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México aceita a derrota e agora deve procurar algo maior

O México dificilmente ofereceria alguma ameaça ao Brasil no jogo de hoje. E isso diz muito sobre a sua verdadeira missão no momento: superar suas próprias limitações e garantir presença no Mundial de 2014.

Com o 2 a 0 para o Brasil e a postura acuada dos mexicanos em campo, ficou claro que essa Copa das Confederações não importa muito para Chicharito e seus companheiros (nem deveria). Na iminência de perder a segunda partida no torneio, o México desistiu de focar suas energias numa causa perdida. Há muito mais o que se preocupar e esse sinal de alerta tem nome: Copa do Mundo.

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Na terceira colocação das Eliminatórias da América Central, o México tem apenas 8 pontos, atrás dos 11 da Costa Rica e os 13 dos Estados Unidos. Apenas três se classificam de forma direta para a Copa de 2014 e a equipe de José Manuel La Torre tem sérios motivos para temer ficar de fora dessa zona.

Com a péssima campanha de uma vitória e cinco empates, La Tri está sendo fortemente contestada pela imprensa local. Após a derrota para o Brasil nesta quarta-feira, se falava em uma linha tênue entre o decente e a derrota. A questão é que as várias atuações abaixo da média e do potencial desse elenco levantaram uma grande dúvida na cabeça do torcedor mexicano: se chegar até a Copa, qual será o papel da seleção?

A chance de encarar uma repescagem intercontinental não é tão remota, mas o adversário não mete medo. A Nova Zelândia de forma alguma deve intimidar o México num caso emergencial. Enquanto Panamá e Honduras rondam os modestos oito pontos tricolores nas Eliminatórias, o tempo vai correndo. E ele não está sendo muito complacente com o deserto de ideias dos meninos de La Torre, que aliás deve ser demitido em breve do cargo de técnico.

Renovada e ainda com alguns elementos que estiveram nas últimas Copas, a seleção mexicana está na sua pior forma em muito tempo.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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