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Brasil sobe 13 posições e é 9º no ranking da Fifa. E daí?

Como era esperado, o Brasil subiu rapidamente no ranking da Fifa. A campanha que levou ao título na Copa das Confederações fez a Seleção Brasileira sair da 22ª posição e chegar à nona. Mas a pergunta é: e daí? O ranking da Fifa não pode ser o parâmetro quando tratamos da força das equipes. Então qual é a importância dessa lista, além de, bom, ser uma lista e isso sempre causar alguma polêmica? A importância do ranking tem tudo a ver com a Copa do Mundo.

O ranking da Fifa é usado para montar os cabeças de chave da Copa do Mundo. Além do país-sede, que é sempre cabeça de chave, outras sete seleções são escolhidas de acordo com as suas posições no ranking. Isso significaria, por exemplo, que hoje os cabeças de chave para a Copa do Mundo de 2014, de acordo com o ranking, seriam: Espanha, Alemanha, Colômbia, Argentina, Holanda, Itália e Portugal, além do Brasil – obviamente, se essas equipes chegarem à Copa do Mundo, já que não estão com a classificação assegurada. Sim, a Colômbia seria cabeça de chave, porque é atualmente a terceira colocada, atrás apenas de Espanha e Alemanha. A Inglaterra, 15ª no ranking, não seria cabeça de chave e, por isso, teria mais chance de cair em um grupo difícil. A França, 23ª, também.

A Colômbia subiu quatro posições para chegar à terceira posição no ranking. Muito porque já vinha muito bem e conseguiu dois bons resultados no último mês: empate com a Argentina por 0 a 0 em Buenos Aires e vitória por 2 a 0 sobre o Peru em Barranquilla. Não por acaso, o time é segundo na classificação, com 23 pontos, três atrás da Argentina, líder da competição. Quase garantida na Copa do Mundo de 2014, a Colômbia ainda tem pela frente o Equador em casa, Uruguai fora de casa, Chile em casa e Paraguai fora de casa. É bem possível que a Colômbia consiga garantir o seu lugar no Brasil nas próximas rodadas. Mais do que isso, tem a chance de conseguir uma campanha boa o suficiente para ser cabeça de chave de um Mundial na América do Sul, o que é uma grande vantagem.

O Brasil estar em nono em 22º não faz nenhuma diferença. Mas para seleções tradicionais como Inglaterra e França, subir no ranking é fundamental para tentar evitar um possível grupo da morte.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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