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Fabiana Murer escolheu sair de forma errada. E Pachecos Olímpicos aproveitam

Enquanto Yelena Isinbaieva começa a disputar a medalha de ouro sem a presença de sua grande rival, Fabiana Murer, fico pensando na forma errada como a brasileira escolheu para deixar os Jogos. E na reação exaltada dos Pachecos Olimpicos.

Pacheco Olímpico é aquele que fica quatro anos sem ir ao Ibirapuera ver uma prova de atletismo, que não comparece a um grand slam de judô e que só vai ao vôlei porque o ingresso é grátis. E ainda ganha um boné ridículo.

Ele gosta de demonstrar intimidade com quem nunca viu. Cielo é Cesão, por exemplo.

Não tem cultura esportiva, mas, a quatro anos, sente-se no direito de exigir que lhe sejam entregues medalhas de ouro. Instaladão no sofá, pede uma cerveja para a patroa e, quando a medalha não vem, recorre a velhos clichês. E paranoias. E complexos. Passamos a ser um país de fracos, com atletas que amarelam.

Mas quem alimenta os sonhos dos pachecos olímpicos? Nós, jornalistas. Ou os atletas. Quando Fabiana perdeu duas vezes para a cubana Yarislei Silva no Brasil, ela disse que não se preocupava. Recorreu ao velho discurso: “minha adversária sou eu mesma, se fizer 4,85m posso ganhar”.

Arrogante, não? Não conseguiu 4,55m. E o doping mal explicado de Cesar Cielo. Quando foi criticado por outros nadadores, jornalistas brasileiros o defenderam, como se estivesse em nome o nome da Pátria.

A maléfica união de atletas arrogantes e jornalistas (estou falando de mim) que pouco acompanham os esportes olímpicos criam nas viúvas de Ayrton Senna, os pachecos olímpicos, a falsa impressão de que podem cobrar tudo e todos. E, com o twitter, ofendem atletas. Foi assim com Rafaela Silva, do judô.

Fabiana, além de não alimentar falsas previsões, poderia ter colaborado mais ao fazer a última tentativa. Ela disse que poderia se machucar.  Talvez, mas seria tratada como heroína. Preferiu sair de fininho. E passou a ser amarelona.

Pachecos olímpicos são terríveis e bipolares. Não perdoam

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