Obrigado por nada, Leandrinho
Final de jogo, 40 e poucos segundos, o Brasil perde por nove pontos e Leandrinho vai ao ataque. E perde a bola. Permite que lhe roubem a bola. A Argentina fez 11 de diferença e aí, nos dois ataques seguintes Leandrinho faz duas cestas de três pontos. Parabéns. O Scola que teve quatro arremessos e perdeu todos, agradece.
É um desabafo. Ver o jogador mais badalado errar feio é demais. Ainda mais em um jogo como esse. Mas é hora de esfriar a cabeça e lembrar que o Brasil fez uma boa competição. Depois de 16 anos fora, sai da Olimpíada com cinco vitórias, duas derrotas e nenhuma mácula. Nenhuma suspeita de entragar o jogo.
Além disso, mostrou Marcelinho Huertas uma vez mais. Que jogador espetacular. Fez 22 pontos e conseguiu cinco assistências. Além disso, o Brasil perdeu para um time que ganhou uma medalha de ouro e outra de bronze nas últimas Olimpíadas. Tem jogadores de alto nível – Ginóbili tem dois aneis da NBA – que estão acostumados e sabem definir um jogo. Quando o Brasil, no último quarto, diminuiu a diferença de 10 para dois pontos, souberam reagir.
Os argentinos são muito aguerridos na luta pelo rebote. Podem não ganhar de primeira, mas tocam na bola e tentam novamente. Conseguiram 38 rebotes contra 35 do Brasil. E, detalhe, seu maior jogador é Scola, com 2m06. Gutierrez tem 2m04. Leiva tem 2m10 mas não joga. E o Brasil tem Splitter (2m10), Nenê (2m11) e Varejão (2m08).
Comparemos então. Ginobili (1m96) pegou OITO rebotes. Delfino (1m98) pegou SETE rebotes e Nocioni (2m02) pegou SEIS rebotes. Apenas Nene, com DOZE rebotes foi superior a eles.
Agora, é tocar em frente. A volta à elite poderia ter sido melhor. Não sei. Só sei que foi digna. Muito digna.



