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Nigéria: autoconhecimento é o principal mérito dos Superáguias

Onde vai se dar bem

Stephen Keshi foi zagueiro da seleção nigeriana por 14 anos, auxiliar técnico de Festus Onigbinde na Copa de 2002 e está no comando dos Super Eagles desde 2011. Se tem alguém que conhece o futebol nigeriano é ele, e o treinador conseguiu dar estabilidade tática à equipe graças a todo esse repertório, fixando-se no 4-3-3. São justamente esse autoconhecimento e a certeza de que o time está montado da melhor maneira possível que dão à Nigéria esperança de passar pela fase de grupos com uma campanha razoável. O time é leve e veloz no ataque, mesmo que a qualidade técnica não seja tremenda.

Onde vai se dar mal

Mesmo veloz, o setor ofensivo da Nigéria mostra dificuldades em construir boas jogadas de ataque, especialmente enfrentando equipes que montam algum tipo de retranca. Embora o esquema e a montagem do time já estejam bem definidos, Keshi nunca conseguiu resolver de vez esse problema, em parte por causa da falta de qualidade necessária para isso. A dependência de boas atuações de Emmanuel Emenike no ataque também pode ser um problema caso essa dificuldade de penetrar na zaga adversária apareça.

Quem pode desequilibrar

Apesar de não ter se destacado na temporada de empréstimo ao Liverpool, em que foi reserva quase que o tempo todo, Victor Moses ainda é uma das principais alternativas ofensivas da Nigéria. Quando vai bem na armação de jogadas, especialmente pelas pontas, o time ganha em incisividade. Sua velocidade casa bem com o estilo de jogo ofensivo proposto por Keshi.

A carta na manga

O experiente Peter Odemwingie provavelmente disputará sua última Copa do Mundo, já que já chegou aos 32 anos, então provavelmente fará o possível para deixar uma boa última impressão no cenário mundial. Para conseguir isso, contará com atributos como a qualidade em chutes tanto com a perna esquerda quanto com a direita e também com a potência de sua finalização de longa distância, que pode ser uma alternativa boa à falta de criatividade que às vezes atrapalha os Super Eagles.

Até onde deve chegar

Apesar de não viver momento melhor que o da Bósnia e Herzegovina, principal candidata a ficar com a outra vaga do grupo que provavelmente terá a Argentina como líder, a Nigéria pode, sim, brigar por esse segundo lugar, afinal é apenas a primeira participação dos bósnios no Mundial. A diferença entre as duas equipes não é lá tão grande. É difícil, no entanto, imaginar os nigerianos indo além das oitavas de final.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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