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Os 10 melhores jogos do Mundial no Japão

1º – Real Madrid 2×1 Vasco

Data: 1º de dezembro de 1998
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 51.514 pagantes
Gols: Nasa (contra), aos 25’/1T, para o Real Madrid; Juninho Pernambucano, aos 11’/2T, para o Vasco; e Raúl, aos 38’/2T, para o Real Madrid.
Melhor jogador: Raúl (Real Madrid)

Real Madrid e Vasco fizeram partida em iguais condições em 1998. Enquanto os merengues contavam com Roberto Carlos, Raúl, Seedorf, Hierro e Redondo, o esquadrão vascaíno não deixava por menos, com Juninho, Felipe, Luizão e Mauro Galvão. Um cruz-maltino, no entanto, fez a diferença negativamente logo no primeiro tempo: após cruzamento de Roberto Carlos, Nasa colocou nas redes. Enquanto Carlos Germano segurava as pontas na defesa, Juninho empatou, cortando a marcação e colocando a bola no ângulo. Quando o Vasco estava mais próximo da virada, Seedorf descolou um lançamento magistral para Raúl, que deixou Vítor e Odvan vendidos e deu a vitória aos espanhóis.

2º – Nacional 2×2 PSV – nos pênaltis, Nacional 7×6

Data: 11 de dezembro de 1988
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 62 mil pagantes
Gols: Santiago Ostolaza, aos 7’/1T, para o Nacional; Romário, aos 30’/2T, para o PSV; Ronald Koeman, aos 5’/2T da prorrogação, para o PSV; e Santiago Ostolaza, aos 14’/2T da prorrogação, para o Nacional.
Melhor jogador: Santiago Ostolaza (Nacional)

Não foi a presença de Romário ou Ronald Koeman pelo PSV que intimidou o Nacional, do veterano Hugo De León. Os uruguaios chegaram ao primeiro tento logo aos sete minutos de jogo, com Ostolaza, e dominaram as ações até o intervalo. Somente na segunda etapa é que o time de Guus Hiddink acordaria para o jogo e chegaria à igualdade, em tento de Romário aproveitando falha após cobrança de lateral. Na prorrogação, os boeren viraram, em pênalti cobrado por Koeman e, já nos segundo finais, Ostolaza apareceu para anotar de cabeça. A emocionante série de pênaltis guardou dez batidas para cada time, mas os uruguaios prevaleceram com o goleiro Jorge Sere pegando nada menos que quatro cobranças.

3º – São Paulo 2×1 Barcelona

Data: 13 de dezembro de 1992
Local: estádio Nacional de Tóquio, no Japão
Público: 60 mil pagantes
Gols: Hristo Stoichkov, aos 12’/1T, para o Barcelona; Raí, aos 27’/1T e aos 32’/2T, para o São Paulo
Melhor jogador: Raí (São Paulo)

A final de 1992 guardou o embate entre as filosofias ofensivas de Johan Cruyff e o precursor de seu Dream Team do Barcelona, que contava com Guardiola, Stoichkov, Michael Laudrup e Ronald Koeman, contra o São Paulo de Telê Santana, Cafu, Zetti, Müller e Raí. Logo aos 12 minutos, Stoichkov acertou belo de fora da área, abrindo o placar. Depois de tomar o gol, os tricolores partiram para cima. A igualdade saiu 15 minutos depois, em bela jogada de Muller que Raí escorou para as redes. A partida contava com chances para os dois lados, em dia inspirado de Zetti e Zubizarreta. No entanto, a melhor preparação dos são-paulinos prevaleceu no segundo tempo e, com uma falta perfeita cobrada por Raí, os brasileiros chegaram à virada.

