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Presidente da AFC acredita que Inglaterra está bem equipada para sediar a Copa do Mundo de 2030

Ano passado, a Argentina e o Uruguai reforçaram um interesse antigo de sediar a Copa do Mundo de 2030. Isso porque o ano marcará o centenário do torneio, tendo sua primeira edição sido realizada no Uruguai, onde o troféu, aliás, ficou. Como a final foi entre ambos os países sul-americanos, os presidentes uruguaio e argentino pensaram que seria legal que os países recebessem a maior competição de seleções do mundo simultaneamente. Por enquanto, só os dois oficializaram a intenção de sede, mas muito se fala sobre a Inglaterra apresentar candidatura para hospedar o evento em 2030.

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Os ingleses serão um dos anfitriões da próxima Eurocopa, a de 2020, que será realizada em 13 cidades diferentes da Europa. Já foi confirmado que as semifinais e a grande decisão acontecerão em Wembley, um dos maiores palcos do continente. Ele, porém, não é o único grande estádio que existe no Reino Unido, e, por isso, o país não precisaria fazer mudanças em suas arenas para se encaixarem nos padrões da Fifa caso sediasse a Copa do Mundo de 2030. Foi nisso que tocou Salman al-Khalifa, presidente da AFC (Confederação Asiática de Futebol) ao falar sobre a provável candidatura inglesa.

“Eu seria a favor da Inglaterra sediando a Copa de 2030 e tenho certeza que haveria um amplo apoio de outras confederações também, porque o país é muito bem equipado para receber um evento desse porte. Sou um grande fã do futebol inglês”, falou o cartola, que é torcedor do Manchester United, durante a última reunião do Conselho da Fifa em Zurique. “O aspecto mais crucial para a Inglaterra é que ela tenha apoio de sua própria confederação, para que seja a única candidata de 2030 da Uefa. Não faz sentido que a Inglaterra faça campanha para a Copa do Mundo – como no passado – enquanto o voto europeu estiver dividido. A Inglaterra deve chegar à mesa com toda a Europa atrás dela”.

O apoio vai para os ingleses porque os países asiáticos não podem lançar candidatura para a Copa de 2030, já que está decidido que o Catar vai receber o evento oito anos antes. Apesar de se falar muito da Inglaterra como competidora junto com o Uruguai e a Argentina, a pauta ainda não ganhou força na FA (Federação Inglesa), que está concentrada na sede da Euro de 2020. Depois disso, é provável que a possibilidade ganhe força. Aí, quem sabe os ingleses não se baseiem na Copa de 2026, que pode ser co-sediada. Isto é, se a saída do país da União Europeia não atrapalhar.

Foto de Nathalia Perez

Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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