renomados. Roth ganhou fama com dois papéis nos filmes de Quentin Tarantino nos anos noventa – Cães de Aluguel e Pulp Fiction – e retomou a parceria com o diretor em The Hateful Eight, um possível nomeado ao Oscar do ano que vem. Por que, então, aceitaria uma roubada daquelas?
Ao Independent, negou qem um bate papo com os fãs no Reddit, deu uma versão um pouco mais crível. “O filme é horrível (não posso dizer porque nunca o vi). Eu odiei fazê-lo, foi o filme errado, mas pelas razões certas. Eu tinha dois filhos na faculdade, então precisei tomar uma decisão e provavelmente não foi uma muito boa. Mas, uma vez que a tomei, tinha que ir até o final. É difícil fazer algo que você não quer fazer, mas estou feliz que fiz isso pela minha família”, afirmou.
Roth afirmou que imaginava que o filme fosse mais sobre corrupção do que uma glorificação dos dirigentes, entre eles, Joseph Blatter. “Não sei se ele vai cair mesmo, ele parece sobreviver a tudo que atiram nele. Não parece haver uma maneira de tocá-lo por causa de todas as grandes corporações que o apoiam”, disse.
Bom, Blatter está suspenso da Fifa, sendo investigado criminalmente pela Justiça suíça e que abrirá mão do seu mandato no próximo mês de fevereiro. Roth apenas desejava que isso acontecesse antes que ele tivesse que interpretar Sepp na telona do cinema.



