Sara, do Piauí, Thiago, do Corinthians, e Kitadai, do judô

O primeiro dia de competições foi maravilhoso para o Brasil, talvez o melhor da história olimpica do país. Coloca o judo como uma força do esporte brasileiro. É um sucesso vindo da massificação, o que permite termos uma campeã vinda do Piauí, estado sem grande presença esportiva no Brasil. E, se o futebol masculino ganhar ouro, o Piauí será 100%, com as conquistas de Sarah Menezes e do volante Rômulo.
É justo dizer que Thiago Pereira é do Corinthians. Eu acho que sim. Ele já era um atleta consagrado quando chegou ao clube, mas há um trabalho de base no mais popular time paulista. Não é só Thiago, como cheguei, erroneamente, a escerver aqui. Thiago Pereira é mais Corinthians do que Maureen Maggi é São Paulo, por exemplo. E é muito menos do que Adhemar Ferreira da Silva foi São Paulo. O próprio clube sabe disso, tanto que colocou duas estrelas douradas no escudo para celebrar as conquistas de Adhemar e não fez o mesmo por Maureen.
Mas, o importante é que Thiago venceu e calou muitos críticos que o chamavam de Mr. Pan, não para valorizar suas conquistas regionais, mas apara ironizar a falta de glórias olímpicas. Pereira não é Cielo, mas deve também ser homenageado.
O Brasil tem melhorado muito, caminha para ser uma potência olímpica e isso é legal. Mas traz consigo uma certa arrogância. Com tanto ouro, quem vai ligar para um bronze como o de Felipe Kitadai? Não é possível um erro desses. Não dá para se destacar todos com o mesmo espaço, principalmente em um dia perfeito como esse pimeiro, mas é muito bom registar que no dia do ouro da Sarah do Piauí, da prata do Thiago houve também esse bronze do Kitadai.



