Essas 5 camisas foram banidas do futebol (e tem uma da Seleção!)
De proibição da FIFA, passando por governo do país irritado e suástica, essas camisas ficaram mais no imaginário do que em campo
Anualmente, diversas marcas de material esportivo produzem uniformes novos tanto para clubes como para seleções. Além de seguir despertando a curiosidade e paixão de fanáticos torcedores ao redor do mundo, as fabricantes querem ver seus uniformes expostos pelos jogadores, em busca de vender mais produtos, seja usando cores tradicionais, seja com homenagens bem intencionadas. Mas às vezes, o tiro sai pela culatra e as camisas são proibidas ao menos de serem usadas em competições oficiais pelos mais diversos motivos. A Trivela vai te apresentar cinco uniformes banidos dos gramados, mas que seguem no imaginário das pessoas, com direito, inclusive, a uma recente, mas nunca usada, camisa da Seleção Brasileira.
Camarões (2002)
De todas as camisas que mais geraram dores de cabeça para a FIFA, certamente a regata de Camarões é a mais clássica. A Puma desenvolveu uma camisa sem manga para ser usada pelos Leões Indomáveis durante a Copa do Mundo de 2002. Mas por motivos não muito bem explicados, a FIFA decretou que o uniforme não seria aceito durante os jogos do Mundial ocorrido no Japão e na Coreia do Sul. No improviso, os atletas usaram por baixo uma manga improvisada que continha o logo da competição, deixando o que seria o uniforme original como uma espécie de colete.
Fiorentina (1992)

Para o início da temporada 1992/1993, a Fiorentina lançou uma segunda camisa que deu muito o que falar. Com um design que mistura a cor violeta em cima e branco na maior parte do uniforme, a polêmica ficou por conta dos contornos, que produziram o desenho de várias suásticas tanto no peito quanto nas mangas O constrangimento foi tão grande que o clube teve de substituir rapidamente o uniforme por um todo branco. Para fechar, no fim da temporada, a equipe que tinha Batistuta, Effenberg e Brian Laudrup acabou sendo rebaixada.
Camarões (2004)

Dois anos depois da camisa regata, Camarões voltou a entrar em embate com a Fifa por um novo uniforme produzido para a Copa Africana de Nações. Apesar da aprovação da CAF, a entidade máxima do futebol proibiu o uso do uniforme, que não possuia uma separação entre a camisa e o calção. A FIFA chegou a ameaçar punir a federação pelo uso do uniforme no mata-mata, mas a Puma afirmou que não seria possível produzir outro tipo de modelo. A entidade multou a Federação Camaronesa eme 180 mil euros e tirou 6 pontos da seleção para as eliminatórias da Copa de 2006. Responsável pela fabricação, a marca alemã pagou a multa.
México (1999)

Após criar a famosa camisa para a Copa do Mundo de 1998 com desenhos incas, o México lançou para o ano seguinte um uniforme que continha o brasão do país no meio da camisa, em uma linha semelhante ao modelo usado um ano antes. Desta vez, a FIFA aprovou a mudança, mas quem não ficou feliz foi o governo mexicano. Após a proibição do estado, a fabricante Garcis, também do país latino, trocou o brasão do México pelo da federação local.
Brasil (2013)

Para fechar a lista, uma camisa da Seleção Brasileira, lançada em 2013. Neymar chegou a ser o modelo deste terceiro uniforme, totalmente preto, que relembrava as camisas usadas pelo goleiro Gylmar Neves, nos anos 1950 e 1960. Porém, a CBF não permitiu que o uniforme fosse usado em amistosos ou jogos oficiais pela Seleção Brasileira por não possuir as cores amarela, ou azul. Anos depois, o Brasil até jogou um amistoso com outro modelo preto fabricado pela Nike, mas o primeiro modelo fabricado com uma cor alternativa ficou apenas para os fãs, que puderam adquirir o uniforme de edição limitada.



