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IFAB votará flexibilização da posição do goleiro na hora do pênalti – entre outras coisas

A International Board, guardiã das regras do futebol, reuniu-se em Glasgow, nesta quinta-feira, e decidiu um pacote de recomendações para serem votadas na reunião geral anual em março, que definirá potenciais modificações nas leis do jogo para a temporada 2019/20. Uma delas é a flexibilização da posição do goleiro na hora de defender um pênalti.

Na realidade, essa flexibilização já existe oficiosamente. Alguém se lembra a última vez que um árbitro mandou o pênalti ser repetido porque o goleiro se adiantou? No Brasil, isso até ocorre com uma frequência maior, mas, em outras ligas, é muito raro. A proposta da IFAB é estabelecer que o guarda-redes precise ficar apenas com um pé em cima da linha, permitindo aquele passo à frente antes da cobrança para dar impulsão.

Pela milésima oitava vez, a IFAB tentará deixar a regra do toque de mão mais “precisa e detalhada”. O esclarecimento da vez será em relação a situações em que a infração acontece sem intenção, mas existe um favorecimento ao infrator. Atualmente, nada impede que um gol seja marcado de mão, caso o lance não se insira nas situações pré-definidas pela regra. A ideia é começar a avaliar o resultado da jogada, seja uma ação direta que leve a bola às redes com o braço ou mesmo se o jogador dominar a bola irregularmente e, em seguida, criar uma situação clara.

Também estará em votação a obrigação de que o jogador substituído deixe o campo pela linha mais próxima, evitando aquela cena muito comum: com o sentimento de dever cumprido, o homem espreguiça, tira as caneleiras e começa um trote sem urgência rumo ao meio do campo; seus adversários, perdendo, ficam bravos e reclamam com o juiz; o árbitro coloca a mão nas costas do substituído e, entre ameaça de cartão amarelo e incentivo, o auxilia a atingir seu destino.

Por fim, entre os pontos mais relevantes, será discutido se a bola realmente precisa sair da grande área antes de ser tocada pelo jogador de linha na cobrança de tiro de meta; e a possibilidade de bola ao chão caso a pelota encoste no juiz e resulte em um gol, mudança de posse ou alguma situação de ataque. Por falta de apoio dentro do jogo, que a considerou muito confusa, a fórmula ABBA para a disputa de pênaltis foi abandonada pela IFAB.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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