Justiça suíça obriga Fifa a revelar documentos da ISL

A Suprema Corte do estado de Zug, na Suíça, ordenou que a Fifa revele os documentos sobre o controverso caso da ISL, empresa suíça de marketing esportivo que faliu e tinha diversos negócios com a entidade, entre eles os direitos de televisão da Copa do Mundo.
O órgão máximo do futebol mundial planejava soltar essa informação na reunião do comitê executivo em uma reunião no Japão no dia 17 de dezembro, mas uma ação legal de uma terceira parte envolvida no escândalo forçou a decisão a ser adiada por tempo indeterminado.
De acordo com a rede inglesa BBC, os documentos mostram que o ex-presidente da Fifa, João Havelange, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, receberão milhões de dólares em suborno para que a ISL recebesse os direitos de transmissão da Copa do Mundo.
Os dois teriam admitido terem recebido propinas diante da justiça suíça e devolveram o dinheiro na condição que suas identidades permanecessem anônimas. A denúncia foi feita no programa Panorama, do jornalista escocês Andrew Jennings.
Segundo o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o tribunal de Zug o inocentou de qualquer ato ilegal, mas os arquivos poderiam mostrar subornos sendo pagos para pessoas do alto escalão da Fifa.
A Fifa tem 30 dias para recorrer da decisão da Suprema Corte da Suíça, localizada em Lausanne.



