Em jogo morno, Brasil e Argentina empatam sem gols

Em uma partida sem muitas emoções, a Seleção Brasileira empatou sem gols com a Argentina na primeira partida do Superclássico das Américas, torneio inspirado na antiga Copa Roca. Com o resultado, quem vencer o jogo de volta, no dia 28 de setembro em Belém, ficará com o troféu em disputa.
Os argentinos começaram melhor na partida e assustaram pela primeira vez aos sete minutos, quando Victor Zapata fez boa jogada e cruzou para Mauro Boselli chutar por cima. O Brasil respondeu aos 11 com Neymar, que driblou dois adversários e cruzou para Leandro Damião que livre, de canela e sem goleiro, acertou a trave.
A Argentina, porém, era melhor em campo e aproveitava os espaços deixados por Danilo pelo lado direito. Aos 33 minutos, Juan Manuel Martínez entrou em diagonal e acertou belo chute de fora da área. A bola passou muito perto da trave.
Após o intervalo, as duas equipes ameaçaram pouco. Os argentinos, melhor coletivamente, tinham dificuldades no último passe, enquanto o Brasil tinha sérias dificuldades no meio-campo. Neymar, que teve lampejos, caiu de produção.
Com o passar do tempo, os times atacavam cada vez menos. Em um lance esporádico, porém, Leandro Damião quase abriu o placar aos 31 minutos, ao dar um belíssimo drible de “carretilha” em Emiliano Papa e tentou cruzar, mas acabou “acidentalmente” acertando a trave de Orión.
Foi a senha para a Seleção Brasileira se soltar. Aos 35, Ronaldinho bateu falta para boa defesa do goleiro argentino. Aos 38, Oscar finalizou de fora da área, por cima, e a Seleção, a partir desse momento, partiu para cima. Sem, no entanto, conseguir o gol da vitória.
Ficha técnica
Argentina 0x0 Brasil
Local: Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba (ARG)
Data: 14/set, quarta-feira
Árbitro: Enrique Osseas Zencovich (CHI)
Cartões amarelos: Victor Zapata (Argentina)
Argentina
Agustín Orión, Sebastián Domínguez, Leandro Desábato e Germán Ré; Héctor Canteros, Iván Pillud, Augusto Fernández (Cristian Chávez), Victor Zapata e Emiliano Papa; Juan Manuel Martínez (Pablo Mouche aos 14´/2T) e Mauro Boselli (Emanuel Gigliotti aos 24´1T). Técnico: Alejandro Sabella
Brasil
Jefferson, Danilo, Rever, Dedé e Kléber; Ralf, Paulinho (Casemiro aos 42´/2T), Renato Abreu (Oscar aos 18´/2T) e Ronaldinho; Neymar e Leandro Damião. Técnico: Mano Menezes