4º – Juventus 2×2 Argentinos Juniors – nos pênaltis, Juventus 4×2

Data: 8 de dezembro de 1985
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 62 mil pagantes
Gols: Carlos Ereros, aos 10’/2T, para o Argentinos Juniors; Michel Platini, aos 18’/2T, para a Juventus; José Antonio Castro, aos 30’/2T, para o Argentinos Juniors; e Michael Laudrup, aos 37’/2T, para a Juventus.
Melhor jogador: Michel Platini (Juventus)

Mesmo com Platini em grande forma, a Juventus suou para superar o Argentinos Juniors. Após surpreender na Libertadores, os sul-americanos tiveram domínio ao longo do primeiro tempo, apresentando um futebol envolvente. Logo após o intervalo, Ereros recebeu belo passe de Videla e tocou por cobertura, na saída de Tacconi, abrindo o marcador. Os bianconeri empataram em pênalti de Platini, mas a retomada da vantagem do Argentinos veio a 15 minutos do fim, em outro belo gol envolvendo Claudio Borghi e Castro. Platini apareceu pouco depois para deixar Michael Laudrup na cara do gol e somente nos pênaltis é que a Vecchia Signora buscou a taça.

5º – Boca Juniors 2×1 Real Madrid

Data: 28 de novembro de 2000
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 52.511 pagantes
Gol: Martín Palermo, aos 2’/1T e 5’/1T, para o Boca Juniors; e Roberto Carlos, aos 11’/1T, para o Real Madrid
Melhor jogador: Martín Palermo (Boca Juniors)

Se o Real Madrid começava a forjar o time dos galácticos em 2000, com Figo, Casillas, Roberto Carlos e Raúl em campo, o Boca Juniors não deixava por menos. Quem começou fazendo a diferença no elenco estelar de Carlos Bianchi foi Martín Palermo, completando cruzamento de Marcelo Delgado. Três minutos depois, Riquelme acertou um lançamento primoroso ainda do campo de defesa, deixando Palermo na cara de Casillas para ampliar. Aos 11 minutos, Roberto Carlos diminuiu, em pancada na diagonal da área. O brasileiro ainda acertou uma bola na trave, enquanto Casillas fazia milagres do outro lado do campo. A partir do segundo tempo, os merengues tentaram recuperar o tempo perdido pressionando bastante, mas já era tarde para a reação.

6º – Grêmio 2×1 Hamburg

Data: 11 de dezembro de 1983
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 62 mil pagantes
Gols: Renato Gaúcho aos 37’/1T, para o Grêmio; Michael Schröder aos 40’/2T, para o Hamburg e Renato Gaúcho aos 3’/1T da prorrogação, para o Grêmio.
Melhor jogador: Renato Gaúcho (Grêmio)

O Hamburg chegou ao Japão fazendo pouco caso do Grêmio, dizendo desconhecer os jogadores do time brasileiro. Mas os tricolores não apenas tinham uma equipe forte, como a haviam reforçado especialmente para o Mundial e tinham Renato Gaúcho em tarde inspiradíssima. O primeiro gol gremista mostrou como o ponta-direita estava imarcável. Ele recebeu perto do meio-campo. Avançou até a linha de fundo. Ameaçou cruzar, mas cortou o zagueiro. Ameaçou cruzar de novo, mas cortou o mesmo zagueiro de novo. Ficou sem ângulo, mas chutou mesmo assim. A bola passou entre o goleiro e a trave. O título já estava próximo quando o Hamburg empatou, a cinco minutos do fim. Mas, logo no início da prorrogação, Renato novamente colocou o Grêmio em vantagem, aproveitando passe de cabeça de Tarciso. O HSV ainda tentou o empate, mas ficou sem forças no segundo tempo da prorrogação.

7º – São Paulo 3×2 Milan

Data: 12 de dezembro de 1993
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 52.275 pagantes
Gol: Palhinha, aos 19’/1T, para o São Paulo; Daniele Massaro, aos 3’/2T, para o Milan; Toninho Cerezo, aos 14’/2T, para o Milan; Jean-Pierre Papin, aos 36’/2T, para o Milan; e Müller, aos 43’/2T, para o São Paulo.
Melhor jogador: Toninho Cerezo (São Paulo)

Após a Libertadores de 1993, Raí foi vendido ao Paris Saint-Germain. O São Paulo sentiu a perda de seu líder e não era mais o time tão forte e confiante, mas quem contratou Leonardo para o meio-campo e ainda tinha Palhinha e Toninho Cerezo não podia reclamar. O Milan de Fabio Capello não encantava como o de Arrigo Sacchi alguns anos antes, mas era igualmente competitivo. Na partida, os milanistas mostraram seu jogo de domínio territorial, mas não conseguiam conter os avanços esporádicos e fatais dos são-paulinos e tinham sempre de correr atrás do empate. Quando Papin fez o 2 a 2 a menos de dez minutos do fim, parecia que haveria prorrogação. Até Müller aproveitar uma falha de Rossi e, de calcanhar, dar o bicampeonato ao Tricolor a dois minutos do final.

