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IFAB vai discutir substituição extra para casos de concussão, e testes podem começar já em 2021

O problema da concussão no futebol está longe de ser novo, mas nos últimos anos tem recebido cada vez mais atenção das autoridades do esporte. O trabalho para se chegar aos protocolos mais seguros diante de incidentes de choques duros de cabeça avança, e uma nova ideia acaba de ser proposta em reunião recente da IFAB: uma substituição extra para casos de concussão.

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A proposição foi feita na quarta-feira (21), durante a segunda reunião do Grupo Especialista em Concussão (CEG, na sigla inglês), um time composto por médicos especializados, médicos de clubes, representantes de jogadores, treinadores, organizadores de competição, profissionais de arbitragem e especialistas das regras do futebol.

O encontro foi uma continuação de um trabalho que havia começado em 30 de janeiro deste ano, na primeira reunião do CEG. Com alguns pontos já debatidos anteriormente, o foco desta vez foi a discussão de um protocolo de “substituição permanente adicional”.

Basicamente, a ideia é que, caso uma equipe já tenha feito suas três alterações, possa fazer uma quarta em caso de concussão de um de seus atletas. A exigência atual é de que um jogador que tenha sofrido uma concussão seja retirado de campo, então a limitação a três substituições pode ter o efeito de encorajar jogadores e equipes a esconderem uma lesão do tipo para não ter inferioridade numérica em uma partida com muito em jogo.

Segundo comunicado da IFAB, o resultado desta reunião será discutido em dois painéis consultivos do órgão responsável por administrar as regras do futebol, marcados para 23 de novembro. A ideia será mais uma vez revisada em dezembro, durante o encontro anual de negócios da IFAB, e o plano seria começar com testes em competições já a partir de 2021.

Episódios de concussão são comuns no futebol e, historicamente, não são lidados com o devido cuidado. À medida que a literatura científica em torno das consequências crônicas de lesões na cabeça avançou, com dados coletados sobretudo de jogadores de futebol americano, o tópico passou a ter maior destaque e a receber mais atenção. A saída proposta nesta reunião da IFAB, ao menos em teoria, parece um caminho positivo e que merece ao menos alguma experimentação.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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