Nada de nuvens negras. O raio caiu pela segunda vez no mesmo lugar

O telão no estádio mostrava o húngaro Kristizian Pars quase se matando para conseguir um grande lançamento do martelo mas ninguém via. Talvez até os húngaros, no sofá de casa, lá em Budapeste, devem ter pensado “isso é hora de ver martelo”?
Oficialmente ainda era. Faltavam cinco minutos para que os oito homens negros, representando quatro paises discutirem em menos de 10 segundos quem seria o mais rápido. Eram oito, mas todos os 160 mil olhos se voltavam para ele, Usain Bolt, que tentava o bicampeonato olímpico.
Nas eliminatórias, poucas horas antes, ele correu em 9s87, o terceiro tempo, mas todos perceberam como ele desacelerou, como olhou três vezes para o lado na reta final. A discussão era qual o tempo “verdadeiro” de Bolt, já que aquele marcado ali era um despiste.
O verdadeiro foi 9s63, novo recorde olímpico, superando sua marca de Pequim-2008. Foi em um estilo um pouco diferente. Melhorou a largada, que não é seu forte. Mesmo assim, saiu um pouco atrás, alcançou oa ponta nos 30 metros, acelerou até os 70m e correu para o abraço. Bolt sempre dá a impressão de ser o mais rápido. E é. Seu melhor tempo, o recorde mundial é de 9s59, em 2009. O segundo, foi o de hoje. O terceiro, foi na Olimpíada de Pequim.
Prova ganha, ele fez a festa de todos que torciam por ele. Com a bandeira nas costas, deu a volta olímpica, com acanhado Blake ao lado. Soltou o raio várias vezes. Ouviu seu nome gritado como sempre e como nunca.
Bolt é o rei. E ainda tem os 200m e o revezamento 4 x 100m. Sorte nossa.



