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Judoca mais pesado do mundo promete regime

Ricardo Blas Jr já anotou em sua agenda. Na segunda-feira começa um forte regime. “É só terminar o torneio que eu vou começar a perder peso”, diz, por telefone, o judoca de 218 quilos, da ilha de Guam, que tem população de 160 mil habitantes.

Mas o torneio de judô termina na sexta-feira, por que esperar então a segunda para fechar a boca? “E que no final de semana eu gosto de um churrasco no estilo brasileiro, vou procurar por aqui”, diz o mais conhecido dos oito atletas de Guam presentes à Olimpíada.

Blas tem dois apelidos: “The Rock” (a Rocha) e The Little Monster (o pequeno monstro) e gosta dos dois. “O povo me chama assim porque tem carinho por mim. Minha família sempre foi de esporte, meu pai disputou a Olimpíada de Seul em 1988”

Apesar da promessa de regime, ele não se sente incomodado com o peso. “Eu sou como eu sou, um cara alegre. Não gosto de café da manhã e no almoço eu como tudo o que estiver na mesa, muita carne, muito frango, muita proteína. Mas agora preciso mesmo perder um pouco de peso. Em Pequim, eu estava mais magro”. Pesava 180 quilos.

Blas tem obitido alguns bons resultados. Em 2010 foi sétimo no campeonato da Oceania. Em 2012, foi quinto. Conseguiu ser terceiro em uma Copa do Mundo em Miami. “Foi o dia mais feliz da minha vida”, diz. “Estou animado para conseguir uma medalha, mas primeiro é importante estrear com vitória.”

Não deve ser difícil. Seu adversário será Keita Facinet, de 1,77m e 135 quilos, que teve a honra de ser porta-bandeira de Guiné na cerimônia de abertura. Facinet é apenas o 149º no ranking olímpico, com dois pontos. O que significa que não tem participação em competições fora de seu país. Está nos Jogos por atender o sistema de cotas.

Blas também, mas tem melhor ranking. É o 74º do ranking, com 52 pontos. Melhor do que eles estão os três brasileiros, além de Rafael Silva, o classificado para os jogos. O francês Teddy Riner, líder do ranking, tem 1540 pontos.

Blas não se importa com tantos números. “Eu gosto de competir. Além de judô, eu pratico futebol americano. O ambiente olímpico é muito bom. Tenho 25 anos e irei para o Rio em 2016. Eu amo esse país. Gente alegre, mulheres bonitas, boa música e ótimos jogadores de futebol”.

E churrascaria, é lógico.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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