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Presidente da Wada: “O futebol não faz testes antidoping o suficiente”

Presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), John Fahey questionou as medidas adotadas pelo futebol para combater o uso de substâncias ilícitas. O dirigente afirmou que a Fifa e as federações nacionais poderiam se comprometer mais com a questão, adotando métodos rígidos de controle.

“Eu simplesmente digo isso sobre o futebol – eles não estão fazendo testes suficientes. Eles podem fazer mais e nós encorajamos a isso. Qualquer que seja o esporte, em qualquer parte do mundo, mais pode ser feito. Eu vi alguns exemplos recentemente, como no tênis, onde jogadores disseram que não estavam sendo testados regularmente”, disse Fahey.

Além disso, o presidente da Wada apontou o caminho para melhorar o combate ao doping: “É preciso usar a inteligência. Embora o teste seja um bom método e possa ser efetivo para identificar os casos de doping, eu diria que o passaporte biológico do atleta é uma ferramenta mais eficaz. Por que o futebol não está usando isso?”.

Nas últimas semanas, Iñaki Badiola, ex-presidente da Real Sociedad, denunciou um esquema de compra de substâncias ilícitas pelo clube entre 2002 e 2008. Quem também se manifestou sobre a questão recentemente foi Arsène Wenger, afirmando que os controles atuais não são suficientemente estritos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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