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Piada? Blatter planeja largar a Fifa em 2015 e virar comentarista

Pronto para completar 17 anos à frente da Fifa em 2015, Sepp Blatter indicou que largará a presidência da entidade ao fim de seu quinto mandato. Mas se engana quem pensa que se livrará do manda-chuva depois disso. O suíço revelou o desejo de seguir trabalhando com futebol, proclamando seus conhecimentos sobre o esporte como comentarista no rádio ou na televisão.

“Planejo viver um sonho que tinha quando era garoto: trabalhar na mídia como comentarista de rádio ou como repórter. Eu poderia comentar os jogos, mas não falaria ‘agora ele tocou para direita ou para a esquerda’, porque todos podem ver isso na TV. Gostaria de fazer meus comentários sobre táticas ou técnicas”, afirmou o dirigente, em entrevista ao canal Sky Sports.

Para o atual mandato, o dirigente afirmou que seu objetivo atual é seguir com as reformas e aumentar a transparência na entidade. Sem ironia aparente, o suíço cogitou até mesmo debater novos estatutos, que incluem algumas mudanças no sistema de eleição presidencial.

Para 2015, Blatter também vislumbra a chance de ser substituído por Michel Platini: “Poderia ser uma boa possibilidade. Não estou certo se ele está disposto a assumir a posição de presidente da Fifa, ele não declarou oficialmente. Mas ele poderia ser um bom sucessor e continuar com a globalização do futebol, não mantê-lo confinado a apenas alguns países”.

Por fim, perguntado sobre as vaias recebidas em Wembley durante a final do futebol nas Olimpíadas, o dirigente foi pouco humilde na análise da situação: “Foi apenas uma vaia pequena. Estrelas são sempre vaiadas. Então, como sou uma estrela, preciso lidar com isso. Penso que o público durante os Jogos Olímpicos poderia ser um pouco mais educado”. Uma estrela pronta para assumir os microfones quando estiver às vésperas de completar 80 anos, ao que parece.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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