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Lewandowski desbanca Messi e leva o Prêmio The Best; Putellas completa coleção de troféus individuais em 2021

Depois da escolha de Messi na Bola de Ouro, Lewandowski se deu melhor no júri da Fifa e emendou o segundo The Best consecutivo

A Bola de Ouro entregue a Lionel Messi gerou discussão em 2021, quando muita gente acreditava que Robert Lewandowski merecia o prêmio. Porém, o polonês não termina de mãos abanando. Nesta segunda-feira, pelo segundo ano consecutivo, Lewy recebeu o troféu The Best, entregue pela Fifa. A escolha do atacante do Bayern de Munique aconteceu graças ao júri formado por jornalistas, capitães das seleções e treinadores das seleções, bem como por uma porcentagem redirecionada do voto popular.

Lewandowski não teve um 2021 tão vitorioso quanto 2020, mas quebrou o recorde de gols da Bundesliga e manteve um nível até mais alto na hora de balançar as redes. Pesa um “senso de justiça”, que se repetiu diferentes vezes ao longo da cerimônia da Fifa no Prêmio The Best. Boa parte das condecorações divergiram em relação aos eleitos pela France Football. Lewy concorria pelo The Best com Messi e Mohamed Salah.

Já o prêmio de melhor jogadora do mundo, como esperado, foi para Alexia Putellas. A espanhola concorria com Sam Kerr e Jennifer Hermoso. A jogadora do Barcelona dominou as principais premiações individuais do ano, levando os troféus da Uefa e da France Football. Tornou-se a única em 2021 a unificar o “triplo cinturão”, ao ser escolhida também pelo júri da Fifa.

A Fifa dedicou prêmios especiais a uma lenda do futebol masculino e a outra do feminino. Christine Sinclair e Cristiano Ronaldo quebraram os recordes de gols por seleções nacionais e, por isso, ambos ganharam um troféu. O camisa 7 esteve presente na cerimônia em Zurique, num troféu entregue mesmo depois do anúncio de Lewandowski.

O Chelsea dominou os prêmios entregues aos melhores treinadores. Thomas Tuchel e Emma Hayes acabaram escolhidos tanto no masculino quanto no feminino. Os Blues também levaram o troféu de melhor goleiro, numa grata surpresa. Édouard Mendy teve reconhecido seu trabalho excepcional na meta dos Blues e desbancou Gianluigi Donnarumma, ganhador da France Football. Já entre as mulheres, a escolhida foi Christiane Endler, outra vencedora inédita, dona de um nível excepcional no Lyon.

Erik Lamela ganhou o Prêmio Puskás, por seu golaço contra o Arsenal, quando vestia a camisa do Tottenham. O Prêmio Fair Play ficou com a seleção dinamarquesa, pelo apoio oferecido a Christian Eriksen durante o colapso na Eurocopa. Já o Fifa Fan Award ficou com os torcedores de Dinamarca e Finlândia, exatamente pela maneira como se portaram diante do incidente com Eriksen.

As seleções do ano é que causaram mais controvérsia, em eleição feita entre os jogadores profissionais filiados à FIFPro. No time ideal do futebol feminino, alguns nomes escolhidos pareceram reconhecer mais o passado que o presente. Nenhuma das três finalistas do The Best apareceram. Marta esteve na escalação, como única representante brasileira. Já no masculino, foi adotada uma bizarra formação 3-3-4. Nenhum lateral apareceu. Mendy perdeu como goleiro para Donnarumma e Salah foi ausência no ataque.

Melhor jogador: Robert Lewandowski (Bayern / Polônia)
Melhor jogadora:
Alexia Putellas (Barcelona / Espanha)
Prêmio especial do futebol masculino:
Cristiano Ronaldo (Manchester United / Portugal)
Prêmio especial do futebol feminino:
 Christine Sinclair (Portland Thorns / Canadá)
Melhor treinador: Thomas Tuchel (Chelsea)
Melhor treinadora: Emma Hayes (Chelsea)
Melhor goleiro: Édouard Mendy (Chelsea / Senegal)
Melhor goleira: Christiane Endler (Lyon / Chile)
Prêmio Puskás: Erik Lamela (então no Tottenham, contra o Arsenal)
Prêmio Fair Play: Seleção dinamarquesa
Fifa Fan Award: Torcedores de Dinamarca e Finlândia

Seleção feminina do ano: Christiane Endler, Lucy Bronze, Wendie Renard, Millie Bright, Magdalena Eriksson; Estefanía Banini, Carli Lloyd, Barbara Bonansea; Vivianne Miedema, Marta, Alex Morgan.
Seleção masculina do ano: Gianluigi Donnarumma, Rúben Dias, Leonardo Bonucci, David Alaba; Jorginho, N’Golo Kanté, Kevin de Bruyne; Cristiano Ronaldo, Erling Haaland, Robert Lewandowski, Lionel Messi.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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