8º – Manchester United 1×0 Palmeiras

Data: 30 de novembro de 1999
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 53.372 pagantes
Gol: Roy Keane, aos 35’/1T, para o Manchester United
Melhor jogador: Ryan Giggs (Manchester United)

Foi a última vez que um time brasileiro enfrentou um europeu de igual para igual. E quase deu certo. A grande preocupação do Palmeiras eram as jogadas de Beckham pela direita. Junior ficou em cima do inglês, que teve atuação apagada. Assim, Alex e Paulo Nunes comandaram os alviverdes, que criaram várias oportunidades. Mas o time de Felipão não contava com duas figuras dos Red Devils: o meia esquerda Giggs e o goleiro Bosnich. O galês foi o destaque da partida com dribles e jogadas insinuantes pela esquerda. De seus pés saíram o cruzamento para Roy Keane fazer o único gol da partida (em falha de Marcos). O goleiro australiano também foi importante para segurar o ataque palmeirense durante os 90 minutos.

9º – Flamengo 3×0 Liverpool

Data: 13 de dezembro de 1981
Local: estádio Nacional de Tóquio
Público: 62 mil pagantes
Gol: Nunes, aos 12’/1T, para o Flamengo; Adílio, aos 34’/1T, para o Flamengo; e Nunes, aos 41’/1T, para o Flamengo
Melhor jogador: Zico (Flamengo)

A primeira vitória de um brasileiro no Japão apresentou ao restante do planeta a geração de Zico no Flamengo. O Liverpool não levou tão a sério os rubro-negros e acabaram tomando um baile em Tóquio. Nem mesmo o fato de ter vencido a decisão do Campeonato Carioca sobre o Vasco sete dias antes atrapalhou os brasileiros, que abriu o caminho com um gol de Nunes, após assistência de Zico. O camisa 10 ainda cobraria a falta que Bruce Grobbelaar rebateu e originou o tento de Adílio. E, antes do fim do primeiro tempo, o Galinho ainda acharia Nunes em outro lançamento preciso, fechando o placar. Após o intervalo, o Liverpool viu sua tentativa de reação desaparecer diante da solidez defensiva e do controle de jogo flamenguista.

10º – Manchester United 5×3 Gamba Osaka

Data: 18 de dezembro de 2008
Local: estádio Internacional de Yokohama
Público: 67.618 espectadores
Gols: Nemanja Vidic, aos 28’/1T, para o Manchester United; Cristiano Ronaldo, aos 46’/1T, para o Manchester United; Masato Yamazaki, aos 29’/2T, para o Gamba Osaka; Wayne Rooney, aos 30’/2T e aos 35’/2T, para o Manchester United; Darren Fletcher, aos 34’/2T, para o Manchester United; Yasuhito Endo, aos 40’/2T, para o Gamba Osaka; e Hideo Hashimoto, aos 46’/2T, para o Gamba Osaka.

A partida com mais gols da história dos mundiais se desenhava para uma vitória fácil dos campeões europeus ao final do primeiro tempo. O United exerceu sua condição de favorito e alcançou dois gols em lances originados após cobranças de escanteio. A segunda etapa, porém, reavivou os japoneses. Após muito incomodarem Van Der Sar, o primeiro gol saiu aos 29 minutos. Rooney, duas vezes, e Carrick abriram a diferença. Ainda assim, os campeões asiáticos seguiram lutando e, nos minutos finais, evitaram a goleada com tentos de Endo e Hashimoto. E se os gols não valeram para classificar o Gamba para a final, ao menos impulsionou o time para bater o Pachuca na decisão do terceiro lugar.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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