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Não se engane: Japão ficou abaixo do que pode render

O Japão ficou abaixo do que poderia render contra o Brasil, segundo o técnico Alberto Zaccheroni. O time foi vencido por 3 a 0 e viu o desempenho cair muito, especialmente pelo lado físico, no segundo tempo da partida. Perto do que o time vinha apresentando, a equipe ficou longe do esperado.

“Não fomos capazes de mostrar nossas habilidades. Nós mostramos apenas 50% do que podemos fazer”, declarou o treinador depois do jogo com o Brasil, neste sábado. “O Brasil foi muito inteligente e jogou o seu estilo emocional em campo”, continuou.

O Japão está longe de ser uma seleção de ponta, mas consegue complicar para times mais fortes quando joga bem. Além disso, é uma força no continente asiático, tanto que garantiu a classificação para a Copa do Mundo com antecedência. O time tem 17 pontos em oito jogos no grupo B e não será alcançado por ninguém, mesmo tendo um jogo a mais na classificação. Nem mesmo a Austrália, outro dos times fortes que jogam as Eliminatórias da Ásia, foi páreo para o Japão.

É preciso lembrar também que o Japão jogou na terça-feira no Catar contra o Iraque antes de chegar para a Copa das Confederações, no sábado. Além da viagem longa, o time tem que se adaptar a um fuso horário completamente diferente – são seis horas do Catar para o Brasil. Do Japão, são 11 horas. Esse é um fator a ser considerado para o enorme cansaço dos japoneses no segundo tempo.

Até por isso, o resultado ruim na estreia não desanima Zaccheroni. “Nós temos tempo para pensar na próxima partida. Nós temos que nos recuperar e nos preparar para isso”, disse. Na segunda rodada, o Japão enfrentará a Itália. O Brasil enfrentará o México.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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