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Portugal fica em 3° após um jogaço, em (mais uma) exibição gigante de Rui Patrício e Ochoa

Portugal queria mais na Copa das Confederações. Ainda assim, a Seleção das Quinas sai orgulhosa pela terceira colocação no torneio intercontinental, especialmente pela maneira como lutou neste domingo. Os lusitanos fizeram uma partida bastante aguerrida com o México na disputa pelo bronze, mesmo sem contar com Cristiano Ronaldo e poupando outros titulares. Jogaço surpreendente pela vontade de ambos, em ocasião que muitas vezes possui ares de amistoso. Não foi o que aconteceu em Moscou. Numa tarde cheia de chances de gol, expulsões, lances controversos e garra dos jogadores, os melhores em campo acabaram sendo os goleiros. Referências em suas seleções há anos, Guillermo Ochoa e Rui Patrício pegaram demais. Todavia, o herói da Euro 2016 prevaleceu, com a virada por 2 a 1, em confronto que se estendeu à prorrogação.

Melhor em campo durante o primeiro tempo, Portugal pressionou demais ao longo dos 25 minutos iniciais. Foi quando Ochoa apareceu pela primeira vez de maneira decisiva. O árbitro marcou pênalti a favor de Portugal e André Silva, que havia sofrido a falta, partiu para a cobrança. O novo atacante do Milan mandou a bola no cantinho, mas o arqueiro mexicano voou para desviar. Defesaça, que mantinha El Tri no páreo. A falta de pontaria também impedia os europeus de estabelecerem a vantagem.

O México passou a levar mais perigo apenas nos 20 minutos finais da primeira etapa. Foi quando encontrou outro paredão em Rui Patrício. O goleiro salvou uma bola quase em cima da linha, antes de operar um milagre em bomba de Chicharito Hernández. A vontade das duas equipes prevalecia, buscando o ataque. E assim continuou na volta para o segundo tempo. Diante da pressão inicial dos mexicanos, o camisa 1 português precisou se desdobrar. Pegou até quando Chicharito estava impedido.

Contudo, Rui Patrício errou no lance do gol que abriu o placar, aos oito minutos. O arqueiro não conseguiu bloquear o cruzamento de Chicharito na linha de fundo. A bola seguiu em direção à pequena área e, Luis Neto, numa infelicidade imensa, mandou contra o próprio patrimônio. Era necessário que Portugal reagisse. O problema era passar por Ochoa. Em uma cabeçada à queima-roupa de Gelson Martins, o paredão desviou com a ponta dos dedos. A insistência lusitana só daria resultado aos 46 do segundo tempo. Cruzamento de Ricardo Quaresma para Pepe, se aventurando no ataque, possibilitar o empate e a prorrogação.

No início do primeiro tempo extra, Rui Patrício fechou a porta para Hirving Lozano, novamente em cima da linha. Defesa fundamental para que seu time tomasse a vantagem 12 minutos depois, em pênalti que Adrien Silva converteu. Já no segundo tempo, Nelson Semedo e Raúl Jiménez deixaram as duas equipes com 10, ambos expulsos. Rui Patrício voltou a ser essencial, espalmando uma bomba de Héctor Herrera a três minutos do fim. E ainda sobrou tempo para muita reclamação dos mexicanos, diante de um pênalti que não teria sido marcado pelo árbitro.

Em papéis intermediários no cenário internacional, Portugal e México aproveitaram o jogo deste domingo como uma nova oportunidade de afirmação. Agradaram quem estava assistindo. Além disso, vários jogadores puderam mostrar serviço rumo à Copa do Mundo de 2018. Se toda a vontade demonstrada neste domingo prevalecer nestes próximos meses, a presença de ambas as seleções no Mundial será garantida.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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