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Irã: classificação segura, boa defesa e técnico experiente dão esperanças

Onde vai se dar bem

A defesa do time foi sólida nas Eliminatórias e o grande ponto positivo do time de Carlos Queiroz. Nos oito jogos disputados na fase final, a mais difícil das Eliminatórias asiáticas, o time sofreu só dois gols. O comando da defesa é de Jalal Hosseini, zagueiro de 32 anos, experiente e que é bom no jogo aéreo, seja na defesa, seja no ataque. O seu companheiro de zaga, que deve ser Armirhossein Sadeghi, também é experiente, aos 32 anos, e deve contribuir para formar o melhor setor do time. No mínimo, para não ser um saco de pancadas.

Onde vai se dar mal

O goleiro é alvo de muitas críticas e ainda não é considerado seguro. Rahman Ahmadi assumiu a posição de titular depois que Mehdi Rahmati resolveu se aposentar da seleção depois de se desentender com o técnico Carlos Queiroz no fim de 2013. O goleiro, em tese, reserva do time, Daniel Davari, é considerado mais confiável para a meta. A falta de um goleiro confiável pode ser um ponto crucial para o time.

Quem pode desequilibrar

O principal nome do time para marcar gols é Reza Ghoochannejhad, ou Gucci, como é conhecido no Charlton, da segunda divisão da Inglaterra, onde joga. Como a defesa do time não é um problema e ele é o grande responsável pela maioria dos gols do time, terá a responsabilidade de fazer os gols e, assim, ser decisivo. Se ele puder desequilibrar como fez nas Eliminatórias, o Irã poderá sonhar.

A carta na manga

Alireza Jahanbakhsh, de 20 anos, veste a camisa 9 e é o mais novo do elenco iraniano. Joga na Holanda, onde defende o NEC e teve momentos importante na temporada, o que o levou a ser votado como maior talento jovem da temporada. Pode despontar no time e tem bom potencial de ser a revelação iraniana na Copa.

Até onde deve chegar

O time não passa da primeira fase. É claro que a ambição do time será passar de fase e o grupo não é tão impossível assim, mas a Bósnia e Herzegovina, estreante em Copas, é um time mais forte, enquanto a Nigéria, embora longe dos seus melhores times, ainda é uma equipe mais forte fisicamente e mais experiente. Isso sem falar na Argentina, claro, a grande favorita do grupo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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