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Não satisfeito em ser multicampeão de pebolim, esse cara quase venceu o Mundial de Pôquer

Billy Pappas foi a grande surpresa do November Nine, última etapa da World Series of Poker. Nela, nove dos mais de 6600 participantes iniciais disputam o prêmio de US$ 10 milhões, dado ao primeiro colocado. O americano, de 29 anos, foi eliminado na manhã desta terça-feira, ficando no quinto lugar geral da principal competição de pôquer do mundo. O que há de impressionante então na campanha de Pappas? O fato de, além de ser um baita jogador de pôquer, ser também um dos melhores jogadores de pebolim (totó, dependendo da região do Brasil) do mundo.

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Pappas começou a competir sério no pebolim bem cedo. Com apenas 12 anos, já participava de torneios importantes. Nos últimos anos, viveu da atividade, ganhando milhares de dólares em competições, mas queria algum desafio novo. “Costumava jogar pebolim por sobrevivência, aí tentei ter mais contato com o pôquer”, revelou ele, em declaração publicada pelo Poker Listings.

Com múltiplos títulos nos últimos anos nas competições mais importantes de pebolim pelo mundo, Billy Pappas percebeu que poderia adaptar algumas habilidades que conseguiu no jogo para o pôquer, como a leitura dos oponentes e a resistência para ficar por horas a fio, em uma competição de paciência. Claramente, apenas isso não é suficiente para um desempenho como o que ele teve. Talvez a explicação seja que ele simplesmente leva muito jeito para os “jogos mundiais de boteco”.

Apesar do novo interesse pelo pôquer, nem mesmo a boa campanha e a grande premiação de mais de US$ 2,1 milhões na World Series o afastará do pebolim. Pappas já avisou que, em duas semanas, estará na Alemanha para mais um campeonato do tradicional jogo de mesa inspirado no futebol. Entre um e outro torneio de pebolim, quem sabe ele não descobre sua aptidão para a sinuca ou arremesso de dardos?

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).
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