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Como Infantino respondeu nova denuncia que o deixa ainda mais pressionado no comando da Fifa?

Crise entre suíço e a Uefa ganha novo capítulo e, dessa vez, ultrapassa a esfera esportiva

A crise de Gianni Infantino na Fifa se agravou com a denúncia de que a Uefa teria pagado quantia “de seis dígitos” a uma suposta amante do suíço enquanto ele atuava como secretário-geral da entidade europeia. A apuração foi do jornal “Telegraph”.

Infantino respondeu a reportagem por meio de porta-voz da Fifa e negou a acusação.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, nega veementemente as alegações, e elas são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou violação de estatutos e regulamentos é difamatória — dizia o texto.

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Fifa: Racha entre Infantino e Uefa aumenta com nova denúncia

Gianni Infantino começou a carreira na Uefa em 2000 e só saiu da organização em 2016, ao assumir a presidência da Fifa.

A suposta amante — que não teve o nome revelado — seria funcionária da Uefa no período em questão e ocupava um nível hierárquico júnior, segundo a apuração.

O jornal britânico informou, com base em fontes consultadas, que a mulher teria sido promovida pelo suíço a um cargo de gerenciamento com 30% de aumento salarial durante o relacionamento.

A alegada promoção teria balançado os bastidores da Uefa e feito Michel Platini, então presidente do órgão, confrontá-lo sobre o dito caso extraconjugal e gerar temores sobre a continuidade de sua carreira em grandes órgãos de futebol.

Após a conversa, o acordo seria de que a mulher deixaria o posto sob o pagamento de uma quantia. A organização também teria concordado em arcado com custos de um MBA (Master Business Administration, pós graduação) em uma escola de negócios para ela. O curso era de cerca de 45 mil libras (R$ 309 mil) por ano, segundo o jornal.

Além disso, Infantino teria usado suas conexões e contatos para ajudar a mulher a conseguir outro emprego e em uma área semelhante — e igualmente lucrativa. Há ainda a acusação de que o gestor utilizou indevidamente fundos da Uefa para pagar o montante acertado.

Michel Platini e Infantino enquanto estavam na Uefa em 2015
Michel Platini e Infantino enquanto estavam na Uefa em 2015 (Foto: IMAGO/Ulmer)

A Uefa confirmou ao “Telegraph” que um pagamento de rescisão foi feito juntamente com a quantia de um MBA, e disse estar ciente das alegações de que a mulher mantinha envolvimento amoroso com Infantino.

— O pagamento estava de acordo com os regulamentos vigentes na época para funcionários que se desligavam da empresa — dizia o comunicado.

A nota ressaltou ainda que, desde 2016, a Uefa “endureceu” regulamentos para “refletir uma organização moderna e de alto nível”.

Já Infantino se defendeu ao afirmar que decisões como o pagamento de rescisão de funcionários eram sempre aprovadas por diretores.

— Jamais um funcionário da Uefa ou da Fifa apresentou queixa sobre o comportamento de Infantino, pois nunca houve qualquer incidente envolvendo ele. Todas as ações da organização relacionadas a funcionários, incluindo desligamentos e rescisões, sempre foram aprovadas por diretores competentes em conformidade com todas as regulamentações aplicáveis — salientou a resposta do porta-voz da Fifa.

Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, ao lado de Gianni Infantino, da Fifa
Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, ao lado de Gianni Infantino, da Fifa (Foto: IMAGO/Jan Huebner)

A recente denúncia agravou a crise entre o grupo europeu e a Fifa, já inflamada por polêmicas acerca da Fifa Forward Enterprise (FFE) e o objetivo de Infantino em comercializar parte dos direitos de torneios como a Copa do Mundo.

Houve ameaças de boicote a competições da Fifa caso os planos saíssem do papel e o gestor precisou abrir mão da proposta. No entanto, federações europeias retiraram apoio ao atual mandatário.

O suíço ainda é endossado na presidência pela Conmebol (América do Sul) e a Confederação Africana de Futebol (CAF) e tem o suporte de ambas as confederações para tentar uma última reeleição em março de 2027.

Tanto a Uefa quanto a Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) preferem mudança no comando.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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