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Estreia de Nagelsmann na Alemanha teve virada sobre EUA e Musiala como destaque

Com boa atuação coletiva, Alemanha saiu atrás, mas conseguiu virada jogando bem no segundo tempo e contou com boas atuações individuais

A Alemanha estreou o seu nome técnico Julian Nagelsmann em um jogo fora de casa contra os Estados Unidos e conseguiu uma boa vitória por 3 a 1, de virada. O jogo foi realizado no Estádio East Hartford, em Connecticut, e foi bastante disputado. Os americanos fizeram um bom primeiro tempo, mas os alemães melhoraram e saíram com uma vitória com autoridade. Jamal Musiala foi destaque do jogo, participando bem das jogadas e dos gols.

A estreia de Julian Nagelsmann teve um time bastante tradicional na escalação. O time foi armado em um 4-2-3-1, com Marc-André ter Stegen no gol, Jonathan Tah, Mats Hummels, Antonio Rüdiger e Robin Gosens na linha defensiva, Pascal Gross e Ilkay Gündogan na linha de meias centrais, Florian Wirtz, Jamal Musiala e Leroy Sané como meias ofensivos e Niclas Füllkrug no ataque.

Gregg Berhalter, que voltou ao comando da seleção americana depois de um breve período fora após a Copa do Mundo, manteve o time em um 4-3-3, com ousado no Catar. A novidade em relação ao Mundial é a presença de Folarin Balogun, que decidiu jogar pelos Estados Unidos depois da Copa.

Estados Unidos vão bem no primeiro tempo

O início da Alemanha foi forte. Logo a 10 minutos, Pascal Gross chutou de fora da área depois de jogada trabalhada e acertou a trave. Depois, foi Niclas Füllkrug que recebeu dentro da área e finalizou, mas sem força o suficiente para ameaçar mesmo o goleiro Matt Turner.

O primeiro gol saiu aos 26 minutos. Christian Pulisic recebeu pelo lado esquerdo, puxou para o meio e chutou no ângulo. Um golaço e sem qualquer chance de defesa para Ter Stegen: 1 a 0 para os Estados Unidos.

Mesmo tendo dificuldade, a Alemanha conseguiu chegar ao empate aos 38 minutos. A jogada começou com Leroy Sané, pela direita, que costurou a defesa americana, a bola passou por Gündogan, que devolveu para Leroy Sané, que tentou driblar o goleiro Matt Turner. O americano desviou a bola, mas ela sobrou para Güdogan, que acompanhava a jogada: 1 a 1.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, a Alemanha cresceu no jogo, começou a chegar ao ataque com mais facilidade e ameaçava, mas não deu tempo de fazer muita coisa. No fim, o primeiro tempo foi mais dos americanos do que dos alemães.

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Alemanha se impõe, com brilho de Musiala e Füllkrug

No segundo tempo, a Alemanha conseguiu voltar melhor. Atacava com perigo e por pouco não virou o jogo aos três minutos. Em um ataque pelo meio, Gündogan fez um bom passe e achou Füllkrug, que finalizou forte no canto do goleiro, que fez a defesa.

A virada viria aos 12 minutos, em uma ótima jogada. Jamal Musiala recebeu uma bola difícil pelo meio, fez o domínio e tocou para Gosens, que, de primeira, achou Füllkrug no meio da ára. Livre, o camisa 9 tocou no canto e marcou 2 a 1.

Embalada pelo bom momento no jogo, a Alemanha aumentou. Novamente Musiala fez uma boa jogada pelo meio, costurando a defesa americana e ele deu sorte. Quando Tim Ream tentou cortar, a bola bateu em Musiala e sobrou para Füllkrug, que tocou para o meio onde Musiala completou para o gol vazio: 3 a 1, aos 25 minutos.

A essa altura, a Alemanha era dominante na partida, tocava a bola e controlava o jogo com passes e sem dar muito espaço para os contra-ataques americanos. Controlou a partida e saiu com uma vitória que tem que ser comemorada não pelo resultado, já que é um amistoso, mas pela forma que o time atuou.

O que funcionou na Alemanha de Nagelsmann?

Um dos pontos positivos da atuação da Alemanha foi a ótima troca de passes que o time conseguiu fazer em diversos momentos da partida. Pascal Gross, Ilkay Gündogan e Jamal Musiala se entenderam bem e, se o primeiro tempo não foi muito bom, no segundo o time criou boas chances para virar o jogo com tranquilidade.

Destaques para as atuações de Gündogan, comandando o time no meio-campo, Jamal Musiala, o principal jogador alemão em campo, muito participativo nas jogadas, e também para Niclas Füllkrug, que, bem ao seu estilo de centroavante alemão, participou bem da partida. Leroy Sané teve um bom primeiro tempo, ainda que tenha caído um pouco na segunda etapa.

Como foi a atuação dos Estados Unidos?

Gregg Berhalter vai lamentar o time ter caído de produção na segunda etapa, mas sabe que enfrentou uma equipe forte que neutralizou os americanos. No primeiro tempo, porém, o time foi bem e mostrou boa capacidade de ligar jogadas rápidas, usando a capacidade de Pulisic de desmontar defesas.

O time teve uma construção de meio-campo muito ruim, porque o setor ficou dominado pela Alemanha e, especialmente, por Gündogan. É um ponto de atenção para Berhalter, porque o time precisará mais desse setor, especialmente com nomes como Yunus Musah e Weston McKennie, que possuem boa capacidade técnica.

Nesse sentido, fez falta a participação de Tyler Adams, do Bournemouth, que está machucado. É um jogador capaz de recuperar bolas e poderia causar mais problemas aos alemães.

Próximos jogos

Os Estados Unidos voltam a campo na terça-feira (17) diante de Gana, no Geodis Park, em Nashville. A Alemanha, por sua vez, fará outro amistoso nos Estados Unidos, também na terça-feira (17), contra o México. O jogo será disputado no Lincoln Financial Field, casa do Philadelphia Eagles.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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