Mundo

Bye, Isinbayeva. Welcome, Kireni James, o novo Bolt

A mesma fria noite londrina mostrou o fim de uma lenda olímpica e o surgimento de um novo grande astro. Sai de cena a russa de olhos azuis, ídolo de um país de 140 milhões de habitantes. As atenções estão voltadas agora para o adolescente de Granada, ilha montanhosa do Caribe, de 90 mil habitantes.

Yelena Isinbaieva será ainda respeitada em toda prova que competir, mas já não terá a aura de invencibilidade que conseguiu com muitos e muitos recordes no salto com vara. Perdeu para Jennifer Suhr, dos Estados Unidos e para Yarislei Silva de Cuba, que não tiveram medo do vento.

Kireni James é o novo homem a ser batido nos 400m. Por um bom tempo, só Kireni James poderá bater Kireni James.

Todo esporte é movido por desafios. Recordes existem para serem quebrados. Campeões, para perderem o posto. E Kireni James é citado quando se fala em dois ícones a serem derrotados.

O primeiro é o recorde mundial dos 400m, em poder de Michael Johson desde 1999. O “pato” correu a distância em 43s18. Em Daegu-2011, Kireni, com 18 anos, lançou um aviso ao mundo: com 44s60 se tornou campeão mundial. Agora, em Londres, rompeu a barreira dos 44 segundos. Foi o décimo corredor da história a fazer isso. Com 43s60, o recado é outro, um grande sinal de alerta para o recorde mundial de Michael Johnson.

Só para lembrar: Michael Johnson rompeu a barreira dos 44 segundos perto de completar 25 anos, seis a mais do que tem o garoto de Granada.

Mas há mais. Por que não correr os 200 metros? Kireni é citado, ente os que gostam de desafios como o novo Bolt. O homem que pode derrotar o jamaicano nos 200m, que é sua prova preferida. “Pode ser um dia. Hoje, quero continuar nos 400m”, respondeu Kireni aos repórteres.

O mundo ideal, para quem for ao Rio-16 será ver Kireni James batendo um recorde mundial nos 400m e duelando com Bolt nos 200m. E é possível. Assim que os ingressos estiverem à venda, é bom ficar de olho.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo