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Pandev: Meu voto na eleição de melhores da Fifa foi mudado

José Mourinho declarou sua insatisfação contra a Fifa na eleição do melhor técnico do mundo. O português acusou o evento de mentiroso, afirmando que algumas pessoas lhe contaram que votaram nele, embora o resultado apresentasse outros nomes. A Fifa logo tratou de se defender, assegurando a legitimidade do processo.

Nesta quarta-feira, porém, a balança começou a pender para o lado de Mourinho. Capitão da seleção macedônia, Goran Pandev afirmou que seu voto divulgado pela Fifa após à premiação não condiz as suas real escolha. Ao invés de Vicente Del Bosque, Roberto Mancini e Jürgen Klopp, o atacante do Napoli havia elegido Mourinho, com quem trabalhou na Internazionale.

“Votei em Mourinho. Não sei o que acontecei. Falei com ele e disse que havia votado nele, mas não sei o que ocorreu depois. Mourinho estava triste. Aconteceram coisas estranhas, mas nem Mou e nem eu podemos mudá-las”, declarou o macedônio, em entrevista a La Sexta Deportes.

E não foi só Pandev quem repercutiu as reclamações de Mourinho. Treinador da seleção de Gabão, Paulo Duarte falou que não pôde participar da eleição: “Quando a federação me deu os papéis, a votação havia se encerrado. Não votei porque não me permitiram votar”. Somente a escolha do representante da imprensa do país foi computada pela Fifa. James Angelo Loundou apontou Del Bosque como o melhor e Mourinho em segundo.

Em janeiro, outra denúncia havia sido na rede de televisão Al Jazeera. Tomas Rosicky comentou que havia votado em Mario Balotelli como o melhor jogador, mas sua resposta havia sido alterada para Lionel Messi. O mesmo teria acontecido com Thiago Silva, que teria indicado Cristiano Ronaldo. Dias depois, porém, o capitão brasileiro tratou de negar o boato.

Agora, a bomba está mais uma vez nas mãos da Fifa. Ninguém questiona o desempenho do Lionel Messi e o feito de Vicente Del Bosque em 2012. No entanto, a entidade precisa dissipar essas interrogações sobre o seu próprio sistema. Divulgar imagens das cédulas seria uma das medidas possíveis. Afinal, quando a própria imagem da Fifa já não é boa sobre idoneidade em eleições, qualquer denúncia tem um peso ainda maior.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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