Mundo

Londres abraça os Jogos e esconde os mascotes

Símbolos gráficos inesquecíveis são símbolos simples. Não precisam de explicação. A cruz dos católicos, por exemplo. Duas linhas que se cruzam. Apenas isso. E quem vê, sabe do que se trata. A estrela de Davi não é tão simples, mas não é complicada. Há muitos exemplos.

O mesmo vale para mascote de competição esportiva. Qualquer pesquisa envolvendo pessoas com mais de 40 anos dará muitos votos a Misha, o ursinho da União Soviética, que derramou uma lagrima lá no distante ano de 1980, na despedida dos jogos. Um painel pioneiro, corriqueiro hoje em dia.

Misha seria mais lembrado mesmo aqui em Londres, a dois dias do inicio dos Jogos. Ganha fácil na comparação com esses mascotes cabeçudos e de olho grande, sem nenhum charme, sem nenhuma simplicidade e, podem ter certeza, sem nenhuma memorização. Ou recall, como gostam de dizer os marqueteiros.

O desejo de complicar criou minhocas na cabeça de mandatários de países árabes, que protestaram por ver, de maneira estilizada, a palavra Sion em um dos símbolos da Olimpíada. Coisa de que não tem o que fazer.

Londres está tomada pela Olimpíada, mas seus mascotes levaram um chega para lá. Estão nos ônibus, estão nos postes, mas de uma maneira pouco ostensiva. Há muito mais cartazes nos postes com fotos de atletas do Reino Unido (Paula Radcliff, atleta GB), por exemplo, do que a “genial” criação de alguém que teve sua conta bancaria engodada por conta da Olimpíada.

São dez mil atletas e 25 mil jornalistas. Quase três pessoas por cada atleta. Prontos para contar, escrever, narrar, tuitar, cantar, blogar as conquistas olímpicas. A comunicação aumenta e se aprimora a cada competição. Na primeira que fiz, em 1991, usei telex. Sou mesmo um dinossauro.

E Ney Craveiro, como fazia? Que método usava? Possivelmente ficava louco levando fotos no aeroporto, pedindo para algum brasileiro as entregar no aeroporto de São Paulo. Ney era repórter do Estadão e foi com ele que acompanhei ídolos como Nelson Prudêncio, Chiaki Ishii, João do Pulo e outros. Hoje, em minha primeira Olimpíada, espero usar toda a tecnologia e fazer o que Ney Craveiro fazia com amor e coração. A partir de hoje, sou um Ney Craveiro a vosso dispor.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo