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PES 2012: Konami promete mudanças

O próximo dia 27 está anotado na agenda dos fãs da bola virtual. É a data para a qual a Konami confirmou, oficialmente, o lançamento de Pro Evolution Soccer 2012, o novo jogo da franquia de futebol mais popular no Brasil. Desde o final de agosto, os mais ansiosos já podem conhecer melhor as novidades do game a partir do download da versão DEMO do jogo, e nesta semana, a Konami promete lançar uma segunda DEMO, com melhorias técnicas detectadas nas últimas semanas. E ao que parece, os japoneses observam com uma atenção cada vez maior o mercado daqui, a ponto de ter escolhido Neymar para estrelar, ao lado de Cristiano Ronaldo, a capa da versão que será lançada para as Américas.

O camisa 11 do Santos, inclusive, é uma das atrações àqueles que sempre pedem à Konami que olhasse para o Brasil. Tal qual PES 2011, o game terá a Copa Libertadores da América licenciada – e, por conseguinte, será possível disputar a competição no comando de um dos seis representantes do País no torneio: Santos, Corinthians, Fluminense, Cruzeiro, Internacional e Grêmio – quanto ao Tricolor Gaúcho, em contata com o departamento de marketing do clube para uma matéria publicada na revista Placar de agosto, a informação recebida foi de que o Grêmio não chegou a ser contatado pela Konami (embora a afirmativa dos japoneses é de que todos os brasileiros foram licenciados). A aguardar.

Enquanto isso, vamos nos atentar ao que muda em relação ao bom PES 2011. E no primeiro momento, é perceptível que PES 2012 parece bastante com seu antecessor. Os menus para escolha dos modos de jogo e das próprias equipes são basicamente os mesmos. Os gráficos também não sofreram alterações muito drásticas (talvez com exceção às torcidas, enfim com mais cara de torcida que antes). Alguns jogadores, até pela fama internacional que possuem (ou adquiriram), são visualmente muito bem feitos. Casos de Lionel Messi, garoto-propaganda da franquia até PES 2011, e até mesmo do “novato” Neymar. Já Paulo Henrique Ganso, não fosse a camisa 10 do Santos…

Mas o que mais interessa aos jogadores – sim, gráficos também interessam, mas hoje as diferenças sob essa ótica nos games de futebol são tão mínimas entre um (PES) e outro (FIFA) que as atenções a esses pontos reduziram significantemente de um tempo para cá – é mesmo a gameplay. E aí é onde a Konami trouxe as principais modificações. Principais, mas não exatamente claras como cristal. Talvez pela boa receptividade que PES 2011 obteve na aceitação pública e nas vendas – ainda que FIFA 11 tenha conseguido ir ainda melhor – a opção foi a de desenvolver mecanismos que tornassem a partida mais fluida, mas sem que isso alterasse muito a forma como o jogo era jogado.

Uma das novidades é a movimentação dos jogadores sem bola. Sabe a hora em que você se irrita efusivamente quando os companheiros não abrem pelos lados ou fazem diagonais para te propiciar uma diferente jogada ou ao menos para confundir os zagueiros? Esse era um dos “problemas” das jogabilidade de PES 2011 que a versão 2012 vem para corrigir, através de um mecanismo que poderá ser acionado manualmente. Uma das formas de isso ser desenvolvido é a partir da tecnologia Teammate Control, em que é possível comandar dois atletas ao mesmo tempo, acionando o sistema pelos botões analógicos. Em depoimentos à imprensa especializada, a Konami considera o Teammate Control como o marco de PES 2012 e do “novo momento” da franquia.

O que não significa, por sua vez, uma maior facilidade para se marcar gols, já que, segundo os responsáveis pelo game, a inteligência artificial da marcação (principalmente) zonal foi aprimorada. E de fato, ultrapassar os marcadores na individualidade não é mais um piquenique. Ao mesmo tempo, a promessa é de que o bug dos zagueiros – aquele que não importa se o atacante sob comando era Messi, Wayne Rooney ou o Souza, o defensor SEMPRE conseguia o desarme – receberá um ponto final. Promessa boa, é verdade, mas que precisará ser mais bem cumprida que a da evolução dos goleiros, que tal qual PES 2011, intercalam grandes defesas com bobeadas típicas do FIFA nos anos 90.

Sobre os times brasileiros, ainda é difícil fazer qualquer análise. Na primeira DEMO, pode-se escolher o Santos, enquanto na que será lançada em alguns dias, o representante do País será o Internacional. Mas não esperem níveis muito elevados dos santistas. Elano e Jonathan (!) são os dois melhores do Peixe (nível 80), seguidos de Ganso (79), Neymar (78) e Edu Dracena (77). Já jogadores como Arouca, Rafael e Danilo não chegam ao nível 70. Como se vê, tal qual em PES 2011, o currículo (e, de preferência, jogar na Europa, é decisivo para o atleta ter um rating de bom a razoável. Ainda que, convenhamos, nem aí Keirrison (67) se salvou… Ah, e a dobradinha Silvio Luiz-Mauro Beting está de volta na narração/comentário.

E quanto à database? Bom, PES 2012 segue com Libertadores, Liga dos Campeões e Liga Europa – e diferente do que se especulava, não virá com a Copa Sul-Americana. Dentre os campeonatos disponíveis, duas novidades. A primeira é que a Liga Espanhola estará completamente licenciada, como se dá com a Ligue 1 francesa. A outra é a introdução da Liga Portuguesa – contudo, uma liga bem esvaziada, já que somente Porto, Sporting e Benfica estão oficialmente licenciados. Os TREZE demais times – inclusive o Braga, que fora licenciado em PES 2010 e 2011 – estarão com as famosas alcunhas que ninguém identifica. Ou dá para identificar o “Nardincol” como o Nacional da Madeira?

Pelo discurso da Konami, pode-se inferir que Pro Evolution Soccer 2012 chega ao mercado ciente de que ainda não retomará o posto de referência internacional nos games de futebol. Além dos ainda poucos licenciamentos, os japoneses sabem que a franquia precisa apagar a imagem deixada na chegada à era next-gen – de que regrediu ao não saber utilizar as ferramentas que tinha a mão. Tanto que o bom retorno de PES 2011 levou os produtores somente a ajustar um produto que, enfim, deu certo. A ideia agora é que, com toques graduais, a franquia se restabeleça e fique em pé de igualdade mercadológica com FIFA sem que, para isso, precise querer igualar seu modus operandi ao da rival. Torcendo (claro) para que o game da EA não deslanche demais. O resultado efetivo do novo passo da Konami? Veremos a partir do dia 27.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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