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Doze promessas do Mundial Sub-20 para ficar de olho

Paul Pogba vive um momento espetacular. O talentoso meio-campo da Juventus é um dos trunfos na final da Champions League e cobiçado por outros clubes europeus, meses após concorrer à Bola de Ouro e ser eleito o melhor jovem da Copa de 2014. Uma escalada que passa pelo Mundial Sub-20 de 2013. Afinal, o francês também terminou com o prêmio de craque da competição, ao liderar os Bleus no título conquistado sobre o Uruguai.

E, ao longo da história, Pogba não é uma exceção. Obviamente, nem sempre as revelações do torneio de base podem dar certo. Porém, alguns grandes craques tiveram o seu primeiro momento de estrelato na competição, incluindo aí até Messi e Maradona. Difícil saber se alguém do mesmo nível pintará neste ano, mas é sempre bom ficar de olho no que pode rolar. Abaixo, separamos os destaques de 12 das 24 seleções que disputarão o torneio na Nova Zelândia, com abertura marcada para a noite desta sexta. Confira:

Ángel Corrêa (Argentina)

Por mais que Giovanni Simeone tenha aparecido nas manchetes pela artilharia, o grande craque da Argentina no título do Sul-Americano Sub-20 foi Ángel Corrêa. Voltando de uma delicada cirurgia no coração, o atacante mostrou recuperação plena, dando intensidade ao ataque. Comparado com Agüero pelo estilo de jogo e pela capacidade goleadora, o camisa 11 possui no currículo a Libertadores com o San Lorenzo, quando foi protagonista. Favorita no torneio, a Albiceleste ainda conta com o bom lateral Emanuel Mammana, do River Plate.

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Marcos Guilherme (Brasil)

Em uma seleção brasileira que ficou marcada no Sul-Americano Sub-20 por ter mais força física que jogo fluído, Marcos Guilherme é uma válvula de escape. O talentoso meia-atacante possui muita velocidade e qualidade nos passes. Com o corte de Kenedy, sua responsabilidade na criação aumenta ainda mais. Contudo, tem a vantagem de ser um dos mais experimentados do elenco, titular do Atlético Paranaense no último Brasileirão.

Rafael Borré (Colômbia)

O atacante de 19 anos já possui uma convocação à seleção principal no currículo, diante do grande papel que faz no Deportivo Cali. Dono de muita explosão e faro de gol, o garoto soma 15 gols em 29 partidas como profissional, números excelentes para quem ainda dá os primeiros passos na carreira. Também foi um dos protagonistas dos Cafeteros na classificação durante o Sul-Americano.

Gonçalo Guedes (Portugal)

Partindo pela esquerda ou atuando centralizado no ataque, o jogador de 18 anos é um dos trunfos de Portugal. Depois de conquistar bastante destaque com o segundo elenco do Benfica, autor de oito com na segundona, também ganhou suas chances com Jorge Jesus no time de cima, saindo do banco em cinco partidas do Campeonato Português. Encabeça o setor ao lado do companheiro de clube André Silva e do brasileiro naturalizado Rony Lopes.

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Gedion Zelalem (Estados Unidos)

Uma das grandes promessas de Arsène Wenger nas categorias de base do Arsenal. O atacante de 18 anos nasceu na Alemanha, descendente de etíopes, e imigrou aos Estados Unidos quando tinha nove anos, após já iniciar a carreira na base do Hertha Berlim. Bastante habilidoso, desembarcou em Londres em 2013. Embora tenha passado pelas seleções de base da Alemanha, optou pelo US Team a partir deste ano.

Alejandro Díaz (México)

Os clubes mexicanos costumam dar bastante espaço aos seus talentos da base. E não é diferente no América, que tem aproveitado as virtudes do matador. Suas maiores experiências, entretanto, são nas próprias seleções de base. Destacou-se no Mundial Sub-17 de 2013, quando El Tri acabou o vice-campeonato, e se manteve como protagonista do país no classificatório da Concacaf para o Mundial Sub-20.

Kelechi Iheanacho (Nigéria)

O meio-campista das Super Águias deverá receber as atenções do Brasil na estreia do torneio. Bola de Ouro do Mundial Sub-17 de 2013, o jogador de 19 anos liderou os nigerianos ao título, balançando as redes na final, e acabou transferido ao Manchester City. Dono de visão de jogo e também de muita potência física, comanda um ataque com outros nomes que prometem, com Moses Simon, já convocado à seleção principal.

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Gastón Pereiro (Uruguai)

O meia direita enverga a camisa 10 do Uruguai sob a responsabilidade de quem já é titular no Nacional de Montevidéu, em um elenco que também conta com Álvaro Recoba. Bastante maduro aos 19 anos, Pereiro possui qualidade técnica e ótimo porte físico. Tanto que aparece bem para balançar as redes. Anotou 11 gols nas duas últimas temporadas do Campeonato Uruguaio, assim como foi o vice-artilheiro no Sul-Americano Sub-20, liderando seu time.

Predrag Rajković (Sérvia)

O nome badalado na seleção sérvia é Andrija Zivkovic, camisa 10 que é titular absoluto do Partizan, atual campeão nacional. Entretanto, também vale prestar atenção no goleiro Predrag Rajkovic, também já convocado à seleção nacional, como o companheiro. Aos 19 anos, o camisa 1 assumiu o rojão de se tornar titular no Estrela Vermelha e se saiu bem, assumindo também o posto de vice-capitão. Sofreu apenas 17 gols em 28 partidas no Campeonato Sérvio.

Zsolt Kalmár (Hungria)

A Hungria não desfruta bom momento em sua seleção principal. Mesmo assim, espanta que Kalmár já tenha cinco participações com o time principal. Revelado pelo Gyõr e destaque no vice-campeonato nacional do clube em 2014, transferiu-se ao RB Leipzig, onde é titular. O meio-campista combina força e bom passe, podendo atuar como volante e também aberto como meia.

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Marc Stendera (Alemanha)

A grande ausência da Alemanha é Davie Selke, destaque do Werder Bremen, que terminou como artilheiro e melhor jogador do Europeu Sub-19. Sem o centroavante, os holofotes se voltam a Marc Stendera, também com boa rodagem no Eintracht Frankfurt. O camisa 10 teve bom desempenho na Bundesliga, com cinco assistências e três gols. A capacidade de criação é o seu diferencial, podendo municiar o ponta Julian Brandt, principal parceiro no ataque.

Yaw Yeboah (Gana)

O desempenho do meio-campista no Africano Sub-20 foi tão bom que acabou rendendo sua transferência ao Manchester City. Yeboah terminou a competição no terceiro lugar com os ganeses, mas faturou o prêmio de melhor jogador do certame. Dono de grande habilidade, especialmente nos dribles em velocidade, fez dois gols na competição classificatória, mas seu time não resistiu à Nigéria.

 

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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