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Fifa resiste à tecnologia no futebol, mas Beckenbauer imagina drones no lugar dos árbitros

Os drones estão na moda. Para muita gente, a tecnologia dos objetos voadores identificados é o que há de maior símbolo do futurismo – ainda que não seja. Por isso mesmo, se tornou comum imaginar o mundo daqui alguns anos repleto de drones. Inclusive no futebol. Pelo menos é essa ideia que veio de Franz Beckenbauer. Falando sobre a aplicação de tecnologia no esporte, o lendário capitão alemão acha que os equipamentos podem mesmo substituir os árbitros dentro de algum tempo.

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“Estamos vivendo em um século no qual tudo é tecnologia. Todos nós sabemos que isso não terminará na tecnologia da linha de gol. Em algum momento, nós não precisaremos mais de um árbitro. Drones filmarão tudo o que acontecer dentro de campo. Eu genuinamente penso que este é o futuro. Não estarei vivo quando acontecer, entretanto, então outras pessoas terão que brigar por isso. Não está sendo discutido pela Fifa. É apenas uma ideia que eu tive”, declarou o Kaiser, em devaneio bastante interessante ao Sky90.

Resta saber quando a Fifa irá ceder a uma sugestão dessas. Se os tradicionalistas que cuidam da entidade demoraram uma eternidade para aceitar a tecnologia na linha do gol, que ainda não é suficiente, imagina a uma inovação desse porte? Obviamente, a tecnologia precisa ser aperfeiçoada. Só que os árbitros-drones talvez só sejam permitidos pela Fifa quando os jogadores forem androides. Época na qual não será mais possível xingar a mãe do juiz, apenas seu fabricante.

Por enquanto, drones no futebol servem só para gerar crise política nos Bálcãs ou para espiar jogos sobre os estádios.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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