Mundo

Huertas impede que fim do jejum brasileiro termine em indigestão

Quando o árbitro italiano Guerrino Cerebuch jogou a bola para o alto – Splitter venceu Matt nielsen – chegava ao fim um jejum olímpico de 5840 dias. O Brasil estava de volta após aquela derrota por 91 a 72 contra a Grécia, em Atlanta, que marcou também a despedida de Oscar, então com 38 anos, da seleção.

O Brasil não é mais de Oscar. Não tem e nunca mais terá um arremessador como ele, que, de tão eficiente, fazia o time jogar em função de sua eficiência. Hoje, o Brasil caminha junto com as grandes potências do basquete. Custou a aprender. Tentou com técnicos brasileiros, com o espanhol Moncho Monsalve, mas só conseguiu mudar de patamar com a chegada do argentino Rubem Magnano.

E o jejum brasileiro por pouco não termina com uma indigestão. O time venceu a Austrália por 75 x 71 em um final dramático, depois de estar vencendo por 52 x 39 quando falatam sete minutos para o final do terceiro quarto.

Os destaques do Brasil foram Marcelinho Huertas ( 15 pontos, 10 assistências e 4 rebotes), Leandrinho (16 pontos e 4 assistencias e 1 rebote) e Anderson Varejão (12 pontos, 7 rebotes e 1 assistência).

O início do jogo foi terrível. O Brasil de Huertas, Alex, Leandrinho, Varejão e Splitter levou seis pontos da Austrália e não fez nenhum. Reagiu, marcou sete e levou outros seis. Magnano trocou o time todo, que terminou o primeiro quarto com Marquinhos, Nenê, Giovannoni, Larry Taylor e Marcelinho Machado em quadra. Ele entrou no finalzinho, para fazer um arremesso de dois e terminar o quarto perdendo por 20 x 19

A Ausrália voltou melhor e fez 4 pontos seguidos. O Brasil reagiu com 8. E foi assim, equilibrado, com o Brasil na frente por 36 x 33.

Um Brasil arrasador, com 11 pontos seguidos deu mostras, no início do segundo quadro, que venceria facilmente. Chegou a 52 x 39 e Magnano colocou Larry Taylor e até Caio Torres. O time se desconcentrou totalmente e permitiu a recuperação da Austrália, comandada por Patrick Mills, companheiro de Splitter no San Antonio Spurs e primeiro aborígene a defender a seleção.

Em 5 minutos, a vantagem cai de 13 para cinco pontos. E o quarto termina com vitória do Brasil 20 x 14, o que lhe garantia um acumulado de 56 x 49

E a emoção veio com tudo no último quarto. Os australianos pressionaram, acertaram dois arremessos de três pontos e, faltando 1min30s o jogo estava 71 x 67. Leandrinho vai cobrar dois arremesos livres e Joe Inglês, da Austrália, pede que sua torcida vaie o brasileiro. Não adianta. Ele acerta os dois.

Leandrinho, entretanto, erra feio ao faltarem 57 segundos. Está 73 x 69 e ele tenta um arremesso que nem chega no aro. Inglês marca dois e o caos está instalado, faltando 29 segundos.

Huertas conduz o jogo bem. Faltando nove segundos, ele tentou um passe que bateu no pé do australiano. Bola nossa. Marcelinho cobra para Alex e daí para Huertas. Mills quase intercepta, mas Huertas recupera a bola. Sofre falta. Faz os dois pontos. 75 x 71. A Austrália tenta na loucura. Acabou o jejum. Contra a Grã Bretanha pode ser mais fácil.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo