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Com bons nomes, seleção olímpica do Brasil é derrotada de virada por Cabo Verde

Com um time com estrelas, Brasil fez um jogo apenas razoável e perdeu de virada para seleção africana; próximo amistoso é com a Sérvia, na terça

A seleção olímpica do Brasil trazia tantos nomes interessantes que chamou a atenção. Jogadores como Gérson eram pedidos no time principal. Em campo, o amistoso era contra a seleção principal de Cabo Verde, que se prepara para as Eliminatórias da Copa. E de virada, os Tubarões Azuis venceram os brasileiros por 2 a 1, aproveitando um erro na saída de bola no final do jogo.

A convocação da seleção convocada pelo técnico André Jardine era estelar. Nomes como Gabriel Menino, Guilherme Arana, Gérson, Bruno Guimarães, Rodrygo e Pedro eram destacas que dá para imaginar que cheguem à seleção principal em um futuro próximo. Alguns deles já até estiveram lá. Havia muita expectativa, mas o time não conseguiu jogar o que sabe. Sai de campo derrotada. O resultado ruim nem é o mais importante, porque é só um amistoso, mas a falta de desempenho deixou um pouco de decepção.

O time claramente tem bastante qualidade. Por isso, Cabo Verde escolheu a estratégia óbvia: se defendia com as linhas baixas, deixando campo para os brasileiros terem a bola até a intermediária, mas sem muito espaço a partir dali. O Brasil não conseguia ser criativo, nem aproveitar os seus pontas rápidos, Rodrygo e Antony. Os dois ficaram afogados em meio à marcação. Claudinho, pelo meio, também encontrava pouco espaço.

O gol que abriu o placar veio de um pênalti no mínimo bastante discutível. Pedro foi lá e cobrou para marcar 1 a 0. Poderia ser o gol para abrir o caminho, mas não foi. Embora Pedro tenha buscado bastante o jogo, se apresentado e deixado uma boa impressão, o time não funcionou bem coletivamente.

No primeiro tempo, a melhor chance tinha surgido um pouco antes do gol. Em uma jogada que passou pro Claudinho, um toque genial de Pedro e cruzamento rasteiro de Guilherme Arana, Rodrygo chutou mal e desperdiçou a oportunidade de marcar. Veio o gol e depois um chute de fora da área de Rodrygo, depois de tabela com Pedro, mas a bola foi fora.

Antes do intervalo, porém, Cabo Verde empatou o jogo na sua primeira chegada. Em uma boa jogada que começou pelo meio e foi para a esquerda, Lisandro Semedo foi quem abriu na esquerda e depois finalizou, já dentro da área, desacompanhado, para marcar 1 a 1 no placar. Foi como terminou o primeiro tempo.

O gol de Cabo Verde tinha sido uma surpresa, já que o time africano não tinha nem chegado ao ataque com perigo até ali. No início do segundo tempo, Antony tece a chance com uma jogada pela esquerda, com Antony, que chutou cruzado e para fora. Depois, Arana cruzou da esquerda e Pedro e Rodrygo não conseguiram alcançar o que poderia ser uma boa chance. Malcom, que entrou no segundo tempo, foi outro a ter uma chance: tabelou pelo meio e, dentro da área, chutou forte, mas mandou para fora.

Não foi muito além disso. Jardine fez várias substituições e, aos 38 minutos, o Brasil errou na saída de bola. Cabo Verde não perdoou. O zagueiro Gabriel Magalhães, pressionado, tentou um passe pelo meio para Matheus Henrique, mas o passe foi interceptado por Willy Semedo. O caboverdiano bateu forte, no alto, e sem defesa: 2 a 1.

Não houve tempo para uma recuperação. O Brasil sai de campo derrotado diante de um time que, certamente, lembrará desse jogo por muito tempo. Afinal, para uma seleção que sonha em brigar por vaga na Copa, vencer o Brasil – mesmo que Olímpico – é algo relevante.

Para a seleção brasileira olímpica, não há grandes consequências. É um amistoso, afinal. Mas preocupa o desempenho ter sido baixo. Na próxima terça-feira, o time tem novo desafio, desta vez com nível técnico um pouco mais alto: a seleção olímpica sérvia, dona da casa. Independente do resultado, será importante que o time renda mais.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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