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International Board estuda uma série de medidas para aumentar o tempo de bola rolando

A Fifa atravessou uma semana importante, de decisões e planejamentos. E as próprias recomendações da International Board (IFAB), a entidade que conduz as regras do jogo, devem caminhar em uma direção mais contundente para evitar o desperdício de tempo nas partidas. As informações foram publicadas pelo The Times, periódico da Inglaterra, e garantem que a organização pode apresentar diversas novas medidas para rever a questão. Inclusive, proibir as substituições feitas nos minutos finais apenas para correr o relógio.

Segundo o Times, os estudos da Fifa são baseados nas estatísticas. O incômodo com o tempo em que a bola fica parada é evidente e, durante a Copa do Mundo, uma medida para combater isso foram os generosos acréscimos distribuídos ao longo do torneio. No último ano, a IFAB já havia discutido a possibilidade de deixar outra pessoa que não o árbitro como responsável pela administração do relógio ou mesmo abolir os 90 minutos para 60 de bola rolando, com interrupções durante as paradas – com o rúgbi, mais uma vez, servindo de parâmetro.

Sem um grande apoio à medida, a International Board passou a enveredar por novas possibilidades. E a mais radical é a de abolir as alterações depois dos 45 do segundo tempo. Conforme um estudo feito pela entidade, estas alterações meramente para “matar o tempo” têm aumentado, com a Premier League servindo de recorte. Testes ainda devem ser realizados sobre a ideia, em níveis inferiores do futebol. A regra, todavia, seria absoluta e sem aberturas a interpretações. Assim, um time que perdesse um jogador por lesão no tempo extra seria prejudicado.

Outra proposta oferecida pela IFAB é a de que os jogadores substituídos deixem o campo pela menor distância possível das quatro linhas – algo óbvio, tentando evitar as longas caminhadas (e tantas vezes, vagarosas) até o centro do campo. Há ainda outros pontos que interfeririam diretamente na dinâmica do jogo, como cobrar faltas com a bola rolando ou permitir que atletas toquem a bola dentro da área durante a cobrança de tiro de meta.

As alterações tendem a beneficiar equipes mais técnicas, que ficam mais tempo com a bola nos pés. O ponto é saber o quanto o “puritanismo” relacionado às regras do futebol terá força para barrar as medidas. Melhorias, quando pensadas adequadamente, são sempre bem-vindas. Especialmente se beneficiarem o jogo em si, com mais tempo para os times buscarem o gol e os torcedores assistirem.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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