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Portugal fez o papel de favorito que se esperava e evolui pensando na Copa 2018

Portugal leva muito a sério a Copa das Confederações e assim classificou-se para a semifinal com facilidade. Neste sábado, os lusos venceram a Nova Zelândia por 4 a 0, impondo a sua melhor organização e maior categoria diante de uma seleção ainda muito frágil. Portugal parece ser um time mais bem preparado até do que era na Eurocopa de 2016. Vai construindo um time mais forte.

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Contra a Nova Zelândia, os portugueses fizeram o placar com bastante facilidade, sem nem precisar jogar com o seu time mais forte.Cristiano Ronaldo ameaçou com uma cabeçada no travessão ainda no começo do jogo. Só que os neozelandeses ainda ajudaram cometendo um pênalti aos 32 minutos. Cristiano Ronaldo cobrou bem e marcou 1 a 0.

Aos 37 minutos, uma jogada rápida pela esquerda com Quaresma para Eliseu, que acabou em finalização de primeira de Bernardo Silva. No lance, o camisa 10 se machucou e acabou saindo no intervalo.

No segundo tempo, o time português seguiu martelando, mas sem precisar forçar muito e se desgastar. Os últimos dois gols do jogo vieram na reta final. Aos 35 minutos, André Silva, centroavante do Porto contratado pelo Milan para a próxima temporada, marcou um belo gol. Aos 46, Nani recebeu de André Silva, no mano a mano com o zagueiro, pedalou e chutou cruzado, de canhota, e marcou 4 a 0.

Portugal fica em primeiro lugar no Grupo A, com muita tranquilidade. Joga a semifinal em Kazan, na próxima quarta-feira, contra a seleção que ficar em segundo lugar no Grupo B – que tem tudo para ficar entre Alemanha e Chile. A final da Copa das Confederações é no próximo domingo, em São Petesburgo.

Pensando na Copa 2018, Portugal parece ter subido um degrau em relação ao time campeão da Eurocopa em 2016. O time ganhou alguns talentos, como André Silva e Bernardo Silva, e tem em Quaresma um jogador em ótima fase. João Moutinho, que nem sempre é titular, completou 100 jogos pela seleção e pode ser um jogador importante para a equipe.

Portugal não tem os talentos individuais de seleções como a França, a Espanha, Alemanha, Brasil ou Argentina, mas tem um coletivo forte e bons jogadores no elenco. A perspectiva para Copa 2018 é ótima, ainda que seja sempre necessário ter cuidado com o que se vê na Copa das Confederações. Ela não é prova de nada, mas pode ser um indicativo importante se bem aproveitado. O Brasil, em 2013, fez jogos bem sofríveis até a final contra a Espanha, esta sim, magnífica e que deixou uma ilusão do Brasil ser um time pronto. Portugal não pode cair na ilusão de três bons jogos nesta primeira fase. Resta saber como cada um desses jogadores tão importantes do time chegarão para a Copa nesta mesma Rússia, daqui a pouco menos de um ano.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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