A Fifa realizou nesta quinta-feira sua cerimônia de gala ao . Por conta da pandemia, o evento aconteceu à distância, apenas com os apresentadores no palco e os candidatos às condecorações presentes somente em conferência de vídeo. Ruud Gullit comandou o evento, que confirmou como o melhor jogador de 2020. O polonês era o favorito para desbancar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, diante do desempenho fantástico com a camisa do Bayern de Munique. Ao lado de Luka Modric, tornou-se o segundo jogador a quebrar o duopólio dos dois gênios na premiação desde 2008. Lewa fez 52 pontos finais na votação de 2020, contra 38 de Ronaldo e 35 de Messi – confira os números abaixo.

A escolha do The Best divide seus pontos finais entre quatro “colégios eleitorais”: treinadores das seleções, técnicos das seleções, representantes da imprensa e voto popular. A maior margem de vantagem a Lewandowski aconteceu na imprensa, com 807 pontos, contra 153 de Cristiano Ronaldo e 103 de Messi. O centroavante também foi o mais votado entre capitães e técnicos, mas com números menores – 631 pontos entre os jogadores e 554 entre os treinadores. Também recebeu mais pontos entre os torcedores. Cristiano Ronaldo foi o segundo entre capitães e jornalistas, só atrás de Messi segundo os técnicos. Já Neymar foi o segundo no voto popular, mas ficou em último entre os jornalistas, além de penúltimo com capitães e técnicos.

, por sua vez, foi escolhida como melhor jogadora de 2020. A lateral inglesa competia pelo prêmio com a dinamarquesa Pernille Harder e com a francesa Wendie Renard. Bronze surpreendeu em sua vitória, considerando a força das concorrentes. Foram 52 pontos válidos à camisa 2, contra 40 de Harder e 35 de Renard. A defensora também ganhou nos quatro colégios eleitorais, com a diferença mais apertada entre os jornalistas – foram 268 pontos na categoria, contra 258 de Harder. Bronze iniciou o ano vestindo a camisa do . Empilhou títulos com o clube, faturando a Champions e o Francês pelo terceiro ano consecutivo desde sua chegada à França. A defensora decidiu retornar ao Manchester City em setembro, onde teve uma passagem de sucesso antes da mudança ao Lyon.

Entre os técnicos, desbancou Hansi Flick e levou o prêmio pelo segundo ano consecutivo. Curiosamente, ambos fizeram 24 pontos válidos, mas o técnico do Liverpool foi o escolhido por ser mais votado entre os treinadores de seleções nacionais – o critério de desempate determinado pela Fifa. Flick conseguiu ser o mais votado entre os membros da imprensa e na votação popular. Já a melhor treinadora foi , que dirige a seleção holandesa e não teve competições significativas em 2020. Jean-Luc Vasseur, comandante do Lyon, ficou em segundo na pontuação final e foi o mais votado pela imprensa.

O Bayern levou mais um troféu na categoria de melhor goleiro, com Neuer favoritíssimo na disputa com Jan Oblak e Alisson. O alemão dominou os quatro colégios eleitorais, com mais votos também entre os membros da imprensa. Entre as goleiras, melhor também à ganhadora da Champions, com a francesa Sarah Bouhaddi escolhida após ser campeã com o Lyon. Christiane Endler ficou na segunda posição, mas perdeu por pouco. A chilena do Paris Saint-Germain terminou como mais votada entre os capitães das seleções e na escolha popular – embora tenha sido a terceira entre os técnicos das seleções, atrás de Alyssa Naeher.

A seleção masculina da FIFPro, que sempre costuma causar polêmica, teve escolhas justas em quase todas as posições. Quase porque o maior absurdo aconteceu no gol: mesmo apontado como melhor goleiro, não foi o escolhido ao 11 ideal. A escalação foi: Alisson, Trent Alexander-Arnold, Virgil van Dijk, Sergio Ramos, Alphonso Davies; Joshua Kimmich, Kevin de Bruyne, Thiago Alcântara; Lionel Messi, Robert Lewandowski, Cristiano Ronaldo. Vale lembrar que os votos são feitos por jogadores profissionais filiados em todo o mundo.

Curiosamente, o time feminino da FIFPro também teve divergências em relação ao The Best. Christiane Endler terminou como melhor goleira à frente de Sarah Bouhaddi. A equipe contou com: Christiane Endler, Lucy Bronze, Wendie Renard, Millie Bright; Delphine Cascarino, Barbara Bonansea, Verónica Boquete; Megan Rapinoe, Pernille Harder, Vivianne Miedema, Tobin Heath. A própria Megan Rapinoe criticou sua escolha, sem jogar desde março.

Son Heung-min acabou superando De Arrascaeta e Luis Suárez para ganhar o Prêmio Puskás, com seu golaço diante do Burnley. O meia do Flamengo conseguiu à frente de Son no voto popular, mas foi o terceiro conforme o júri especializado. Por fim, o Fifa Fan Award (dedicado a ações solidárias ao redor do esporte) ficou para o Brasil. O escolhido foi o pernambucano Marivaldo Francisco da Silva, que caminha por mais de 60 quilômetros para ver as partidas do Sport. É o segundo ano consecutivo que o Brasil fatura tal categoria. Em 2019, os escolhidos foram Silvia Grecco e o filho Nickollas, torcedores do Palmeiras – com a mãe dando um exemplo de inclusão ao narrar os jogos para o menino cego e autista.