Bolt faz falta ao futebol brasileiro
Bolt xaveca a voluntária. Pede silêncio ao público. Ganha, abdicando do recorde olímpico – aquela soltadinha no final impediu que fizesse abaixo de 19s30 – e pedindo para todo mundo se calar. Faz flexão de braços. Abraça os amigos. Pede a câmera para um fotógrafo e retraa o público… E, antes que eu me esqueça, faz o gesto do raio.
É o maior velocista da história. É um mágico, um artista, um homem-show. O povo o adora, tem uma relação lúdica com ele. Bolt está aqui para nos divertir, diz o alemão aqui do meu lado. O mundo para por 20 segundos para ver o jamaicano correr.
Bolt disse que gostaria de jogar futebol. Piadista. Mas, falando sério, se a Jamaica naturalizasse um lançador mediano como Lúcio Flávio e escalasse Bolt na direita e Blake na esquerda, parados antes do meio campo, saindo para pegar a bola lançada, conseguiria se classificar para a Copa do Mundo novamente.
O futebol brasileiro com seus atletas evangélicos, fanáticos que não conseguem ver nada à frente a não se o dedo de seu deus fariam muito mais a alegria do povo se fossem alegres e espontâneos como Usain Bolt.



